Educação

Alunos do Colégio Fátima realizam simulação da Assembleia da ONU

Projeto interdisciplinar aproxima estudantes do Ensino Médio de temas da geopolítica e estimula argumentação, pesquisa, trabalho em equipe e uso da língua inglesa

19 de agosto de 2026

Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode

Os alunos do Ensino Médio do Colégio Fátima participaram de uma simulação da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira, 19 de agosto, em uma atividade voltada à compreensão da geopolítica atual e das tensões econômicas e militares presentes no cenário internacional.

A proposta permite que os estudantes assumam o papel de representantes de diferentes países, pesquisem suas posições e interesses e, a partir disso, apresentem argumentos e busquem soluções coletivas para problemas que afetam diferentes partes do mundo. Neste ano, o projeto tem como tema os conflitos militares e as tensões internacionais.

A atividade é desenvolvida pela professora de História e Geografia, Solange Retke, em parceria com o professor de Inglês, Richard Kauê, e envolve as três turmas do Ensino Médio, com atividades realizadas ao longo de todo o dia.

Segundo Solange, a iniciativa busca aproximar os estudantes de situações que exigem senso crítico, capacidade de argumentação e disposição para questionar diferentes realidades.

“A proposta da simulação da Assembleia da ONU vem justamente para trazer a realidade para esses alunos, de como é estar nesse papel de político, de senso crítico, de argumentação”, explica.

De acordo com a professora, mais do que apontar problemas, os estudantes são estimulados a pesquisar e buscar alternativas para as questões apresentadas. O projeto também trabalha a convivência com opiniões diferentes, o respeito mútuo e a capacidade de construir argumentos em grupo.

A programação é dividida em diferentes etapas. Durante a manhã, os estudantes realizam discursos em inglês, representando os países que lhes foram atribuídos e apresentando seus posicionamentos de acordo com a dinâmica de uma Assembleia da ONU. À tarde, participam de uma sessão de debates, seguindo regras de formalidade, postura e argumentação.

Para Solange, esse conjunto de experiências pode contribuir para a formação dos jovens além do ambiente escolar. Ela relata que já recebeu retornos de ex-alunos que destacaram a importância das atividades de simulação da ONU e da COP para sua trajetória universitária, especialmente pela preparação para debates e discussões de temas complexos.

Entre os estudantes, a experiência também é marcada pelo desafio de assumir uma posição que nem sempre corresponde às próprias opiniões.

Para Jeferson Hildebrandt, aluno do 3º ano, a preparação para a atividade já faz parte da rotina dos estudantes que estão concluindo o Ensino Médio e representa um desafio de pesquisar sobre o país e entender a sua realidade.

Maria Clara Pagani, também do 3º ano, destaca o aprendizado proporcionado pela atividade. Segundo ela, a experiência contribui para o desenvolvimento de habilidades como pesquisa e elaboração de discursos. O nervosismo diante das apresentações, afirma, é superado com a preparação e o apoio dos professores.

Já Gabriela Laís Ern, do 2º ano, aponta o uso do inglês como um dos principais desafios. Para ela, os discursos ajudam a ampliar o vocabulário e, ao mesmo tempo, permitem conhecer melhor diferentes países e suas realidades.

A coordenadora Marinês Ulbriki define o projeto como uma iniciativa “arrojada e inovadora” dentro do Colégio Fátima. Segundo ela, a proposta possibilita que os alunos discutam questões globais, ampliem seus conhecimentos e desenvolvam a capacidade de argumentação e posicionamento.

Além da integração entre História, Geografia e Inglês, a coordenadora destaca o papel da atividade na formação cidadã dos estudantes.

“Esse projeto, sem sombra de dúvida, possibilita todas essas interações e possibilita que os nossos alunos sejam protagonistas no seu mundo e nos mundos que irão cercá-los”, afirma Marinês.

Dessa forma, a simulação da Assembleia da ONU transforma a sala de aula em um espaço de debate sobre questões contemporâneas e permite que os estudantes exercitem, na prática, competências relacionadas à pesquisa, comunicação, trabalho coletivo, respeito às diferenças e participação cidadã.

 

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