Geral

Aluno da UFSC acredita que presença da polícia é necessária dentro do campus

A última semana de março foi marcada por prisões, protestos e confrontos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Tudo começou com a ação de policiais a paisana, que prendeu um estudante de geografia, que portava maconha dentro da mochila nas dependências do campus da Trindade.

1 de junho de 2015

A última semana de março foi marcada por prisões, protestos e confrontos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Tudo começou com a ação de policiais a paisana, que prendeu um estudante de geografia, que portava maconha dentro da mochila nas dependências do campus da Trindade. No momento da prisão haviam cerca de outros 300 alunos e professores que se revoltaram com a atitude, impedindo que a polícia o levasse e depredaram dois carros.

De acordo com a polícia, denúncias haviam sido feitas, sobre tráfico de drogas dentro do campus. Doze policiais participaram da operação e três suspeitos foram detidos, antes dos protestos iniciarem. A polícia militar foi acionada e para dar apoio, usou bombas de gás. O efeito se espalhou pelo prédio do Centro de Humanas e causou suspensão das aulas. Os policiais federais precisaram sair escoltados pela PM e dois agentes ficaram feridos.

Os alunos presentes no momento das prisões alegaram que os protestos foram feitos devido à truculência que os policiais trataram os detidos. Após as prisões, efetuadas no bosque, o grupo de manifestantes ocupou o hall central da reitoria da universidade e se uniram a servidores técnicos administrativos que entraram em greve.

O estudante do curso de engenharia de aquicultura da UFSC, Gustavo Rauh, conta que não participou fisicamente do protesto, e que teve notícia do acontecimento pelo Facebook. Li uma reportagem que relatava o fato e lá dizia que os policiais a paisana, começaram a revistar a mochila de alguns estudantes que fumavam maconha no famoso Bosque da UFSC, um local conhecido por ser utilizado para o uso de drogas entre estudantes e moradores do entorno do campus. Soube que, com eles, foram apreendidos cinco cigarros de maconha e um dos alunos foi levado até o carro a paisana da polícia federal. Então os estudantes que estavam em torno cercaram o carro, para impedir que o aluno fosse levado a delegacia. Com o tumulto mais gente começou a chegar, até juntar cerca de 300 pessoas, explica Gustavo. Ele ainda conta que os alunos tentaram fazer uma negociação com a polícia, para que os usuários da droga, pegos em flagrante, assinariam um termo circunstanciado ali mesmo, para solucionar todo o problema, mas a polícia não aceitou. O tumulto então tomou conta do bosque e uma caminhonete da Ronda Tática da UFSC, que faz a segurança do campus e o carro da polícia foram tombados e apedrejados por estudantes, professores e servidores. Os policiais, para se defender, lançaram bombas de efeito moral e spray de pimenta contra os manifestantes, conta o aluno.

Todos ficaram em choque, pois não se sabia o que realmente estava acontecendo. Haviam muitas controvérsias. Muitos criticam e muitos são a favor do policiamento no campus. Gustavo considera necessária a presença de autoridades no local Eu, particularmente, sou a favor. Quem não gosta de uma boa segurança em seu local de trabalho ou no campus da sua Universidade? Quem nos dá essa segurança? Os próprios alunos? Quantos carros são roubados nos estacionamentos dos centros? Pessoas sendo molestadas frequentemente dentro do campus, violência, assaltos, tráfico de drogas, roubos e tantos outros crimes que ocorrem no espaço universitário seriam muito menos frequentes com a presença da polícia dentro do campus. Gustavo afirma que várias formas de melhorar a segurança na universidade já foram estudadas. Já se pensou em cercar o espaço e investir em sistemas de vídeo monitoramento, mas foram apenas ideias que nunca saíram do papel. No mundo em que vivemos hoje, é impossível querer se isolar da cidade. Todos precisamos de segurança e a polícia é imprescindível, finaliza o aluno.

Notícias relacionadas