Alpino Germânico: 44 anos de história e tradição em Pomerode
No último sábado, o Grupo Alpino Germânico comemorou 44 anos de fundação. Para festejar, foi realizada uma Noite Cultural. Participaram grupos folclóricos da região (Blumenau, Indaial, Pomerode) e do estado do Paraná. Também estiveram presentes autoridades, familiares, amigos e comunidade local. Foram feitas apresentações folclóricas, danças de integração, entre várias outras atividades.
No último sábado, o Grupo Alpino Germânico comemorou 44 anos de fundação. Para festejar, foi realizada uma Noite Cultural. Participaram grupos folclóricos da região (Blumenau, Indaial, Pomerode) e do estado do Paraná. Também estiveram presentes autoridades, familiares, amigos e comunidade local. Foram feitas apresentações folclóricas, danças de integração, entre várias outras atividades. Atualmente, são 35 integrantes, com idades entre 10 e 35 anos. Durante os 44 anos do grupo, já passaram mais de 170 pessoas. Os ensaios sempre acontecem semanalmente (segundas à noite, às 19h, no Salão Testo Central Alto e nos domingos, quando a agenda permite, participam todos os integrantes e visitantes).
Os principais princípios do Grupo Alpino Germânico são a valorização da cultura e, principalmente, o uso de trajes originais.
No ano passado, o grupo participou da Oktoberfest de Munique, representado o Brasil na festa. “Para o grupo é um sonho realizado, com o trabalho em conjunto de todos os integrantes por um objetivo, e assim, poder, da melhor forma possível, divulgar Pomerode, Santa Catarina e o Brasil”, ressalta André Siewert, presidente do grupo.
Para o futuro, as ideias já em projeto são a criação de um grupo infanto-juvenil, participação da Oktoberfest de Munique no ano de 2014, a aquisição de um micro-ônibus e, principalmente, manter viva a cultura alemã.
Um pouco de história
Em 29 de Setembro de 1968, sob a coordenação de Franscisco Zmazek, um grupo de pessoas jovens se reuniu e discutiu os seguintes pontos de pauta: fundação do grupo folclórico, denominação do grupo e assuntos gerais. Após a explanação de Zmazek sobre a fundação do grupo folclórico, considerou-se fundada a entidade cultural com interesses voltados para a prática de danças folclóricas de caráter amador. Na ocasião, ainda se definiu que Zmazek presidiria o grupo folclórico e tomaria as providências necessárias para elaborar o estatuto e regime do grupo. A reunião foi registrada em ata e os fundadores do Grupo Folclórico Alpino Germânico são os seguintes: Francisco Zmazek, Ari Egger, Roland Findeiss, Ruth Dehner, Reiwald Findeiss, Wilson Bruch, Isadora Wagner, Osni Hermann, Rosita Burkhart e Renata dos Reis. A estreia do Grupo Folclórico Alpino Germânico aconteceu no dia 5 de maio de 1969, durante a festa dos cantores realizada no centro Cultural 25 de Julho, de Blumenau. Durante oito meses os dançarinos Ruth, Ari, Renata, Osni, Rosita, Wilson, Isadora e Reiwald aprenderam a coreografia da dança com o casal Zmazek: Linda ensaiava os passos e Zmazek, o sapateado. O acompanhamento musical era realizado por Zmazek ao violão e Roland Findeiss no acordeão. Grupo Folclórico Alpino-Germânico foi o primeiro Grupo folclórico de tradições germânicas fundado em Santa Catarina. Desde a data de sua fundação o grupo já se apresentou em quase todo território nacional, realizando apresentações em festas típicas, congressos e outros eventos que tinham como finalidade a divulgação da tradição alemã. Nestas ocasiões, o grupo representou o município de Pomerode ou até mesmo o estado catarinense, e é este objetivo que o grupo persegue até a atualidade. Por outro lado, o Grupo Folclórico Alpino Germânico inspirou outras pessoas a criarem grupos folclóricos na região do Vale do Itajaí. Em 1982, o casal Zmazek viajou à Áustria e Alemanha, onde aproveitou para procurar a indumentária do traje típico alpino. Ao retornarem ao Brasil, trouxeram na mala uma relação de acessórios que, naquele ano ainda, foram adquiridos e doados pela Companhia Karsten ao Grupo Folclórico. A empresa doou seis calças e suspensórios de couro, correntes e corpetes para moças, bem como os chapéus femininos com a pena de águia.