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Alô, quem fala? É da onde? É a Polícia de Pomerode ou de Blumenau?

 A Polícia Militar de Pomerode informou que, desde o dia 31/08, o telefone de emergência (190) não é atendido mais pelos policiais do Pelotão do município, e sim pela central integrada em Blumenau. A denúncia será repassada via rádio para a guarnição de Pomerode. O sistema ainda não está totalmente…

10 de setembro de 2010

 A Polícia Militar de Pomerode informou que, desde o dia 31/08, o telefone de emergência (190) não é atendido mais pelos policiais do Pelotão do município, e sim pela central integrada em Blumenau. A denúncia será repassada via rádio para a guarnição de Pomerode.
O sistema ainda não está totalmente concluído, portanto, é possível que algumas chamadas ainda sejam atendidas pela PM pomerodense. Para entrar em contato diretamente com a polícia local, existem dois telefones disponíveis, 3387-4142 ou 3387-4195.
Um absurdo.
A redação do Jornal de Pomerode tentou entrar em contato com o Tenente Alexandre Kleine, por três semanas consecutivas, a fim de saber mais informações e promover um debate com a comunidade, já que o assunto é polêmico, e a princípio, trata-se de um retrocesso, tendo em vista que o mesmo sistema, quando da implementação do atendimento feito pelo SAMU, já demonstrou não surtir o efeito esperado.
Imagine a seguinte situação. Você está passando por um momento difícil, quem sabe um dos momentos mais delicados de sua vida. Está em sua residência, quando de repende, durante a madrugada, surpreende um ladrão tentando invadir o local. Você não está sozinho, sua família também está na residência. Você percebe que o assaltante está armado e com medo de reagir, pega o celular, falando em voz baixa para não ser ouvido pelo bandido. Você é atendido pela Polícia Militar. Quem atende não é o policial de Pomerode, que conhece a cidade como a palma de sua mão. Não é o policial que conhece a comunidade, que sabe qual o caminho utilizar para chegar o mais rapidamente possível no local da ocorrência. Quem atenderá você será o policial Fulano de Tal, que desconhece Pomerode, que não entende quando a pessoa informa a localidade do chamado descrevendo alguns pontos de referência. Imaginou? É complicado!
Este policial irá repassar via rádio sua solicitação para o policial de plantão no Pelotão, que por sua vez, irá solicitar o deslocamento de uma unidade até sua residência. Em quanto tempo será atendida esta ocorrência? Meia hora, talvez mais. Enquanto isso, o ladrão já entrou na sua casa, você já entrou em luta corporal com ele para tentar proteger sua família. Após isso, chegará a polícia, que poderá atender outra ocorrência, a de um homicídio, de um inocente, o seu.
Falta equipamento, falta armamento, falta efetivo, falta comando, falta interferência política… A lista é grande, e pequena, traçando uma analogia, é a paciência da população.
Enquanto na iniciativa privada luta-se pela desburocratização, em alguns serviços de utilidade essencial, como os relacionados a segurança pública, acontece justamente o contrário, a burocracia impera e compromete o que está assegurado na Constituição Federal, que garante a proteção a sociedade, a segurança dos cidadãos, que diga de passagem, pagam muito bem para isso, através de impostos exorbitantes.

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