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Alimentando sonhos

Cozinhar é uma arte. Se depender disso, Noeli Terezinha Weidgenant não pode se considerar uma frustrada.

1 de junho de 2015

Cozinhar é uma arte. Se depender disso, Noeli Terezinha Weidgenant não pode se considerar uma frustrada. Meu sonho de infância era ser pintora, desenhista. Mas eu sou realizada naquilo que eu faço, pois sei que também é uma arte. Em mais uma matéria da Série Profissões, o Jornal de Pomerode conversou com esta simpática cozinheira, que não mede esforços para que seus pratos saiam com aquele gostinho especial, bem ao estilo da mamãe.Sua trajetória em meio a panelas, fogão e alimentos começou muitos cedo, aos 13 anos de idade, em Blumenau. Minha tia era cozinheira em um restaurante e no início, eu a acompanhava apenas para lhe fazer companhia, mas ajudando em alguns afazeres. Um dia, o proprietário deste restaurante, o sr. Bertoldo, me convidou para trabalhar. Mas eu ficava chateada, pois tinha que cumprir expediente aos domingos também, coisa que não me agradava muito. Fiquei lá durante seis meses, até que resolvi me desligar. Este foi o meu primeiro contato com a cozinha, e desde então, não parei mais.
Apesar de, após este período, ter trabalhado na Artex, durante seis anos, Noeli sempre arrumava um jeito de estar na cozinha. Na época, minha sogra tinha um bar e eu a auxiliava. Com ela eu aprendi a cozinhar de verdade, pois no restaurante eu só mexia com ‘comida fria. Devo muito à D. Augusta, que partiu desta vida há dois anos. Se meus pratos fazem tanto sucesso, grande parte é por sua dedicação em me ensinar aquilo que hoje eu sei e amo fazer, ressalta.
Com 20 anos, Noeli veio para Pomerode, quando a família do seu marido abriu o Restaurante Pomerode, referência pela sua culinária germânica e muito apreciada por pomerodenses e turistas. No ano 2000, comecei a ‘tocar a cozinha sozinha, o que aconteceu de maneira natural. Nunca fiz nenhum tipo de curso, só aplico aquilo que eu sei com a experiência de 32 anos. Hoje em dia, a internet me traz muitos subsídios para minhas receitas. O que eu gosto é de criar receitas novas a partir de outras já existentes, ou seja, incrementar. Talvez esse seja o segredo de uma boa cozinheira, encontrar novas soluções sempre.
A experiência fez com que ela aprimorasse ainda mais as suas receitas, atendendo, inclusive, ao paladar dos clientes que frequentam o estabelecimento. Por exemplo, no início, eu fazia um joelho de porco bastante simples. Hoje em dia, alguns ingredientes o tornaram uma referência aqui no restaurante. E perguntada sobre quais seriam esses ingredientes, ela não se faz de rogada: segredos que não podem ser revelados, conta, aos risos.
A aparência de um prato também é fator importante para que ele possa ser degustado. Não adianta fazer uma receita que fique com um aspecto não muito agradável, pois as pessoas não irão consumir. Fico muito feliz quando os clientes reconhecem o nosso trabalho e dizem coisas do tipo: ‘você me fez sentir saudade da comida da minha mãe. Esse tipo de reconhecimento faz com que façamos o nosso trabalho com mais amor ainda, revela.
E nem mesmo nos momentos de folga, Noeli larga os pratos e o fogão. Apesar de serem poucos, quando temos algum dia livre, não deixo ninguém preparar o almoço. Adoro cozinhar para os meus filhos, para meu marido e para minha netinha. A família é a base de tudo, e é por ela que eu faço isso.
A qualidade e competência do Noeli Terezinha Weidgenant podem ser conferidas diariamente, no Restaurante Pomerode. Qualidade esta testada e aprovada por muitos, inclusive pelos colaboradores do Jornal de Pomerode. Com certeza, a comidinha da mamãe é a preferida, mas a desta simpática mulher tem lugar cativo no nosso paladar.

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