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Algumas curiosidades envolvendo a origem do HMRT

 A maternidade, que originou o Hospital e Maternidade Rio do Testo foi originalmente mantida por Rosa Borck, tendo sido edificada em 1920. Em 1956, ao lado, as primeiras edificações do HMRT foram construídas, no mesmo local onde funcionam até hoje. Uma das curiosidades envolvendo a origem do HMRT é que…

15 de setembro de 2010

 A maternidade, que originou o Hospital e Maternidade Rio do Testo foi originalmente mantida por Rosa Borck, tendo sido edificada em 1920. Em 1956, ao lado, as primeiras edificações do HMRT foram construídas, no mesmo local onde funcionam até hoje.
Uma das curiosidades envolvendo a origem do HMRT é que em frente do prédio principal da instituição de saúde existia um bar, que no ano de 1979 foi demolido, dando espaço para que fosse montado em belo jardim.
A ala pediátrica e os consultórios médicos foram construídos em 1980.

Festa e auxílio da OASE

Segundo Vilson Sandrini, as antigas festas do hospital foram criadas para que as internas (faxineiras, camareiras e enfermeiras) tivessem um meio de diversão. ?Não era tanto para arrecadar dinheiro, isso era uma consequência, a necessidade maior era que elas entrassem em contato com as pessoas de fora do hospital, proporcionando mais diversão para as internas?.
A que possui o registro mais antigo é datada em 17 de março de 1957, no Salão Zastrow. No local da festa tinha bebidas, churrasco, doces, café, leilões e os mais conhecidos divertimentos populares como: jogo de bolão, roda da fortuna, tiro ao alvo e etc. O dia foi abrilhantado pelo coro de trombones do Sr. Vinzenz Weh. O convite era um chamado a comunidade para cooperar pelo desenvolvimento e manutenção da instituição de saúde. O convite era bilíngue, escrito em português e alemão.
Quando a festa se tornou tradicional, sempre as senhoras que faziam parte da OASE auxiliavam ? assim como fazem atualmente. Todas as prendas eram arrecadadas de porta em porta, onde elas percorriam a cidade toda atrás de doações para a festa. Atualmente, sem deixar de atuar, são elas quem fazem todos os doces vendidos na tradicional festa do hospital.
Além desta atividade, as senhoras também realizam anualmente um café beneficente, no qual, este ano foi arrecadado um valor de R$ 25.478,48, entregue na sequência ao HMRT. Na ocasião da entrega, a presidente da Paróquia São Marcos, Uta Volkmann, fez uma avaliação do porque a doação ao hospital do valor. ?Criado em 2008 e suprido pelo obreiro Pastor e as mulheres da OASE, o café beneficente, é uma maneira de exercitarmos ?O ser igreja? além de quatro paredes, uma chance de encararmos desafios na fé, pois aprendemos a repartir, compartilhar, ofertar e contribuir com muita gratidão e alegria. Temos a certeza de que tudo o que temos e somos vem de Deus e a Ele pertence. Assim, os dons que nos foram dados só terão sentidos se os colocarmos a serviço de Deus e do nosso próximo. Este doar-se traduz em comunhão no qual o espírito comunitário nos faz olhar para as necessidades dos outros?.
Neste ano, a 33ª Festa do Hospital acontecerá no dia 07 de setembro, no Pavilhão da Festa Pomerana.

Histórias de 90 anos

Recordando algumas histórias vivenciadas no HMRT, Vilson Sandrini relembra duas em especial, que fizeram parte dos primeiros anos dele aqui.
?Chegou uma senhora com uma úlcera estourada, sangrando muito. O médico de plantão estava em outra cidade, mandou-nos ir a Rio dos Cedros buscar o anestesista enquanto ele se aprontava para chegar ao hospital. A Schwester Anita e eu pegamos o carrinho do hospital e fomos. Enquanto ela preparou a paciente, fui encontrar voluntários para doação de sangue. Parei num bar no centro da cidade, encontrei alguns bêbados e todos toparam doar sangue para ela. Na época não tínhamos como escolher, ela precisava de sangue. Acho que ela recebeu 15 frascos de sangue, acho até que depois de receber esse sangue ela nem precisava mais de anestesia, porque o sangue que estava cheio de álcool dos bêbados estava fazendo efeito nela já. (risos). A metade deles não conseguia nem falar, de tão torrados que estavam?.
A outra história é tipicamente pomerodense. Sem saber falar alemão, Vilson tentou atender uma paciente, que sem falar nada, só gesticulando, estava inquieta. ?Eu fui levando ela, que falava em alemão e eu não entendia nada. Coloquei ela na cadeira e ela ficou agitada. Eu tentando tranquilizar ela, dizendo que não ia doer nada, que era para ela se acalmar. Seguramos ela e tiramos o sangue. Depois a enfermeira que falava alemão chegou e explicou que ela queria fazer xixi, mas não adiantava mais porque ela já tinha feito nas calças?.

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