Geral

Ajuda através de um clique

Durante todos os dias de chuva e principalmente naqueles em que a subida do Rio Itajaí-Açú era mais visível, não só as pessoas, como também prefeituras, órgãos de imprensa e entidades sociais se utilizaram das redes sociais, como ferramentas de auxílio, na comunicação do que nos primeiros dias, poderia se…

16 de setembro de 2011

Durante todos os dias de chuva e principalmente naqueles em que a subida do Rio Itajaí-Açú era mais visível, não só as pessoas, como também prefeituras, órgãos de imprensa e entidades sociais se utilizaram das redes sociais, como ferramentas de auxílio, na comunicação do que nos primeiros dias, poderia se tornar uma tragédia.
Nível do rio, primeiras ruas alagadas, informações sobre abrigos, pessoas ilhadas, entre outras informações foram divulgadas não só pela televisão, mas também na internet pelas redes sociais “Twitter” e “Facebook”. Além da divulgação dessas informações, muita gente acabava também, postando fotos dos locais mais atingidos. Assim, todos tiveram ideia de como estava a situação em alguns pontos. Através do microblog “Twitter”, muitas pessoas que estavam em Blumenau, por exemplo, e que moram em Pomerode, pediam informações sobre acessos, horários de ônibus e rodovias interditadas. Como a comunicação nesse site é instantânea, as notícias eram dadas em tempo real. Um exemplo disso, foi um fato divulgado de que em Blumenau, alguns supermercados estavam se aproveitando da situação e superfaturaram o preço de produtos, como a água mineral. No recado publicado, era solicitado que os cupons fiscais fossem guardados e quando fosse oportuno, o Procon deveria ser acionado.
Por esse motivo, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), publicou um comunicado, também na internet, dizendo que: “Os comerciantes que se valem da situação crítica das pessoas atingidas pelas chuvas no Estado para aumentar abusivamente o preço dos produtos, como alimentos, água e peças de vestuário, ou de serviços, como guincho e médicos, cometem crime contra a ordem econômica, com possibilidade de pena de reclusão que varia de 2 a 5 anos, ou multa, além de ilícitos administrativo e civil. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) esclarece, ainda, que em circunstâncias de extrema necessidade, a Constituição Federal (art. 5º,XXV) autoriza o Poder Público a fazer uso compulsório de bens ou serviços de particulares, em prol da população, mediante indenização posterior, se for o caso. Assim, todo aquele que tomar conhecimento da ocorrência de práticas abusivas poderá comunicar as autoridades para a adoção das providências legais cabíveis”.

Durante a enchente a Internet não foi apenas meio de informações
Muita gente, mesmo durante e após o fato, utilizou essa “arma tecnológica”, para fazer campanha de arrecadação de alimentos e mantimentos para as pessoas atingidas. A Prefeitura de Curitiba, no Paraná, por exemplo, lançou através do site do governo municipal,“Campanha SOS Blumenau” para arrecadar doações para a população da cidade que mais sofre com as fortes chuvas em Santa Catarina. A campanha está arrecadando cobertores, colchonetes, roupas e, principalmente, água mineral.
Em Pomerode, a rede de solidariedade também começou na internet. A empresa de Transportes Coletivos e Turismo Volkman lançou a campanha de arrecadação de alimentos e mantimentos para as cidades mais atingidas na região, como Blumenau e Rio do Sul. Segundo o gerente de gestão de pessoas da empresa, Peter Volkmann, a iniciativa partiu de dois funcionários da empresa e por isso, todos se engajaram nesse trabalho para ajudar as pessoas atingidas. “Nos sentimos muito sensibilizados com a situação, ainda mais depois que nós passamos por isso, com a enchente de março, quando fomos muito atingidos”, relembra.
Uma remessa de colchões, roupas e alimentos não perecíveis já foi enviada para Blumenau. Os donativos que forem arrecadados até sexta-feira, serão enviados para Rio do Sul.
Para quem tiver dificuldade de entregar as doações na empresa, pode deixar os mantimentos com os motoristas dos ônibus que trafegam pela cidade. “Se a pessoa sabe em que horário o ônibus vai passar próximo à sua casa, pode pará-lo e entregar a doação para os motoristas, que depois eles deixam tudo na empresa juntamente com o que já foi arrecadado na empresa”, explica Peter.

Comunicação, informação e desabafos
Muitas pessoas acabaram ficando incomunicáveis com familiares e amigos, durante a enchente. Celulares não funcionavam, telefones convencionais também não. E como a água tomou conta de muitas residências, a internet foi um meio de comunicação e distração de muitas pessoas. Tânia Lenzi Montanari foi uma das pessoas atingidas em Timbó, ela conta que a “sorte” foi que na sua casa havia Wireless (internet sem fio). “Aí tínhamos como colocar as coisas na internet, enquanto estávamos na laje, fugindo da água”, conta. E foi através de uma rede social, que Tânia buscava um pouco de lazer, para tentar esquecer por alguns minutos toda a tragédia. Até alguns desabafos foram feitos por ela, que ao mesmo tempo buscava e encontrava forças para continuar.

Notícias relacionadas