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Ainda no papel

A BR 470 é uma das vias mais importantes de Santa Catarina. Por ela passam, todos os dias, pessoas e mercadorias que contribuem para o crescimento de nosso estado. Em uma rodovia simples passam cerca de 40% das cargas de Santa Catarina, quatro mil contêineres e quase 70 mil veículos, por dia, trafegam na temporada de verão.

1 de junho de 2015

A BR 470 é uma das vias mais importantes de Santa Catarina. Por ela passam, todos os dias, pessoas e mercadorias que contribuem para o crescimento de nosso estado. Em uma rodovia simples passam cerca de 40% das cargas de Santa Catarina, quatro mil contêineres e quase 70 mil veículos, por dia, trafegam na temporada de verão.

No entanto, o grande fluxo não isenta a falta de infraestrutura que causa prejuízos devido à dificuldade e falta de segurança no transporte de mercadorias para portos catarinenses.

Mais urgente do que os produtos, são as vidas que se perdem em uma rodovia que aguarda pela duplicação e registrou, em 25 amos, mais de 2,3 mil mortes. A maioria das fatalidades ocorreu por colisão frontal ou lateral, situações que tendem a desaparecer com a pista duplicada.

Com a esperança de que a rodovia será duplicada no prazo estabelecido de 38 meses, cerca de R$ 1,3 bilhão será investido em toda a obra e pelo menos 900 lotes serão desocupados para dar espaço às vias marginais e viadutos.

Hoje, passados quatro meses da assinatura da ordem de serviço para duplicação da via a obra segue somente com topografia. A construção que de novas pistas, que começaria nos lotes 3 e 4, está parada.

No dia 18 de novembro, o Vale do Itajaí completou exatos quatro meses da primeira prova de que a duplicação chegaria. O palco da esperança foi o Ginásio João dos Santos, em Gaspar, onde cinco autoridades se comprometeram com as obras.

Os envolvidos informam que continuam a cobrar dos órgãos responsáveis a duplicação da via. Todavia, as máquinas que apareceram na margem da rodovia no dia 31 de agosto, sumiram 16 dias depois.

A interrupção ocorreu devido à falta de autorização para captura de animais silvestres. Apesar do Ibama ter dado sinal verde para as obras de duplicação em 15 de outubro, a Sulcatarinense, empresa executora da duplicação da BR-470, só poderia tocar os trabalhos com a contratação, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), de um serviço terceirizado para acompanhamento do aspecto ambiental da obra. A empresa será a responsável pela eventual captura e destino de animais encontrados.

No entanto, mais do que a licença para recolher os bichos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) precisa concluir a licitação para contratar a gestora ambiental dos quatro lotes. A licitação foi encerrada há um mês e meio e desde então o Dnit avalia os candidatos.

O prazo para conclusão das obras é de 1.440 dias e o Dnit assegura que este período será cumprido.

 

Topografia – O Dnit afirma que cerca de 40 funcionários trabalham na topografia da BR-470, mas não sabe dizer a extensão da área que já foi medida. O compromisso da duplicação foi assumido em papel pelo diretor da Sulcatarinense Engenharia, José Carlos Portella Nunes; ministros dos Transportes, César Borges, e das Relações Institucionais, Ideli Salvatti; governador Raimundo Colombo e deputado federal Décio Lima.

 

Filas – Enquanto a duplicação não finaliza, ou melhor, nem começa, todo feriadão ou ida para o litoral é uma mistura de bem-estar e mau humor. Em sua maioria, são quilômetros de filas que atrasam a tão esperada chegada ao destino para poder aproveitar o merecido descanso.

E no último fim de semana, o feriadão da Proclamação da República, não foi diferente. Com trânsito lento ou completamente parado, as famílias se viram presas dentro do carro, contabilizando as horas perdidas e visualizando um futuro, espera-se, próximo de uma via completamente modificada, duplicada e sem filas.

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