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Água e crianças: essa combinação requer muitos cuidados!

Praias, piscinas e rios são agradáveis alternativas para mesclar momentos de diversão com o alívio de se refrescar, já que logo mais está chegando a estação mais quente do ano. Nada mais justo, depois de meses em que a temperatura oscila entre o frio e o clima ameno. Deixá-las aproveitar é extremamente saudável e divertido, mas é preciso lembrar que criança na água requer atenção especial.

1 de junho de 2015

Praias, piscinas e rios são agradáveis alternativas para mesclar momentos de diversão com o alívio de se refrescar, já que logo mais está chegando a estação mais quente do ano. Nada mais justo, depois de meses em que a temperatura oscila entre o frio e o clima ameno.
Deixá-las aproveitar é extremamente saudável e divertido, mas é preciso lembrar que criança na água requer atenção especial para evitar riscos de acidentes e afogamentos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a principal causa de mortes e sequelas na faixa etária de zero a 14 anos, são os acidentes não intencionais, como afogamento e sufocamento. Os afogamentos geralmente acontecem em banheiras, tanques, piscinas, poços, bacias e até mesmo em baldes d’água.
Como proteger uma criança de um afogamento:
• Esvaziar baldes, banheiras e piscinas infantis, depois do uso e guardá-los sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças;
• Despeje a água antes de retirar a criança da banheira e esconda a tampa, de modo a que a criança não possa preparar o seu próprio banho;
• Nunca deixe uma criança com menos de três anos sozinha na banheira, mesmo quando ela já se senta bem. Durante o banho, não atenda ao telefone e nem a porta;
• Conservar a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrado com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou a porta do banheiro trancada;
• Manter cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita “mergulhos”;
• Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 metro que não possam ser escaladas e portões com cadeados ou trava de segurança que dificultem o acesso dos pequenos;
• Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;
• Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Na faixa etária até dois anos, vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. Nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água;
• Evitar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e aos reservatórios de água.
Prevenir ainda é a melhor solução. Por isso, a atenção com os pequenos deve ser redobrada quando tiver água por perto e eles devem ser sempre avisados sobre os riscos que correm quando foram para a água sem cuidados prévios. Conversar e orientar sobre os perigos de uma atividade sem segurança é uma solução extremamente válida e que nunca sai de moda.
Quando a pessoa se afoga, é provável que a água entre nos pulmões, limitando a entrada de ar. Ainda, neste momento, é possível que os músculos da garganta se contraiam involuntária e convulsivamente, ocorrendo o chamado afogamento seco. Tanto uma situação como a outra podem levar à morte por asfixia. Por isso, a medida mais urgente é introduzir ar nos pulmões da vítima por meio da respiração boca-a-boca. Todas as vítimas de afogamento devem ser levadas ao hospital, mesmo que pareçam totalmente recuperadas, pois podem surgir complicações pulmonares mais tarde. É importante ainda mantê-la aquecida enquanto espera pelo socorro médico, cobrindo-a com toalhas secas e, se possível, retirando sua roupa molhada.

Passo-a-passo da respiração boca-a-boca
Incline a cabeça da vítima para trás e aperte suas narinas. Abra bem a boca da vítima e ajuste seus lábios aos dela. Inspire profundamente e, olhando para o peito da vítima, insufle ar até sentir o tórax se expandir. Afaste a sua boca, expire qualquer excesso de ar e observe o tórax da vítima se esvaziar. Inspire de novo e repita a operação até o afogado voltar a respirar normalmente. As duas primeiras insuflações de ar devem ser feitas lentamente, para permitir uma boa expansão do tórax e diminuir a possibilidade de distensão do estômago.
Fonte: Projeto Acidente de Consumo realizado pela Pro Teste e Associação Médica Brasileira.
Adaptado por: Vilmar Schrubbe e Carlos R. Hein

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