Adriano Imperador
?Chegava bêbado para treinar na Inter de Milão. Estava deprimido. Sofri. Mas sobrevivi?.
“Chegava bêbado para treinar na Inter de Milão. Estava deprimido. Sofri. Mas sobrevivi”.
Em entrevista ao Cosme, Adriano destacou que treinava bêbado e que tinha a conivência dos dirigentes da Inter de Milão. “Eu ia dormir no departamento médico e diziam para a imprensa que eu estava com dores musculares”, disse Adriano. Na entrevista, Adriano ainda destaca que a morte de seu pai, deixou-o em depressão. Foi quando teve o problema com o alcoolismo. “ Eu só conseguia dormir, bebendo. E isso todas as noites.” O Imperador elogia e reconhece o trabalho do São Paulo “Quando eu cheguei havia um esquema preparado para a minha recuperação. Foi a direção do São Paulo que me abriu os olhos e vejo que poderia ter retribuído mais ao tricolor”, reconhece Adriano. O atacante saiu do São Paulo após empréstimo e retornou a Inter de Milão pelo fato da troca de técnico do clube italiano. Com Mourinho, apesar do esforço do treinador em contar com o atacante, Adriano voltou a beber e não conseguiu se recuperar do seu problema. “O fundo do poço foi quando tinha voltado ao Brasil, parado de treinar e bebido muito. A Internazionale mandou o preparador físico ao Rio para me ver. Quando me viu, eu estava um boi de tão inchado. Quando vi a cara do preparador físico, senti que cheguei ao fundo do poço e decidi encerrar meu contrato com a Inter. Não queria voltar pra lá, seria o fim da minha carreira. Não rasguei dinheiro ao vir para o Brasil, simplesmente, comprei minha felicidade. Sou feliz em ser Adriano, descalço e sem camisa, andando por aí, com muita simplicidade. Sou feliz assim”, simplifica Adriano.
Última chamada
O cenário, já conhecido, em determinados filmes onde a última chamada para partida, é anunciada, encaixa perfeitamente na situação vivida pelo Fluminense. Após uma sequência de jogos terríveis, ao vencer o Avaí, o Fluminense alimentou a esperança em seu torcedor, na retomada. Na salvação do que será, mais um vexame na conta tricolor. Para evitar o que é bem provável, os comandados de Cuca enfrentarão um adversário que não toma gol há cinco jogos. Para completar, o Flamengo não perde para o Fluminense há sete jogos. No Fla-Flu de domingo, o Fla não terá um de seus principais responsáveis pela segurança defensiva que possuiu desde sua chegada. Álvaro, suspenso, não joga. O Fluminense está há cinco pontos do que precisa reverter. Em 12 jogos a disputar, cinco pontos em 36, pode não parecer uma tarefa tão impossível. Possível é colocar a bola no chão, a cabeça no lugar, os salários em dia e fazer aquilo que o Fluminense deve fazer: Vencer e pela primeira vez no campeonato, emplacar uma sequência de vitórias dignas às tradições tricolores. O destino do Fluminense será decidido diante de: Flamengo, Corinthians, Santo André, Internacional, Goiás, Cruzeiro, Palmeiras, Atlético Paranaense, Vitória e Coritiba.
Dificulta
Sem contar todas as dificuldades que o Fluminense vem encontrando dentro de campo, parece, realmente, que quando alguma coisa está errada, tudo tende a piorar. Com dificuldades técnicas, de escalação, racha no elenco, posicionamento tático indefinido, um dos combustíveis para uma virada, está queimado. Os jogadores estão com dois meses de salários atrasados. Assim fica mais difícil.
Confirmado
Conforme noticiado na coluna, no dia 5 de setembro, o zagueiro Edu Dracena foi apresentado essa semana no Santos. O jogador, com passagem pela seleção sub-20, estava disponível no mercado. Mas, devido ao bom relacionado com o técnico Luxemburgo – realizaram excelente trabalho juntos na tríplice coroa do Cruzeiro em 2003, optou atuar na Vila Belmiro. Sem jogar desde meados de abril, após cirurgia no joelho, o jogador terá ao seu lado, um admirador pessoal para voltar aos gramados da mesma forma que esteve cinco anos atrás. Para isso, na assinatura do contrato, a permanência do técnico Luxemburgo teve de ser uma garantia contratual. O Santos promete um 2010 bem diferente deste ano.
Possibilidade
Os representantes do atacante são-paulino Borges, cujo contrato com o tricolor encerra-se em dezembro, já possuem na mesa uma proposta do Corinthians. Existem rumores do possível interesse do atacante em trocar o time tricolor, pelo Timão.
Figueira domina o Rio
O clima carioca, definitivamente, agrada o Figueirense. Talvez por ter alguns jogadores da cidade maravilhosa, como Egídio, Schwenck, Brum e Bóvio. Adaptados, o Figueira segue atropelando seus adversários. Primeiro, a equipe da capital venceu o Duque de Caxias, por 3 a 2. E, essa semana, com boa atuação, o Figueirense segurou o Vasco, dentro de São Januário, pelo placar de 2 a 1, sendo que chegou estar vencendo por 2 a 0, com facilidade. Seguro na defesa, o Figueirense teve pouco trabalho e mesmo o Vasco tendo mais volume de jogo, os cariocas comandados pelo único lampejo na qualidade individual de Carlos Alberto, não conseguiu passar pelo esquadrão do Furacão catarinense. Com a importante vitória, segue a luta do Figueirense em garantir o retorno para a primeira divisão. Para comprovar a boa fase, será preciso vencer o desesperado Bahia, no Orlando Scarpelli, neste sábado, ás 16 horas. Nos dois últimos jogos, fora de casa, foram duas vitórias, sendo seis gols marcados e somente um sofrido. O Figueirense precisa se garantir dentro de casa para carimbar seu retorno à elite do futebol brasileiro.
Muricy recusou o Flu
Muricy Ramalho recusou a proposta de ir para o Fluminense. O técnico tricampeão brasileiro e líder do campeonato nacional com o Palmeiras, foi procurado pelo Tricolor das Laranjeiras antes de fechar acordo com o time do Palestra Itália. O motivo de ter recusado a equipe foi a falta de estrutura do Fluminense no que diz respeito a centro de treinamento e organização.