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Adrenalina na veia

Ajudar o próximo, salvar vidas e estar prontamente preparado para situações que envolvam acidentes, incêndios ou casos clínicos. Este é o papel do Bombeiro, que teve o seu dia comemorado em 02 de julho. As guarnições do Corpo de Bombeiros estão sempre prontas a acorrer para onde se faça necessária a sua ação.

1 de junho de 2015

Ajudar o próximo, salvar vidas e estar prontamente preparado para situações que envolvam acidentes, incêndios ou casos clínicos. Este é o papel do Bombeiro, que teve o seu dia comemorado em 02 de julho.As guarnições do Corpo de Bombeiros estão sempre prontas a acorrer para onde se faça necessária a sua ação, quer para debelar incêndios, quer para salvar vidas, humanas ou mesmo de animais, em quaisquer circunstâncias.
A origem do Dia do Bombeiro se dá no Rio de Janeiro, quando o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte teve por comandante o major João Batista de Morais Antas. No dia 02 de julho de 1856, foi assinado, por D. Pedro II, o decreto nº 1.775, que regulamentava o serviço de extinção de incêndios no Brasil. Nesta época, ao som do badalar dos sinos, os incêndios eram apagados mão-a-mão, ou seja, era feita uma corrente de pessoas, ficando a primeira na beira de um poço enchendo os baldes de água e as demais, passando adiante. Neste trabalho, eram engajadas todas as pessoas, de todas as idades.
Na atualidade, os bombeiros desenvolvem muitas outras funções, além do combate ao fogo. Eles socorrem vítimas de catástrofes naturais e acidentes, resgatam cães e gatos presos em árvores ou telhados e também atendem chamados para capturar animais soltos que oferecem perigo à população.
Em nosso município, há o Corpo de Bombeiros Voluntários na ativa há quase 18 anos, desde o dia 10 de julho de 1995 e, entre seus fundadores, está Orli Francisconi, de 37 anos. Na época, o empresário Wander Weege doou para Pomerode um caminhão de combate a incêndios. Por isso, a Acip convocou voluntários que quisessem fazer parte da corporação. Quando eu vi o cartaz, lembrei-me de um episódio ocorrido na minha cidade natal, Taió, quando os bombeiros de Rio do Sul tiveram muito trabalho para combater o fogo. Desde aquele dia, a minha admiração por estes profissionais tornou-se evidente e, por isso, resolvi encarar este novo desafio, conta.
Atuando como tecelão em uma empresa têxtil na época, Orli diz que realizou seu primeiro curso em Joinville, de combate a incêndios. A partir daí, toda a corporação foi se aperfeiçoando, com a aquisição de novos equipamentos e veículos, além da realização de cursos. Hoje em dia, somos seis bombeiros efetivos e cerca de 60 voluntários. Trabalhar com esta equipe me enche de orgulho, porque ser bombeiro e poder ajudar os outros é a profissão que eu escolhi e na qual eu me sinto realizado. É uma verdadeira paixão, enfatiza.
Efetivado no ano de 2007, Orli teve que, por 12 anos, conciliar sua vida particular com a corporação mas, que em nenhum momento, se arrepende disso. Agora eu sou efetivo, mas tenho muito respeito por quem faz o trabalho voluntário, pois é uma doação constante. Nas nossas horas de folga, deixava minha casa e minha família, para me dedicar à causa. Na época, eu trabalhava uma noite por semana e um dia por fim de semana, conciliando com as profissões de tecelão e, depois, vigilante. Apesar de todo o cansaço, sempre foi gratificante, enaltece, acrescentando que todos os bombeiros efetivos da corporação são multifuncionais, ou seja, atuam como socorristas, resgatistas no combate a incêndios, motoristas de ambulância e de veículos de emergência.
Quando o telefone toca, anunciando alguma operação ou atendimento, o coração bate mais forte e a adrenalina sobe. Durante estes quase 20 anos de atuação, o bombeiro nunca participou de nenhuma chamada em que algum familiar estivesse envolvido, no entanto, já atendeu vários amigos. Mas o acidente que mais marcou a sua vida aconteceu no dia 24 de abril de 2005, na Serra de Jaraguá. Naquele sábado de manhã, três jovens, entre 21 e 23 anos perderam a vida, após uma colisão contra um caminhão. Este atendimento foi o mais chocante, pois fomos um dos primeiros a chegar e os corpos dos rapazes estavam bastante danificados. O quarto ocupante do Celta, felizmente, conseguiu sobreviver, após ser encaminhado para a UTI. Mas as mortes, três de uma vez e envolvendo pessoas tão jovens, vão ficar para sempre na minha memória. Neste momento, o treinamento é primordial, pois necessitamos ser ‘frios, para que o nosso trabalho seja executado da melhor maneira possível. Não podemos nos deixar levar pela emoção, do momento. Em cenas como essa, é preciso ter muita calma, para que o nosso lado ‘profissional seja evidenciado, analisa Orli.
Outro momento marcante foi a perda do subcomandante Ildomar Ittner que, além de ser um colega de trabalho, foi um grande amigo. Todos aqui na corporação gostavam dele e o seu falecimento também marcou a minha vida, acrescenta.
A qualidade de atendimento da corporação pomerodense, segundo Orli, se baseia em dois fundamentos: dedicação e treinamento. Quanto mais qualificação, melhor é o atendimento. Os equipamentos também são importantes, mas sem treinamento, eles se tornam obsoletos. Há exercícios semanais e o aperfeiçoamento dos bombeiros é constante. E a grande maioria é muito dedicada, por isso, Pomerode pode se orgulhar de ter tamanha qualidade e rapidez de atendimento.
Aproveitando a oportunidade da comemoração, Orli agradece e homenageia a todos os seus colegas de profissão pela passagem do seu dia. Tenho muito orgulho em poder trabalhar com pessoas maravilhosas, que fazem da minha profissão a melhor do mundo. É muito gratificante trabalhar em prol das outras pessoas e contar com o apoio dos meus colegas nesta nossa missão. Por isso, desejo a todos, um feliz Dia do Bombeiro, pois todos eles fazem parte deste processo, finaliza.

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