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Ações do dia mundial contra a Aids marcam a semana em Pomerode

No dia Mundial contra Aids, duas ações fizeram parte da programação do Grupo Multidisciplinar DST-AIDS de Pomerode. Na quarta-feira (01/12), foi realizada palestra com o médico infectologista, Eduardo Campos de Oliveira, no Auditório da Prefeitura Municipal de Pomerode. O médico tratou assuntos como a epidemiologia da infecção pelo HIV e…

9 de dezembro de 2010

No dia Mundial contra Aids, duas ações fizeram parte da programação do Grupo Multidisciplinar DST-AIDS de Pomerode. Na quarta-feira (01/12), foi realizada palestra com o médico infectologista, Eduardo Campos de Oliveira, no Auditório da Prefeitura Municipal de Pomerode.
O médico tratou assuntos como a epidemiologia da infecção pelo HIV e a Aids no Brasil e em Santa Catarina, e de acordo com ele, existe uma preocupação muito grande em sensibilizar o profissional da saúde sobre a realidade da doença. ?Nem sempre o diálogo é simples, mas muda o comportamento da pessoa?. Durante a palestra, o médico afirmou que os tratamentos para esta enfermidade melhoraram muito. ?Estamos avançando e o profissional se sente mais capaz para conduzir os casos?, frisou.
Estima-se que no Brasil, 40% das pessoas com o vírus da AIDS, que necessitam de tratamento, se recusem à assistência. Em contrapartida, Oliveira afirma que existe um avanço incrível em relação à este mal. ?Os pacientes hoje possuem uma sobrevida com mais qualidade. Por isso a importância de se fazer o tratamento de forma correta?, disse.

Teatro
Na quinta-feira (02/12), foi encenada pelo grupo Star, no Teatro Municipal de Pomerode, a peça teatral intitulada: ?Quem vê cara, não vê AIDS?. A entrada foi gratuita e contou com grande número de crianças das escolas do município. No turno da manhã, compareceram cerca de 240 crianças e, à noite, a peça foi realizada para o público em geral.


Números do vírus no país

Os novos números da Aids no Brasil, atualizados até junho de 2010, contabilizam 592.914 casos registrados desde 1980. A epidemia continua estável. A taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de Aids por 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença.
Observando-se a epidemia por região em um período de 10 anos ? 1999 a 2009 ? a taxa de incidência no Sudeste caiu (de 24,9 para 20,4 casos por 100 mil habitantes). Nas outras regiões, cresceu: 22,6 para 32,4 no Sul; 11,6 para 18,0 no Centro-Oeste; 6,4 para 13,9 no Nordeste e 6,7 para 20,1 no Norte. Vale lembrar que o maior número de casos acumulados está concentrado na região Sudeste (58%).
Resultado do boletim Epidemiológico Aids/DST 2010, divulgado no dia mundial de combate ao vírus, quarta-feira, 1º de dezembro, pelo Ministério da Saúde, reforça tendência de queda na incidência de casos de Aids em crianças menores de cinco anos. Comparando-se os anos de 1999 e 2009, a redução chegou a 44,4%. O resultado confirma a eficácia da política de redução da transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê). Mas, em relação aos jovens, pesquisa inédita aponta que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há tendência de crescimento do HIV.
O levantamento feito entre jovens, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da Aids (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que têm ensino fundamental completo).
Os dados confirmam que o grande desafio é fazer com que o conhecimento se transforme em mudança de atitude. De acordo com a Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP 2008), 97% dos jovens de 15 a 24 anos de idade sabem que o preservativo é a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV, mas o uso cai à medida que a parceria sexual se torna estável. O percentual de uso do preservativo na primeira relação sexual é de 61% e chega a 30,7% em todas as relações com parceiros fixos.
Atento a essa realidade, o governo brasileiro tem desenvolvido e fortalecido diversas ações para que a prevenção se torne um hábito na vida dos jovens. A distribuição de preservativos no país, por exemplo, cresceu mais de 100% entre 2005 e 2009 (de 202 milhões para 467 milhões de unidades). Os jovens são os que mais retiram preservativos no Sistema Único de Saúde (37%) e os que se previnem mais. Modelo matemático, calculado a partir dos dados da PCAP, mostra que quanto maior o acesso à camisinha no SUS, maior o uso do insumo.
Outra estratégia de impacto para essa população é o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa conjunta entre Saúde e Educação. Criado em 2003, hoje está presente em cerca de 66 mil instituições de ensino. Mais do que distribuir camisinhas, o programa insere a temática de prevenção e promoção da saúde sexual e reprodutiva no cotidiano das escolas públicas, que são um espaço permanente de discussão.
A Saúde também atua na ampliação do diagnóstico do HIV/aids ? que é uma medida de prevenção, já que as pessoas que conhecem a sua sorologia podem se tratar para evitar novas infecções. Em quatro anos (2005 a 2009), o número de testes de HIV distribuídos e pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou: de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades. Da mesma forma, o percentual de jovens sexualmente ativos que fizeram o exame aumentou ? de 22,6%, em 2004, para 30,1%, em 2008.
 

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