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“Acione primeiro e filme depois”

Corpo de Bombeiros cria campanha de conscientização em relação às filmagens das ocorrências, antes mesmo de chamar a corporação

25 de abril de 2020

A tecnologia está, literalmente, na palma das nossas mãos, através dos aparelhos celulares que usamos diariamente. Porém, em alguns momentos, ela pode atrapalhar bastante o serviço de alguém, como ao exemplo da Corporação do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode.

Com base nisso, foi criada uma campanha que visa conscientizar as pessoas no momento de uma ocorrência, já que, frequentemente, vídeos e fotos de um acidente,  incêndios ou outros, passam primeiro pelas redes sociais do que, propriamente, o acionamento dos Bombeiros para atender o chamado. Intitulada “Acione primeiro e filme depois”, tem como objetivo conscientizar as pessoas que estão testemunhando uma ocorrência a acionar, primeiramente, o Corpo de Bombeiros, para que o mesmo possa efetuar o atendimento o mais rápido possível e evitar compartilhamento das imagens em WhatsApp ou outras redes sociais populares.

De acordo com o Comandante, Carlos Hein, o tempo do acionamento pode fazer a diferença no resgate de uma vítima ou no controle de um incêndio.

 

“Em relação ao atendimento pré-hospitalar, precisamos chegar ao local o mais breve possível,  para oferecer o tratamento ideal do paciente. Se falarmos em preservação de patrimônio, ocorrências de incêndio,  um ou dois minutos pode ser o tempo entre termos o controle do fogo, as perdas serem diminuídas e, se houver atraso, pode haver uma dificuldade maior em controlar esse incêndio, dando mais trabalho, precisando de mais efetivo e, é claro, o maior uso de nossos equipamentos”, comenta.

Ainda tratando de incêndios em vegetação ou causados por queima de lixo, Hein também fala sobre como evitar esse tipo de ocorrência, já que o clima seco que predomina pode ser um fator favorável para a progaçação das chamas, com mais facilidade. “Por estarmos em uma época de estiagem, os focos de incêndio podem escapar do controle de quem provocou, com mais facilidade. Tudo isso, acaba gerando transtorno para a comunidade, fumaça, cheiro e, é claro, o próprio risco, onde o foco pode até atingir uma residência. A recomendação é evitar este tipo de ação, já que, se enquadra como crime ambiental, queimar lixo em áreas de vegetação”, relata.

 

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