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A situação já pode ter ocorrido, mas nunca havia sido registrada em Pomerode.
A situação já pode ter ocorrido, mas nunca havia sido registrada em Pomerode. A sensação de humilhação e constrangimento causadas a Rafael Nascimento, não são passíveis de explicação. O fato ocorreu na segunda-feira, dia 27/02, por volta das 12h30min, quando Rafael não conseguiu passar pela porta giratória e entrar na agência do Banco Bradesco da cidade.
Tudo estaria dentro da normalidade, não fosse o fato de Rafael já ter tirado todos os seus pertences que poderiam conter algum tipo de metal e ainda assim não estar conseguindo entrar na agência. O detalhe que o estava impedindo era o seu sapato, o tradicional sapatão de trabalho utilizado por diversos trabalhadores. “Deixei meu celular, minha carteira e demais pertences na caixa coletora e entrei com a minha mochila. Tirei tudo dela e mesmo assim não consegui entrar”, relatou Rafael.
Ainda de acordo com Rafael, o segurança o informou de que seria necessário tirar o sapato para que conseguisse entrar na agência, de acordo com normas do banco. Não possuindo tempo hábil para retornar ao banco em outro horário e considerando a situação um desrespeito, o rapaz fez o que lhe foi solicitado: retirou o sapato e conseguiu entrar no banco, calçando apenas as meias.
“Achei a situação um absurdo. Sempre entrei na agência com meu sapatão. Agora por causa da reforma eu não poderei mais entrar? Tenho conta na agência desde 2008 e nunca passei por nada parecido”, comentou o rapaz.
O jovem estava em seu horário de almoço e ainda utilizava o uniforme de trabalho. E questionou a regra do banco alegando “se isso é uma regra geral dos bancos, deveria haver um cartaz formalizando essa situação. Pois aí seria uma opção minha entrar de meias”.
Rafael ainda disse que irá buscar os seus direitos. “Vou buscar meus direitos sim. Fui humilhado e me senti muito envergonhado. Não sou bom o suficiente para entrar na agência, mas meu dinheiro é bom para eles”.
O responsável pela agência do banco na cidade não comentou a situação e disse apenas que são normas estabelecidas pelo Banco Central.