Acabam doses de vacina contra febre amarela em Pomerode
A Vigilância Epidemiológica de Pomerode recebe as vacinas contra a febre amarela da Gerência de Saúde de Blumenau.
A Vigilância Epidemiológica de Pomerode recebe as vacinas contra a febre amarela da Gerência de Saúde de Blumenau. Uma pequena quantidade foi enviada há duas semanas, que acabou logo no dia seguinte. No dia 29 de janeiro foram encaminhadas mais doses que esgotaram no mesmo dia. “Eles nos enviam conforme o estoque de lá e também de acordo com o recebimento da Secretaria de Estado da Saúde. Não há previsão do envio de mais doses. Estamos na dependência da disponibilização de mais vacinas da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional de Santa Catarina/ Blumenau”, afirma a responsável pela Vigilância Epidemiológica de Pomerode, Kelly Dallmann.
Desde dezembro do ano passado, foram aplicadas em torno de 230 doses. “A procura pela vacina ainda é grande. Inicialmente, as pessoas que iriam viajar eram as que mais queriam se vacinar. A grande maioria dos motoristas iniciou a procura há duas semanas. Mas neste período de falta de doses, somente as pessoas que necessitam viajar para as áreas consideradas de risco recebem vacinação”, explica Kelly.
A vacina vale por dez anos, sendo necessário um reforço a cada término deste período. Para a primeira dose e para os reforços deve ser aplicada dez dias antes de viajar. “Ao receber a dose, algumas pessoas podem manifestar dor local, febre, dor muscular ou dor de cabeça por alguns dias, mas em geral a vacina não produz efeitos colaterais”, alerta Kelly.
Brasil registra 13 mortes por febre amarela
Treze casos de morte por febre amarela foram confirmados no Brasil de acordo com boletim do Ministério da Saúde, divulgado na sexta-feira, 01/02. O número de notificações de casos suspeitos de febre amarela silvestre é 48, 23 foram confirmados, outros 21 foram descartados e quatro permanecem em investigação. Áreas silvestres de Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal são os prováveis locais de infecção dos casos confirmados.
O primeiro caso confirmado foi registrado no dia 17 de dezembro de 2007 e o último caso suspeito no dia 21 de janeiro deste ano, com uma média de três casos confirmados e um em investigação por semana.
Sobre a Febre Amarela
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda com gravidade variável, de curta duração (no máximo dez dias). É causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África. Os sintomas da doença são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).
A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. É contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo.
Bebês a partir de nove meses de idade podem ser vacinados. Mas quando a criança reside em uma área em que há morte de macacos com suspeita da doença ou em áreas onde existem casos de febre amarela silvestre, pode ser vacinado a partir dos seis meses de idade.
No Brasil, os locais de risco são as regiões de matas e rios dos seguintes lugares: todos os Estados da Região Norte e Centro-Oeste, parte da Região Nordeste (Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia), Região Sudeste (Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo) e Região Sul (oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
O aedes aegypti é o transmissor da febre amarela urbana, nas cidades. Mas a febre amarela que atua hoje no Brasil é a silvestre que é transmitida pelos vetores silvestres chamados haemagogus e sabethes. Prevenir esse mosquito é impossível porque faz parte da natureza. A reprodução desses mosquitos está mais ligada ao ambiente silvestre.