Abduzidos?
A edição de número 731, do Jornal de Pomerode, do dia 26 de julho deste ano de 2014, publicou a matéria Triângulo das Bermudas, matéria que desperta curiosidades em autoridades e leigos no assunto.
A edição de número 731, do Jornal de Pomerode, do dia 26 de julho deste ano de 2014, publicou a matéria Triângulo das Bermudas, matéria que desperta curiosidades em autoridades e leigos no assunto.
Bom! Vou contar uma história que é verídica e que tomou um caminho bem curioso.
Em 1976, eu trabalhava na Base Aérea e Naval de São Pedro da Aldeia, na chamada Região dos Lagos (Estado do Rio de Janeiro). Esta base é uma unidade militar da Marinha do Brasil. Neste ano, não lembro bem se eram três ou quatro helicópteros da Marinha que faziam um voo na costa entre Cabo Frio e Arraial do Cabo quando um deles desapareceu misteriosamente. A aeronave era de grande porte, modelo S61-3-D, fabricada pela Sikorsky. Ninguém viu ou ouviu qualquer sinal que pudesse advir que um fato curioso e triste estaria por acontecer, mas aconteceu. Nos registros da Marinha, consta seu desaparecimento em 19 de agosto de 1976. Apesar das buscas por meses, que acabou se estendendo por anos seguidos, esta aeronave não foi encontrada e nem sequer qualquer vestígio dela sobre ou sob as águas frias do mar cabofriense. Seus ocupantes jamais foram encontrados.
Esta história terminaria aí. O mistério permanece até os dias atuais.
Aliada a esta história, surgiu outra: a história de que a tripulação da aeronave desaparecida teria sido abduzida.
Então, vamos à segunda parte desta história.
Era ano de 1980, quando um homem, que surgiu do nada, se denominando Mensageiro de Júpiter, espalhou para os quatro ventos que um disco voador pousaria na cidade de Casimiro de Abreu (Estado do Rio de Janeiro, distante cerca de 80 km de São Pedro da Aldeia, na época, com 22.000 habitantes) e que esta nave jupiteriana estaria trazendo de volta a tripulação daquele helicóptero desaparecido em 1976. A notícia correu o mundo, literalmente. O pouso da nave tinha dia, hora e local marcado para acontecer. O grande acontecimento seria no dia 08 de março e o local seria a fazenda Nossa Senhora da Conceição. O horário eu não lembro bem, mas seria às primeiras horas do dia (perto das 06h).
A notícia da chegada de um disco voador em Casimiro de Abreu levou ao local uma multidão. Perto de 10.000 pessoas. Eu fui uma delas, já que havia a promessa de trazer de volta a tripulação abduzida e que era composta de pessoas conhecidas minhas. Tinha em mim uma mistura de curiosidade, pouca crença, mas a vontade de que aquilo viesse realmente acontecer. Jornalistas nacionais e internacionais estiveram no local para fazer o grande registro. Não faltaram os Ufólogos. A Nasa mandou cientistas para registrar o evento. A cidade se preparou para qualquer eventualidade que pudesse fugir do controle. Serviço médico reforçado. Um batalhão de policiais a postos. Defesa civil atenta. Hotéis superlotados. Comida começava a faltar no comércio. Trânsito ficou infernal. Milhares de pessoas, ufólogos ou não, se acomodaram em barracas à beira da BR101 para não perder um acontecimento tão importante assim.
Eis que é chegado o grande momento. O Mensageiro de Júpiter avisou que já havia recebido a mensagem dos tripulantes da tal nave, de que já estavam à caminho, e bem próximos do local previsto para o pouso.
Chegou a hora marcada. Nada aconteceu. Ainda na esperança de um pequeno atraso na previsão, a multidão permaneceu com seus olhos voltados para o céu, mas, de fato, nada aconteceu. A nave não apareceu. A tripulação abduzida não foi devolvida. E a turma, se sentindo enganada, se encrespou. Cada um daqueles ali presente queria trucidar só um pouquinho o tal Mensageiro de Júpiter. Este cidadão, também, não apareceu mais. O homem desapareceu protegido pela polícia e nunca mais se ouviu falar no Mensageiro de Júpiter, assim como nunca mais se ouviu qualquer coisa sobre o helicóptero, sua tripulação e tal disco voador.
Alguns anos depois, a Rede Globo de Televisão, colocou no ar um programa, que contava a história (fictícia) de um menino que tinha o poder de conversar com mortos e um dos espíritos era do comandante da aeronave desaparecida. Numa dessas conversas, o militar mostrava para a criança o local do acontecimento, inclusive, colocando em suas mãos uma peça (uma bússola) que teria pertencido à aeronave. Na história, o menino mostra a peça ao comandante da Base Aérea e Naval de São Pedro da Aldeia e este a reconhece, pelo seu número de série, como sendo a que estava instalada na aeronave, quando de seu desaparecimento. – Por: Valderimar Teixeira, assinante JP.