A proteção que salva
Colégio Sinodal Doutor Blumenau
Colégio Sinodal Doutor Blumenau
O século XXI é marcado pela internet, a ferramenta responsável pela globalização e que contém todas as informações buscadas. Apesar de seus aspectos positivos, a internet traz consigo perigosas armadilhas e une pessoas para fins negativos. Alarmados com isso, muitos pais procuram saber aquilo que seus filhos consultam na internet. Os filhos fazem de tudo para evitar o controle, mas a verdade é que os pais têm razão, pois só desejam que seus filhos não sejam induzidos pelas armadilhas da internet, uma árvore que apresenta frutos vistosos, porém mortais.
Tentando mudar a opinião dos pais controladores, os filhos e outras pessoas mais liberais afirmam que a caça à privacidade é um desrespeito aos direitos humanos, que assegura a todos uma vida privada sem interferências. Ou seja, conforme a declaração universal dos direitos humanos, pais que entram no e-mail dos filhos e vasculham suas conversas estão interferindo em sua vida privada.
Mas a declaração universal dos direitos humanos visa ao benefício e a melhor convivência possível entre os seres humanos. Pais que procuram saber o que seus filhos acessam desejam apenas o bem de seus filhos. A internet pode induzir os jovens ao mau caminho e muitos não têm noção dos perigos presentes nela, como maus contatos, disseminação de idéias racistas ou preconceituosas, persuasão a atividades criminosas e/ou ilícitas dentre outros aspectos negativos. Assim, pais que procuram evitar que seus filhos sejam enganados apenas desejam seu bem, e, portanto, vão conforme a intenção central da declaração universal dos direitos humanos.
Portanto, pais preocupados devem receber apoio e não críticas, e os jovens devem ser conscientizados dos perigos da internet para poderem compreender mais facilmente como os pais apenas desejam seu bem e assim evitar as brigas e ressentimentos que pode haver entre pais e filhos. O que todos deveriam entender é que apenas são controlados, pois há risco de utilizarem negativamente a internet, e caso saibam utilizá-la positivamente não tem o que temer, e, portanto nada tem contra a restrição.
Joe Estevan Bernardino