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A maternidade na adolescência

Carol Marques descobriu, aos 14 anos, a gravidez precoce. Após o susto,
a maternidade lhe ensinou a responsabilidade da palavra mãe

6 de maio de 2016

Ser mãe na adolescência é uma barra difícil de encarar. Lidar com o susto e as responsabilidades antes da hora não é fácil, mas existem meninas que conseguiram superar todos os obstáculos.

Exemplo disso, é a pomerodense Carolayne Vitoria Marques. A jovem descobriu, aos 14 anos, a gravidez. “Foi um susto, pois não era planejado”, revela.

Hoje, Bernardo está com pouco mais de um ano e, para Carol, a nova rotina a faz aprender diariamente. “O Bê está com um ano e dois meses. Minha vida e eu mudamos praticamente em tudo. Vejo a responsabilidade que tenho atualmente. Ainda estudo e tenho que dividir meu tempo entre estudar e cuidar dele. Também compreendi a importância do apoio familiar, pois moro com meus pais e eles me ajudam muito”, afirma.

Carol comenta ainda que o preconceito foi uma triste realidade vivida por ela durante a gravidez. Na escola, porém, isso não aconteceu. “Sofri preconceito sim. Inclusive, algumas pessoas perguntaram se eu não gostaria de doar o Bernardo, por conta da minha idade. Apesar disso, não parei de estudar e, no colégio, não sofri preconceito algum. Algumas pessoas se afastaram por eu ter sido a primeira e única adolescente grávida na escola”, explica.

A adolescente sabe que a gravidez foi precoce, mas enaltece que o sentimento maternal não tem idade. “Acho que minha gravidez poderia ter acontecido mais tarde. No entanto, para mim, hoje, a idade não conta, pois me sinto mãe como qualquer outra, independentemente da idade”, reitera.

A gravidez na adolescência, para Carol, é uma mistura de aceitação e comprometimento. “Em primeiro lugar é preciso aceitar o seu filho. Além disso, não se deve dar bola para o preconceito e, acima de tudo, dedicar-se ao seu filho porque, apesar da pouca idade, você será mãe para sempre”, completa.

Carol encerra parabenizando todas as mamães pomerodenses. “Um filho, planejado ou não, deve ser amado. Previnam-se não apenas da gravidez, mas também de doenças. E, neste Dia das Mães, desejo que Deus abençoe todas nós”, finaliza.

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