A língua dos deficientes auditivos
Para os surdos, a Linguagem Brasileira de Sinais é de grande importância para que possam se comunicar, mas ainda
assim, não é fácil se comunicar com a pessoa ouvinte que desconhece esta linguagem
Comunicar-se nem sempre é uma tarefa fácil. Para os surdos fica ainda mais difícil, mesmo com a oficialização da Língua Brasileira de Sinais – Libras. Para os surdos foi uma grande conquista, resultado de muitas lutas. No dia 23 de abril, é comemorado o Dia Nacional de Educação dos Surdos. O uso e a difusão de Libras garantem os direitos básicos da comunidade surda brasileira, como educação e saúde.
A Alfabetização dos surdos acontece da mesma forma que a do ouvinte, a diferença é que os surdos são acompanhados por um instrutor surdo durante a educação infantil e, depois, no ensino regular até o no ensino superior ele tem direito a um profissional tradutor intérprete de Libras que faz a mediação entre o surdo e o professor.
Inserir o aluno com deficiência auditiva no ensino regular é valorizar a diversidade humana e gerar uma vida comunitária. A linguagem dos sinais é definida como sua língua materna e, a língua portuguesa como sua língua escrita. A linguagem dos sinais está sempre em movimento devido a criação de novos sinais que somente podem ser criados pela comunidade surda, pois a língua pertence a eles.
Para a pedagoga com especialização em Língua Brasileira de Sinais, Adriana Santos, “muitas vezes se torna um desafio para eles, pois ainda há muito o que fazer para inseri-los de fato na sociedade. Por exemplo, quando vão ao banco, mercado, loja, tentam se comunicar, muitas vezes, sem sucesso, por isso é muito importante para eles que saibamos sua língua. É como se eles fossem estrangeiros no seu próprio país”.
Adriana sempre foi fascinada por Libras e em poder ajudá-los. “Comecei aprendendo sinais religiosos, para ajudar os surdos a conhecer e entender a Bíblia. Por conta da família não saber se comunicar com eles, comecei também a acompanhá-los em consultas médicas, entrevistas no trabalho e outras situações. Mais tarde, me formei em Pedagogia e comecei a atuar como tradutora intérprete de Libras educacional e em palestras, seminários e reuniões. Hoje, sou especialista na área, procuro passar o conhecimento para outros, por meio de cursos que ministro junto com instrutores surdos, assim, já faz quase vinte anos que atuo na comunidade surda, como professora e intérprete”, conta.
“Para mim tem sido um privilégio fazer essa mediação linguística entre surdos e ouvintes. Além de um aprendizado constante, durante esses anos vi muitos casos de superação, exemplos de vida admiráveis. Incentivo a todos a se comunicar com os surdos/deficientes auditivos”. Adriana ainda ressalta que existem algumas dicas básicas para se comunicar com surdos, ao abordar ou ser abordado por uma pessoa surda:
*Sinalize com a mão ou tocando no braço dela.
*Enquanto estiverem conversando, fique de frente para ela mantenha contato visual e cuide para que ela possa ver a sua boca para ler os seus lábios.
*Se você olhar para o outro lado, ela pode pensar que a conversa terminou.
*Não grite.
*Se tem dificuldades para entender ele está dizendo, peça que ela repita ou escreva.
*Seja expressivo. A pessoa surda não pode ouvir as mudanças de tom da sua voz.
*Se a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete da língua de sinais, fale olhando para ela e não para o intérprete.
*Por fim aprenda alguns sinais básicos em Libras, você estará facilitando a convivência.