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A felicidade que vem da terra

Ter o seu pedacinho de chão e dele tirar tudo que for necessário para a sua alimentação, além de aproveitar cada segundo de contato com a natureza. Este é um resumo da rotina de Werner Jaeger, de 70 anos, e sua esposa, Lodi, de 65, que teve motivos para celebrar ainda mais nesta terça-feira, 25 de julho, o Dia do Colono.

30 de julho de 2017

Ter o seu pedacinho de chão e dele tirar tudo que for necessário para a sua alimentação, além de aproveitar cada segundo de contato com a natureza. Este é um resumo da rotina de Werner Jaeger, de 70 anos, e sua esposa, Lodi, de 65, que teve motivos para celebrar ainda mais nesta terça-feira, 25 de julho, o Dia do Colono. 

“Gosto muito de trabalhar na roça e minha vida melhorou, e muito, depois que comecei a me dedicar somente à ela”, relata Jaeger. Há 21 anos, ele conquistou a sua aposentadoria e passou a cuidar somente de sua propriedade, que tem cerca de 22 hectares. As tarefas são as mais variadas. Cortar trato, colher os frutos da plantação, alimentar os animais, entre diversas outras, que ele faz com gosto. 

A atual esposa, dona Lodi, comenta, brincando, que é até engraçado de ver, pois o marido não se cansa e gosta de fazer as coisas por conta própria, como por exemplo, dispensar o uso da tobata para transportar o trato, carregando-o direto nas costas. 

Eles se conheceram pouco tempo depois da morte da primeira esposa de Werner Jaeger, há quatro anos. Hoje, dona Lodi é quem traz mais alegria à vida do aposentado. 

Para ela, a vida no campo foi uma mudança aceita de bom grado quando os dois começaram a namorar. Antes disso, ela morava no Centro e era acostumada com a vida na cidade. “Lembro de ter dificuldade para me adaptar à escuridão e ao fogão à lenha, no começo. Mas hoje, com toda a certeza, não troco este lugar por nada”, comenta dona Lodi. 

Ela, inclusive, tem um carinho especiais pelos animais, principalmente as três vacas que vivem na propriedade, que têm, cada uma, um nome: Barroso, Mimosa e Fleck, os xodós de dona Lodi. 

Para Jaeger, que passou boa parte da vida se dedicando mais à empresa na qual trabalhava do que ao campo, poder desfrutar só da vida na natureza é algo especial, que deixa a vida muito mais leve. 

“Eu não trocaria a minha vida aqui por nada e gosto muito de cuidar da minha propriedade. Além da beleza da natureza, temos uma vizinhança muito prestativa e tempo para curtir a nossa vida. Com certeza, sou muito feliz”. 

Já dona Lodi complementa, afirmando que seria impossível ser uma pessoa triste vivendo da maneira como eles vivem. “Quem tem um pedaço de terra e pode plantar é muito feliz, porque é algo muito bom, muito gostoso. Eu cuido da casa e ele, da lavoura, além de cuidarmos um do outro. É maravilhoso”, declara dona Lodi.

O casal finaliza afirmando que, enquanto viverem, irão desfrutar da vida no campo e da companhia um do outro, o que, para eles, é o suficiente para alcançarem a felicidade. 

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