À espera de uma solução
Moradores da Rua Arno Butzke ainda pleiteiam pavimentação do local. Solução deve vir por meio do sistema de mutirão.
Sempre que chove mais forte, os moradores da Rua Arno Butzke, no Centro, sofrem com as péssimas condições em que a subida da rua fica, com diversas valetas e pedras soltas. A enxurrada ocorrida no feriado de Páscoa ainda causa transtornos para quem vive no local, já que, segundo os moradores, há mais de um mês não é feito o patrolamento da rua.
Jennifer Kath Hausmann, que reside no local, fez postagens nas redes sociais protestando sobre a situação. Ela publicou um vídeo no qual o carro de seu marido não conseguiu completar a subida e os vizinhos precisaram se mobilizar para conseguir retirar o veículo do local e completar o trajeto. Segundo a moradora, toda vez que acontece uma chuva mais forte, a rua fica praticamente intransitável.
“Eu sou moradora da rua faz pouco tempo. Mas, tem moradores antigos que dizem que sempre foi assim. Qualquer enxurrada, qualquer chuva mais forte, a rua fica impossibilitada de se trafegar, já com valetas e pedras soltas”, relata.
Ela citou o caso de um caminhão de mudanças que não conseguiu completar a subida, fato que aconteceu em 2017. Na ocasião, enquanto o caminhão subia o morro, o veículo começou a derrapar, devido à grande quantidade de pedras, que prejudicam a aderência. O motorista foi obrigado a parar o caminhão a centímetros do barranco, ali mesmo, com o freio de mão puxado.
O Jornal de Pomerode, na capa da edição nº 882, de 2016, já abordou o problema, porém, a situação da rua já incomoda a população e motiva manifestações desde 2008.
Devido aos protestos da população, entramos em contato com a Secretaria de Obras, para que esta informasse se existe conhecimento da situação e o que será feito para resolvê-la. O secretário da Pasta, Wilhem Zilz, informou que foi agendada uma reunião com os moradores para o dia 25 de abril, na próxima semana, para discutir a realização do sistema de mutirão.
Ele também informou que nesta terça-feira, 17 de abril, foram realizados trabalhos para a recuperação da rua, mas que é necessária uma solução permanente, pois na próxima chuva mais forte que houver, a situação pode ficar ruim novamente.
“Os moradores precisam aderir ao sistema de mutirão. Adiantamos a reunião, pois vimos a gravidade da situação lá e esperamos que haja adesão por parte dos moradores, lembrando que, pelo menos, 80% das pessoas que residem nesta rua precisam se engajar. Lembramos, também, que é possível parcelar o custo da pavimentação, diminuindo o peso do pagamento”, afirma.
Caso se coletem assinaturas suficientes para concretizar o mutirão, o processo burocrático deve levar cerca de 30 dias para ser concluído e, se estiver tudo correto, segundo Zilz, as obras poderão ser iniciadas.