A espera continua
Há uma semana, funcionários da empresa Porcelana Schmidt se reuniram na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Cerâmica de Pomerode para realizar assembleia sobre os salários atrasados. Na ocasião, o presidente do sindicato, Alzir Beber, explicou que os salários estavam atrasados há dois meses, e que mais de 90%…
Há uma semana, funcionários da empresa Porcelana Schmidt se reuniram na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Cerâmica de Pomerode para realizar assembleia sobre os salários atrasados.
Na ocasião, o presidente do sindicato, Alzir Beber, explicou que os salários estavam atrasados há dois meses, e que mais de 90% dos funcionários estavam de licença remunerada para evitar uma nova greve na indústria.
Tentando encontrar soluções para o problema, o presidente e o assessor jurídico propuseram o pedido de demissão via Sindicato de todos os trabalhadores, o que daria a chance dos empregados procurarem novos empregos e conquistarem na justiça o direito dos salários atrasados, incluindo o Fundo de Garantia. Na ocasião, o advogado explicou aos presentes que se os mesmos pedissem demissão via empresa, não receberiam alguns benefícios. “Estamos instruindo vocês a fazerem o que é melhor juridicamente. Não peçam demissão, pois irão perder parte de seus direitos, como o Fundo de Garantia”.
Até a quarta-feira, 11/08, 29 dos 203 funcionários haviam entrado com o pedido de demissão via sindicato. De acordo com o presidente, todos os processos serão encaminhados juntos na sexta-feira, 13/08. “Estamos esperando a liberação dos extratos do FGTS, que serão encaminhados pela Caixa, e só devem chegar na quinta-feira. Assim que estiverem nas nossas mãos, anexaremos nos processos e eles serão encaminhados à Timbó”.
Desde a data da assembleia, a diretoria da Porcelana nãos e manifestou. “Não foi mais prometido salário nem prazos para os pagamentos”. Alzir ainda informou que a indústria do Paraná também está parada, e que a de São Paulo, depois de uma pequena paralisação, voltou a trabalhar, com a promessa de um pagamento até sexta-feira de 50% dos salários de julho. Há também informações que o refeitório que atende a instalação de São Paulo também não está mais em funcionamento.
Não há data para nova audiência com os diretores, contudo, na quinta-feira, 12/08, em Timbó, aconteceu audiência da multa dos funcionários estarem de licença. Para cada dia, a empresa paga mil reais e como eles já estão parados há 60 dias, a empresa deve R$60 mil. “O valor total desta multa será dividido entre os 203 funcionários de Pomerode” confirmou o presidente.
Para continuar em funcionamento, a empresa tem que evitar que mais onze empregados entrem com o pedido de demissão. “Se saírem 40 funcionários, eles não têm condições de produção. Como 29 já assinaram, a situação ficou complicada” finalizou Alzir.
Os salários correspondentes a junho e julho não foram depositados na conta dos empregados, até o fechamento da edição. Alguns, contudo, afirmaram ao Jornal de Pomerode que esperarão que os pagamentos sejam depositados até sexta-feira, e que a situação se regularize em breve.