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A doença de inverno mais comum

Depois de assustar muita gente no ano passado, os cuidados com a gripe não devem ser esquecidos em 2010. Apesar do vírus H1N1 não estar mais preocupando, a influenza (em suas diversas formas) ainda é um grande vilão para a saúde, principalmente no período de inverno. As previsões continuam com…

30 de julho de 2010

Depois de assustar muita gente no ano passado, os cuidados com a gripe não devem ser esquecidos em 2010. Apesar do vírus H1N1 não estar mais preocupando, a influenza (em suas diversas formas) ainda é um grande vilão para a saúde, principalmente no período de inverno.
As previsões continuam com temperaturas oscilantes, e segundo o Ministério da Saúde, é neste período de clima indefinido que os vírus mais atacam. De acordo com o mesmo, já no início deste mês, houve um aumento de 15% nos atendimentos por síndrome gripal na maioria das unidades básicas de saúde.
Ao contrário do que está gravada na cultura popular, a gripe é mais grave que o simples resfriado, já que ambos têm o mesmo sintoma, com uma diferença, os resfriados são muito mais brandos e acabam durando muito menos tempo que as gripes de verdade. Este tipo de vírus permanece incubado no corpo de dois a quatro dias e a febre alcança aproximadamente os 37º.
Já a gripe, é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus influenza e seus principais sintomas são a febre (acima dos 37º), congestão nasal, tosse, dor de garganta, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Os sintomas chegam a durar mais que uma semana, dependendo do paciente.
Como se trata de uma infecção que resulta em cura completa devido à reação do próprio organismo, normalmente a cura é rápida, podendo inclusive abdicar o uso de medicamentos, mas, ao mesmo tempo, quando ela se manifesta de maneira mais grave, exige inclusive internação hospitalar, e pode levar o paciente à morte.
Os principais grupos de risco são as crianças menores de 02 anos, adultos com mais de 60, gestantes, portadores de doenças crônicas (no coração, pulmão, fígado, rins, sangue e outros órgãos vitais), diabéticos, hipertensos, transplantados, pessoas com baixa imunidade ou em tratamento de Aids e Câncer.
A transmissão pode ser direta ou indireta. Na primeira forma, ela é feita entre pessoas, por meio de gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Já na indireta, o vírus pode ser passado por meio de mãos que, após tocarem superfícies contaminadas por secreção de pessoas doentes, chegam aos novos contaminados, que ao entrarem em contato com esta superfície, podem ser alvos da doença.
Uma grande campanha foi realizada em 2009 para aumentar a frequência de hábitos corriqueiros, como lavar as mãos antes de entrar em contato com olhos, boca e nariz, e ainda, utilizar o álcool 70% para evitar o contágio. É importante lembrar que o vírus permanece vivo em até 72horas no ambiente, e 10 horas em superfícies como corrimão, maçanetas, ônibus, etc.
Os mesmos hábitos que inibem o aparecimento de outras doenças servem também para extinguir a gripe deste inverno. Lavar as mãos frequentemente, não compartilhar objetos pessoais, sempre cobrir nariz e boca com um lenço ao tossir e espirrar, além de sempre deixar bem arejados casa e ambiente de trabalho. Quando se tratam de crianças e idosos os cuidados devem ser ainda mais intensos.
O tratamento, tanto para resfriados, gripes ou rinites deve ser sempre acompanhado por um médico responsável, e o uso de medicamentos por conta própria deve ser extinto do hábito do brasileiro, pois muitas vezes essa automedicação pode acarretar em problemas ainda mais graves para o paciente.

H1N1

Com os mesmos sintomas das gripes comuns e resfriados, este tipo de influenza foi epidemia no ano passado. Por ter uma contaminação rápida, assim como a gripe, e na época não ter um tratamento comprovadamente seguro, a H1N1 se alastrou rapidamente para o mundo todo, vitimando milhares de pessoas no Brasil.
A campanha de vacinação contra a doença imunizou os principais grupos de risco, tornando o país com o maior índice de imunização do mundo. Contudo, o vírus ainda existe, e as pessoas que não foram vacinadas devem ter os mesmos cuidados que durante o ano de 2009.

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