A caminho do transplante
Após meses de espera, Simond Hoffmann encontra doador de medula óssea compatível e deve ser submetido a cirurgia
nas próximas semanas
Após meses de incertezas, vivendo apenas com a rotina de entrada e saída de hospitais, uma notícia muito boa chegou a Simond Hoffmann e sua família. Um doador de medula óssea foi encontrado e apesar dos riscos que envolvem a cirurgia, todos estão respirando um pouco mais aliviados.
O filho de Simond, Adilson, conta que desde que o pai foi diagnosticado com a Leucemia Mieloide Aguda (LMA), conter as lágrimas tem sido algo difícil. O cenário é crítico e os médicos alertaram sobre risco de morte. Mas o doador compatível que surge neste momento, contribui para renovação as esperanças.
O próximo passo é a realização de uma bateria de exames. Na quinta-feira, 16 de julho, Adilson levará o pai para o hospital em Curitiba, o mesmo em que o menino Emanuel realizou seu transplante no ano passado, para acertar detalhes sobre o doador e sobre a cirurgia. O fato mais curioso é que Simond tem mais outros quatro irmãos, mas ele são compatíveis apenas entre si. Cada dupla de irmãos é 100% compatível com o outro, mas nenhum tem compatibilidade com o irmão que tem a necessidade real neste.
A estimativa é que o transplante aconteça nas próximas três ou quatro semanas e se tudo correr bem, Simond, ainda fica internado por mais três meses e meio.
Mais união na família – Por vezes uma situação desagradável surge como um divisor de águas na vida das pessoas. O choque da realidade de perder para sempre um ente querido, leva a reflexão de como vivemos e do que poderíamos fazer para tornar a convivência mais viva. A família de Simond tem passado por isso e a doença do patriarca trouxe um sentimento de união. “Nossa ideia sobre a vida mudou”, explica Adilson, que abandonou o próprio emprego para acompanhar o pai em sua idas e vindas.
Os demais parentes também se envolveram, levando mais pessoas para se cadastrar como doador de medula óssea ou para fazer doação de sangue, pois em casos de leucemia, a necessidade de se fazer transfusões crescem substancialmente. Adilson conta que no Hemocentro chegam muitas pessoas dispostas a doar em nome de Simond.
O lado bom – Adilson busca enxergar o lado bom na situação. Para ele foi de grande importância despertar a consciência em pessoas que não faziam ideia de como se tornar doador de medula óssea e que agora já estão com seus nomes nos bancos de dados.
Uma página no Facebook foi feita para angariar mais doadores. Nela são disponibilizadas as notícias de Simond e os passos que a família tem dado rumo a cura. O resultado foi positivo e a página tem quase 700 curtidas.
Até algumas empresas de Pomerode estão colaborando com a campanha.