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A beleza que encanta

Ser rainha, princesa, Miss, ou qualquer outro título de beleza, é o sonho de muitas meninas, adolescente e mulheres. Ser a mulher mais bela de uma cidade e que a represente, justamente pelas curvas perfeitas e pelo rosto harmônico, tem disputa acirrada, e não é de hoje. Desde que o…

1 de junho de 2015

Ser rainha, princesa, Miss, ou qualquer outro título de beleza, é o sonho de muitas meninas, adolescente e mulheres. Ser a mulher mais bela de uma cidade e que a represente, justamente pelas curvas perfeitas e pelo rosto harmônico, tem disputa acirrada, e não é de hoje.
Desde que o mundo é mundo, mulheres bonitas são escolhidas como símbolos de virtude, sorte, amor. Mas a ideia de ganhar dinheiro com isso, surgiu no fim do século 19, quando jornais de Paris, empolgados com a popularização da fotografia, publicaram fotos de mulheres para eleger a mais bela francesa. Fez barulho, vendeu jornal, chamou anunciante. E olhe que era só foto de rosto. Imagine se fosse de corpo inteiro e quase sem roupa. Uma fábrica de roupas de banho chamada Catalina imaginou. E, em 1952, criou em Long Beach, Califórnia, um concurso de mulheres desfilando de maiô. A Universal Studios investiu na proposta e o evento ganhou o nome de Miss Universo.
Em pouco tempo, virar Miss Universo passou a ser o sonho de 9 em cada 10 terráqueas. Os concursos de beleza tinham se tornado uma ótima oportunidade para tirar garotas do anonimato.
Em Pomerode, o principal destaque dessa beleza, é o concurso de Rainha da Festa Pomerana, que começou em 1990. E teve como primeira rainha, Anete Schroeder. Ela conta que na época era tudo muito diferente. Mas a sensação foi de muito orgulho, ainda mais por representar a Festa Pomerana, ou a Festa da Cidade Mais Alemã do Brasil.
Na época o concurso era aberto, poderia se candidatar quem quisesse, do contrário de hoje, que a escolha é feita primeiramente nos Clubes de Caça e Tiro.
Ela conta que estava bastante envolvida com a questão de representar a cidade, em viagens que se faziam, principalmente para o interior de São Paulo, para divulgação das festas de Santa Catarina. “Havia na época um senhor que juntou as rainhas das principais festas catarinenses, mais um grupo folclórico e bandas, e a esse grupo ele intitulou de ‘Pacote Alemão’, naquela época em 1990, 1991 eu já representava Pomerode, e no ano de 1991 este mesmo senhor, juntamente com a Secretaria de turismo, proveram o primeiro concurso de Rainha da Festa Pomerana, ganhei e continuei a representar Pomerode”, relembra.
Anete, que hoje é gerente de projetos sociais da Secid, conta que a experiência foi muito agradável; até pelo fato de ser a primeira rainha eleita, ela lembra que as pessoas gostavam bastante, principalmente os turistas. Ela conta ainda, que, principalmente nas viagens, e na festa os turistas tiravam muitas fotos. “O que acredito que ajuda na divulgação levando um pouco desta bela cidade, pois na época não existia a divulgação como hoje”.
Quanto ao concurso e à missão de rainha, Anete acredita que não tenha mudado muita coisa em relação aos dias atuais. Pois, a rainha ainda deve representar bem a cidade, e estar presente na festa. Ser rainha significa ser educada, simpática, amável. Com foco principal de representar de maneira eficaz nossa cidade e nossa festa.
“Depois que passa, a vida segue o rumo normal, foi muito bom enquanto durou. Principalmente as viagens, o glamour, e hoje em dia ainda lembram-se da primeira rainha da Festa Pomerana. É muito bom ser lembrada, como este ano por exemplo, fui jurada para a escolha da rainha da 30ª Festa Pomerana, mas em relação as meninas elas são muito bem orientadas pelas pessoas que são contratadas com este objetivo” relata.
Para finalizar, ela relembra fatos inusitados, enquanto esteve a frente do posto de majestade da Festa: “Lembro-me de que foi bastante cansativo, e por outro lado muito, muito legal. Uma coisa que marcou e que é muito diferente de hoje, foi meu traje, que consegui com a Secretaria de Turismo, hoje são trajes mais sofisticados e mais de um. Também meu cabelo, na época não tínhamos a regalia de irmos à cabeleireira, então quem arrumava o meu cabelo era a minha mãe, lembro que quando eu não ia com ele solto naturalmente, a minha mãe fazia uma trança embutida (já era moda naquele tempo) e a enfeitava com florzinhas artificiais”.

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