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A arte do retrato

Mãos habilidosas, traços perfeitos e ágeis, um senso de observação intenso e muita criatividade. A descrição não é fácil de adivinhar, mas o trabalho dos caricaturistas da Festa Pomerana descarta quaisquer adjetivos. Pepe Vidal, um pouco espanhol e um pouco argentino, há 40 anos ganha a vida fazendo charges das pessoas por onde passa.

1 de junho de 2015

Mãos habilidosas, traços perfeitos e ágeis, um senso de observação intenso e muita criatividade. A descrição não é fácil de adivinhar, mas o trabalho dos caricaturistas da Festa Pomerana descarta quaisquer adjetivos. Pepe Vidal, um pouco espanhol e um pouco argentino, há 40 anos ganha a vida fazendo charges das pessoas por onde passa. Ele, que já passou por 120 países, passou a atividade também para o filho, Cristian Vidal, que também trabalha com a arte há 11 anos.
Pepe é casado com a professora de Belas Artes Irina Koroleva, que mora em Moscou, na Rússia, explica que a arte é algo que está no sangue, mas que para fazer um bom trabalho é preciso estudar e praticar muito. “Qualquer pessoa pode ser caricaturista, desenhista, dentista, médico; para isso, você precisa estudar, estudar e estudar. Claro que é necessário também, praticar e ter amor pelo que se faz”, explica.
A arte, passada de geração para geração na família, começa cedo. Os filhos, por exemplo, foram matriculados em aulas de desenho, depois fizeram curso de história em quadrinhos e também de desenho animado. “Não existe um curso específico para fazer caricaturas, é preciso fazer cursos paralelos para poder aprender novas técnicas”, comenta.
Relembrando a história, Pepe diz que fez o curso de Belas Artes na Espanha e na Argentina; depois começou a fazer quadros e aí então passou para caricaturas. Os desenhos, que ficam prontos em torno de dez minutos, reúnem dezenas de pessoas assistindo ao espetáculo a parte e ficam admirados com o trabalho.
Para finalizar, comentando sobre o sucesso que está tendo durante todos os anos de trabalho, ele diz que ver o resultado final sempre é especial. “Cada pessoa é diferente e cada pessoa tem as suas características, vejo de uma forma geral e depois trabalho nos detalhes que formam o retrato completo”, complementa.

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