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A 2ª fase da NETZSCH do Brasil – Anos 80

A 2ª fase da trajetória da NETZSCH do Brasil, de 1983 a 1993, se passou em um momento marcante da história política e econômica do país e do mundo. Os anos 80 são considerados como o início da era da informação, com o lançamento de computadores como o IBM PC e Apple Macintosh e sistemas operacionais utilizados até hoje, como o Windows e o MacOs.

1 de junho de 2015

A 2ª fase da trajetória da NETZSCH do Brasil, de 1983 a 1993, se passou em um momento marcante da história política e econômica do país e do mundo. Os anos 80 são considerados como o início da era da informação, com o lançamento de computadores como o IBM PC e Apple Macintosh e sistemas operacionais utilizados até hoje, como o Windows e o MacOs. Também foi a época em que surgiram os primeiros CDs e Walkmans.
No Brasil, este período ficou conhecido como a década perdida, do ponto de vista econômico, do conhecimento e do desenvolvimento, terminando com uma hiperinflação na economia, na qual os brasileiros praticamente não tinham controle sobre o valor do dinheiro e os seus gastos, sem qualquer possibilidade de planejamento financeiro. Apesar do cenário pouco favorável, a NETZSCH do Brasil contrariou a tendência econômica do país e conseguiu se estabelecer com força total em Pomerode e, até mesmo, registrou um crescimento no mercado.
Erich e Thomas Netzsch viajavam ao Brasil com grande frequência, para visitar clientes e decidir, pessoalmente, sobre os investimentos da NdB.

Em 1984, ano de efervescência política com o movimento das Diretas Já, foi aberta a filial da NETZSCH no centro da cidade do Rio de Janeiro. Cinco anos mais tarde, Thomas Netzsch adquiriu uma casa no bairro de Botafogo para ser sede da filial, com o objetivo de atender ao mercado do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
A criação de filiais comerciais fora de Pomerode fazia parte da estratégia de atuar de forma muito próxima aos clientes, em uma proposta que logo começou a dar resultados significativos. Além da resposta positiva na área comercial, a NETZSCH do Brasil também registrava, a cada ano, a consolidação da ampliação do conceito Bomba de Cavidades Progressivas.
Em 1985, ocorreu outro fato importante no desenvolvimento da empresa no Brasil. Erich Netzsch transferiu o atendimento da NETZSCH Estados Unidos e da NETZSCH Alemanha para a NdB e a partir desta mudança, aconteceu o primeiro contato da NETZSCH do Brasil com a Exportação.
Este início da atuação da NETZSCH na Exportação foi um tempo difícil, mas de um aprendizado muito grande, que até hoje traz benefícios para a empresa, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. Este momento marcou o nascimento de uma empresa alemã, com atuação no Brasil, para atuar globalmente.
Com o sucesso da abertura da Filial no Rio de Janeiro, em 1984, no ano seguinte, em outubro, Thomas Netzsch autorizou a abertura de mais duas novas filiais, uma em cada extremo do Brasil, no Rio Grande do Sul e no Rio Grande do Norte.
Em 1986, a NdB já atuava fortemente no setor de petróleo, quando surgiu a oportunidade de fornecimento de bombas de alta pressão para um petróleoduto, no Nordeste. Mais uma vez, com o espírito de inovação dos brasileiros, foi projetada a bomba 8NE100A e, em agosto, a NETZSCH do Brasil recebeu o pedido de 20 bombas para transporte de petróleo de 40 m³/h e 40 bar. O projeto foi um sucesso e hoje a bomba é produzida pelo Grupo NETZSCH em todo o mundo.
Ainda em 1986, com o concorrente Geremia fabricando os próprios estatores desde 1984, iniciou-se um projeto pioneiro no Grupo NETZSCH, a fabricação destes. Infelizmente, de acordo com uma decisão do Grupo, após a construção da parte civil, o projeto não pôde ser iniciado imediatamente e aguardou até a próxima década (Fase 3) para ser colocado em prática.
Em 1989, a inflação anual no Brasil atingiu 1.973% e foi implantado o Plano Verão, que, após curto período, não trouxe nenhum resultado, ao contrário, piorou a situação econômica do Brasil. Mas a alta inflação que afetou todo o país não foi obstáculo para o crescimento da NETZSCH do Brasil, pois a empresa consolidou-se no fornecimento de bombas para indústria de papel, ganhando dois dos maiores projetos da época: Bahia Sul e Impacel.
Ainda em 1989, com o espírito de inovação da NdB e de seu time de engenheiros, foi projetada a primeira bomba Downhole Pump Modelo 14D3 – PCP, fornecida para testes, extraoficialmente, à Petrobras, de Sergipe. Hoje, todos conhecem o resultado deste projeto brasileiro e a projeção internacional da NdB em todo o mundo.
No final da década de 80 e início dos anos 90, a inflação continuou sendo o grande problema no Brasil. A crise econômica financeira que o país viveu nesse período, fez com que se perdesse qualquer referência a preços do produto, a indicadores financeiros e até mesmo resultados operacionais das empresas.
Por conta desse contexto econômico conturbado, vários planos econômicos foram adotados, como Plano Cruzado, Plano Bresser e Plano Verão. Infelizmente todos fracassaram.
Ao final da década de 80, nem o Brasil e nem o mundo eram mais os mesmos. A Guerra Fria acabou e o mundo foi tomado pelo modelo neoliberal de governo, o que alavancou o processo de globalização econômica.
No Brasil, após quase 30 anos, em 1989, foi realizada uma nova eleição direta para Presidente da República. Neste mesmo ano, outro fato marcante aconteceu no mundo: a queda do muro de Berlim.
No início da década de 90, o Brasil iniciou o processo de abertura da economia, como resultado de uma política internacional, alinhada à nova ordem mundial. Nesta mesma época, em 12 de abril 1990, o Grupo NETZSCH teve uma grande perda. Erich Netzsch, visionário fundador da NdB faleceu, aos 86 anos. Quem assumiu foi seu filho, Thomas Netzsch, integrante da administração do Grupo.

Em 1990, a NdB forneceu a bomba NEMO® nº10.000 – Em 1993, com a inflação totalmente fora de controle, o Brasil atingiu a hiperinflação, quando chegou a marca de 2.477% ao ano. Mesmo assim, a NETZSCH do Brasil continuou em seu ritmo de crescimento, divulgando e criando o mercado de Bombas Helicoidais, através da estrutura de vendas montada durante a década de 80.
A NETZSCH do Brasil mostrou ao Grupo que, durante a crise, inúmeras oportunidades foram criadas, e seu crescimento continuou cada vez mais consolidado.

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