SC quer vacinar mais de 400 mil crianças contra a paralisia infantil
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) pretende vacinar 428.177 crianças no
próximo sábado, 14 de junho.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) pretende vacinar 428.177 crianças no
próximo sábado, 14 de junho, quando será realizada a primeira etapa da
Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, doença mais
conhecida como paralisia infantil. O número equivale à meta de 95% da
população com menos de cinco anos de idade. Elas devem ser imunizadas nos
postos de saúde, das 8 às 17 horas, independente de sua situação vacinal.
O slogan deste ano é “Paralisia Infantil. Tem que vacinar, não pode
bobear”. A intenção é impedir que o vírus causador da paralisia infantil
volte a circular no Brasil com o propósito de manter o continente
americano livre da doença. A SES distribuiu 750 mil doses de vacinas para
todos os municípios catarinenses. Neste sábado, mais de 10 mil
profissionais trabalharão nos 3.106 locais de vacinação de Santa Catarina.
Esta será a 29ª campanha de vacinação contra a doença no país, onde não
são registrados casos desde 1989. O Brasil, inclusive, obteve a
certificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de país livre da
poliomielite em 1994. “Apesar disso, é necessário manter as estratégias de
campanha de vacinação porque o poliovírus ainda circula em alguns países,
como Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão”, explica a coordenadora do
programa de imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES,
Leonor Proença.
Para os pais, a orientação é que levem a caderneta de vacinação de seus
filhos, para atualização ou esclarecimento de dúvidas em relação ao
calendário básico de vacinas. No Brasil, o objetivo é imunizar 16 milhões
de crianças. A segunda etapa da vacinação será realizada no dia 9 de
agosto, quando as crianças deverão retornar aos postos de saúde.
SAIBA MAIS: A paralisia infantil é uma doença viral aguda, transmitida
principalmente por contato direto, pessoa a pessoa. A boca é a porta de
entrada do vírus, fazendo-se a transmissão pelas vias fecal-oral ou
oral-oral, esta última através de gotículas de muco da orofaringe (ao
falar, tossir ou espirrar). A poliomielite pode levar à morte em caso de
paralisia severa. Em contrapartida, seu diagnóstico pode ser difícil já
que, na maioria dos casos, os sintomas da infecção não são aparentes. A
vacinação é a medida mais importante para a prevenção da doença.