13 de maio: abolição da escravidão
E.B.M. Dr. Amadeu da Luz
E.B.M. Dr. Amadeu da Luz
No dia 13 de maio de 1888 houve a abolição da escravidão no Brasil. Quando se fala neste acontecimento, o que geralmente se lembra é da Princesa Isabel e da Lei Áurea. Mas, na verdade, o mérito não deveria ser todo da Princesa, mas também das rebeliões e conjurações, que ocorreram com planos de erradicação da escravidão. A Lei Áurea também não foi a única a ser instituída, além desta foram criadas as Leis do Ventre Livre (Lei Rio Branco) em 1871, que declaravam filhos de escravos livres a partir daquela data. Podemos considerar que essa Lei não é muito justa, pois as crianças livres seriam dependentes de suas mães e depois iriam trabalhar com seus pais. A Lei do Sexagenário (Lei Saraiva – Cotegipe), de 1885, libertava escravos com mais de 65 anos de idade. Mas também foi uma Lei com injustiça, pois o que eles iriam fazer depois de serem libertados? Como também, a estimativa de vida média dos escravos era somente de 35 anos. Já a Lei Eusébio de Queiroz, de 1850, estabelecia o fim do tráfico negreiro do Brasil.
Claro que a Princesa Isabel e a Lei Áurea tiveram sua importância, pois as leis citadas anteriormente antecederam a Áurea, que foi a lei que supostamente acabava com o trabalho escravo. Você deve estar se perguntando: por que supostamente? Certamente, continuou existindo trabalho escravo depois do dia 13 de maio de 1888 e atualmente ainda há casos de mão-de-obra escrava.
A Princesa Isabel não era brasileira e sim portuguesa, ela veio ao Brasil quando seu pai, D. Pedro II, foi passar uma temporada na Europa.