Contra-Ataque
Contra-Ataque
Uma vez Flamengo, trinta vezes Flamengo!
O Flamengo tinha a vantagem. Jogava pelo empate. Joel Santana então, optou por começar o jogo entre os titulares, um meio-campo altamente defensivo. Com isso, era mais do que notório que, devido a falta de qualidade técnica e racional dos meias, o Flamengo com a bola no pé seria totalmente inoperante, perderia a posse de bola completamente e seria amplamente dominado pelo Botafogo. Foi o que aconteceu, retrato exato do primeiro tempo. No primeiro tempo o Botafogo passeou. Embora o gol tenha saído num frangaço (avestruz) do Bruno. No intervalo, perdendo de 1 a 0, Joel Santana colocou o time mais pra frente, com Diego Tardelli e Obina. Desta maneira, parou com a blitz do Botafogo e o Flamengo começou a jogar, ou melhor, massacrar. Só deu Flamengo e o 3 a 1, saiu barato. Diego Tardelli cara-a-cara perdeu um gol, colocou por cobertura na trave. Obina perdeu outro gol cara-a-cara. Enfim, poderia ter saído uma goleada histórica. A pergunta que fica é: Por que o Joel insiste em botar o time pra frente, pra jogar, só depois do intervalo? E se o Botafogo faz o segundo no primeiro tempo? A verdade é que Joel Santana é um técnico iluminado, uma constelação. Mesmo quando faz o errado, dá certo. E merecidamente, o Flamengo se sagrou BICAMPEÃO CARIOCA de futebol.
Esse time do Flamengo tem uma força em decisões absolutamente admirável. Não vem de hoje. Desde 2006, essa base desse time vem ganhando todos os jogos decisivos. Em 2006 foram cerca de 10 jogos decisivos pela Copa do Brasil, venceu todos e foi campeão. Em 2007, no Carioca, mesmo o Botafogo tendo o melhor time do Brasil, bateu o Botafogo nas decisões. No Brasileiro, precisava de cerca de 14 vitórias, praticamente consecutivas para conseguir ir a Libertadores. Mais uma vez, gladiou e conquistou todas as vitórias. Agora no Carioca 2008, mesma coisa. O grande segredo desse time do Flamengo, é que tem, o que poucos outros times tem. Jogadores que crescem e se agigantam nos momentos decisivos. Juan, Leonardo Moura, Bruno, Fábio Luciano, Ibson, Ronaldo Angelim, Obina, Toró… E mais uma coisa, se você olha nos olhos dos jogadores do Flamengo, observa nitidamente no semblante, um amor, como se fossem todos rubro-negros de coração, os mais fanáticos torcedores do Flamengo.
Aliado a isso, essa torcida maravilhosa que empolga e arrepia até mesmo quem não é rubro-negro. Por tanta raça, comprometimento, por tanto amor ao Flamengo que estes jogadores vem demonstrando desde que chegaram ao clube, que existe essa identificação e sincronia maravilhosa entre torcida e jogadores. A verdade é que esse Flamengo é tão forte no conjunto, tão raçudo, que não parece que são jogadores do Flamengo. Parece que são os mais fanáticos guerrilheiros e torcedores do Flamengo uniformizados e prontos para doar seu sangue em busca da hegemonia rubro-negra. Aí com essa Nação abraçando um ótimo time e aguerrido como esse, só pode dar sempre Flamengo! E é como canta a torcida, mudou o vice, mas não muda o campeão! Botafogo bi-vice, Flamengo bi-campeão!