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Marinho, Destaque no futebol regional por sua técnica, habilidade e humildade

Mário Rahn, mais conhecido como Marinho, é um destaque no futebol pomerodense e da região pela sua capacidade, força de vontade e humildade no campo de futebol.

19 de abril de 2008


Mário Rahn, mais conhecido como Marinho, é um destaque no futebol pomerodense e da região pela sua capacidade, força de vontade e humildade no campo de futebol. Participou de várias competições, jogou em diferentes clubes de futebol, teve inúmeras conquistas e deixa marcas nos lugares em que passa. Seus primeiros toques na bola de futebol foram na Escola de Educação Básica Prudente de Morais, onde estudou até a 4ª série.


Nasceu no dia 24 de abril de 1964 em Pomerode, no Hospital e Maternidade Rio do Testo. Em 1985, casou com Roseli Rahn e o filho do casal, Marlon Cristiano Rahn, nasceu em junho do mesmo ano. Marinho conheceu a esposa no meio futebolístico.


Ele destaca e agradece pela educação que seus pais, Alexandre e Wally Rahn (in memorium), deram a ele e seu irmão, Marcos Rahn, mais conhecido como Max.


Ser jogador de futebol profissional e um dia vestir a camisa da seleção nacional eram os sonhos de Marinho. Estes não se tornaram realidade, mas o destaque regional do jogador de futebol não deixou de acontecer.


“Quando casei e fortaleci minha vida deixei um pouco de lado o sonho de um dia vestir a camisa da seleção nacional. Tive propostas e convites de times profissionais, mas pela falta de disponibilidade na época e cobrança, não quis jogar tudo para o alto e arriscar. Não me sinto frustrado por isso, mas o que fica é o arrependimento por não ter tentado. Desta forma, meu objetivo foi alcançar o destaque nas equipes regionais. Em todos os times que passei, conquistei títulos”, afirma Marinho.


O filho de Marinho, que quando criança já o acompanhava nos jogos de futebol, já foi jogador de futebol no Blumenau Esporte Clube (BEC) e no Metropolitano, mas ele também ficou em Pomerode.


Em um dossiê do Clube Atlético Itoupava, de Blumenau, no qual jogou durante seis anos (1990-1996), Marinho é definido como: “Além de grande capitão, foi a mola-mestre da equipe com sua garra técnica, preparação física e persistência. Com categoria e humildade foi considerado o melhor jogador do campeonato”. Até 2001 foi o 5º maior artilheiro, com 76 gols pelo Atlético Itoupava.


Em relação ao esporte pomerodense, Marinho diz que “gostaria que mais jogadores de Pomerode participassem do Campeonato da Liga Pomerodense de Desportos (LPD), sinto saudades dos clássicos que aconteciam com atletas do município”.



Uma história de conquistas no futebol


Vasquinho, Atlético Itoupava, Botafogo, Floresta, Vera Cruz e Caramurú foram alguns Clubes de Futebol que Marinho jogou e conseguiu vários títulos. Muitas de suas conquistas foram alcançadas junto com seu irmão, Max, que jogava como goleiro e outras com o goleiro Mirco.


Aos 12 anos, Marinho começou a jogar Futebol de Campo no Clube Vasquinho, na categoria Aspirantes, e aos 14 anos de idade entrou para a equipe titular. Seguem abaixo alguns títulos e conquistas do jogador, em ordem cronológica.


Uma das primeiras vitórias foi obtida na 1ª edição dos Jogos Estudantis, em 1977. Marinho estudava na Escola de Educação Básica José Bonifácio e foi campeão no futsal. A final foi disputada contra a equipe Dr. Blumenau e o José Bonifácio venceu o jogo por 3 a 0. Em 1978, também jogou futsal nos Jogos Estudantis pelo José Bonifácio, que ficou com o 2º lugar e perdeu a final para a equipe Dr. Blumenau.


Em 1979, começou a trabalhar na Tipografia Mayer, onde Arão Kohls organizava o time de Futebol de Salão e naquela época só tinha quadra de cimento em Pomerode. Em 1982, participou da inauguração do Ginásio Ralf Knaesel num jogo entre a Comissão Municipal de Esportes (CME) de Pomerode e a CME de Blumenau.


A estréia na equipe do Floresta também foi no ano de 1982 num jogo de inauguração de refletores no antigo campo do Cruz de Malta, em Jaraguá do Sul. “Naquela época foi um grande clássico regional que atraiu bastante público”, lembra Marinho. O placar do jogo foi de 4 a 2 para o Cruz de Malta e Marinho marcou um gol nesta partida. O técnico do Floresta era o Cid Pedrini, que também assumiu a posição em outros anos no Clube.


Em 1983, jogou pelo Floresta e disputou a final da Taça Pomerode, organizada pela Liga Blumenauense de Futebol (LBF), 1ª divisão. A partida foi entre Floresta e Botafogo, mas houve um tumulto, o jogo não terminou e o título ficou dividido entre as duas equipes.


Em 1984, foi trabalhar na Porcelana Schmidt, contratado pelo Sr. Ademar Ramthun, responsável pela equipe de futebol da empresa, onde conquistou muitos títulos, entre eles, o municipal, regional e estadual da Copa do Sesi. “A equipe da Porcelana também marcou muito. Em 1984, fomos campeões pela Copa Sesi de Futsal, em Blumenau, e em 1985 de Futebol Suíço”, lembra Marinho. Participou também como Sócio-Fundador da Associação Desportiva Recreativa Cultural Schmidt no dia 13 de junho de 1985.


Marinho jogou na conquista do 1º título do Vasquinho em 1986, quando tinha 22 anos, da 2ª divisão da Taça Pomerode, organizada pela LBF. O Clube foi campeão invicto. “No Vasquinho, em 1986 e 1987  destaco o presidente  Edevino Rahn e como dirigentes  Arlindo Mueller e  Ademar Kressin”, afirma Marinho.


Em 1986, ainda teve a conquista do Campeonato Regional de Futebol de Salão Aberto, organizado pela Liga Blumenauense de Futebol de Salão (LBFS). A equipe da Porcelana Schmidt venceu a da Pedrini, que contava na época com jogadores de outras cidades como Jaraguá do Sul e São Francisco do Sul, por 6 a 2 no Ginásio Ralf Knaesel.  “Na 1ª Fase deste Campeonato a Pedrini venceu a Porcelana por 6 a 0, o que valorizou ainda mais a conquista”, lembra Marinho.


Em 1987, o Vasquinho ficou bi-campeão da Taça Pomerode, organizada pela LBF, e o jogo foi contra o maior rival do Clube na época: o Botafogo. O Vasquinho ganhou de 1 a 0 e o gol foi marcado por Reinaldo. “A partida foi muito emocionante, pois os dois times eram do bairro Wunderwald e os jogadores também. Tenho saudades dessa época, pois era uma rivalidade saudável que tínhamos no bairro. Destaco também a torcida do Vasquinho através do Sr. Rudi Rahn, Nelson Wuergues (Chita) e a Sra. Irma Wuergues e demais torcedores e torcedoras, que durante a semana cortavam papel picado para incentivar o time, como também com as suas bandeiras nos jogos aos domingos e inclusive entregando flores aos atletas”, diz Marinho.


Em 1987 e 1988 participou do Desafio ao Galo em São Paulo pela Porcelana Schmidt. “Jogamos contra vários atletas profissionais, isso nos motivava, pois o Desafio ao Galo era o maior campeonato amador do estado de São Paulo”, afirma Marinho. Em 1988 e 1989 também disputou pelo Floresta. “Destaco como dirigentes o Wanderlei Pedrini, Chico Hass e o Elias Martins (Pato), do Floresta”, diz Marinho.


Também jogou na equipe da Hass Calçados (CME de Pomerode), onde participou no futsal na categoria Juvenil, na qual foi campeão Regional e Estadual, e depois na categoria Adulto. “Quero enfatizar a participação direta de Fritz Wachholz e do técnico Luli”, afirma Marinho. Em 1988, conseguiram a classificação nos Jogos Regionais, com a conquista do 1º lugar no futsal, para participar nos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC).


Ainda em 1988, ficou vice-campeão no Sul-Brasileiro da Copa Sesi Futebol de Campo pela Porcelana Schmidt, que foi disputado em Curitiba. “A equipe se superava muito e todos se esforçavam ao máximo”, destaca Marinho.


Em 1990, foi para o Clube Atlético Itoupava, no qual jogou durante seis anos. No mesmo ano conquistou o título do Torneio de Verão LBF, que foi contra o time Canto do Rio. A decisão foi na Itoupava Central e, na semifinal, eliminaram o Vera Cruz.


Na 1ª Fase do Torneio de Verão, estavam na mesma chave do Floresta e quando enfrentaram o time na 5ª rodada, em Pomerode, não tinham perdido nenhuma partida até então. Neste jogo foram derrotados por 3 a 1. “Para minha surpresa, na semana após a partida recebi um telegrama, não sei quem enviou, mas era para ?tirar uma onda? pois dizia que: ?Quem veio ao campo do Floresta para ver o Marinho jogar, acabou vendo o Pintinho (Joinville) jogar. Floresta 3 x 1 Atlético Itoupava?”, lembra Marinho.


 Mas no jogo de volta na 5ª rodada do 2º turno no campo do Atlético, a equipe já estava classificada e poderia até perder o jogo. O 1º tempo terminou com 2 a 0 para o Floresta, mas no 2º tempo o jogo mudou e o Atlético virou o placar para 3 a 2, dois gols de Marinho e um de Bruno. Com o resultado, o Floresta acabou eliminado do Torneio. O time do Floresta ainda tinha no seu elenco o Jucemar, Jadir, Vaninho, além de outros craques de Joinville e São Francisco do Sul.


Ainda em 1990, no 2º semestre conquistaram a 2ª divisão da LBF, que foi disputada pelo clássico das Itoupavas: Atlético, de Itoupava Central, e Serrinha, da Vila Itoupava. No jogo realizado no Atlético ganharam o título com o gol marcado por Fifa aos 47 minutos do 2º tempo. Todos os anos no dia 01 de maio, os dirigentes e jogadores do Atlético Itoupava se reúnem para lembrar dos bons tempos. “Também fico feliz pelo que consegui e conquistei no Atlético Itoupava. A torcida também era muito organizada. Foi uma época muito gostosa”, diz Marinho.


Em 1991, jogou pela equipe do 25 de Julho nas partidas finais do 2º Turno e chegaram à final contra o Primavera, no Campeonato da Liga Pomerodense de Desportos (LPD). O 1º jogo, que terminou com 0 a 0, foi no campo do Floresta. A final, no campo do 25 de Julho, ficou 1 a 1 no tempo normal, 0 a 0 na prorrogação e na decisão nos pênaltis, o Primavera venceu por 4 a 2.


Em 1991, ainda voltou para o Floresta e em 1992, jogou pelo Cruz de Malta, de Jaraguá do Sul, conquistando o título do 1º turno no Campeonato da Liga de Jaraguá do Sul. “Posso destacar Tino e Laranja nessa equipe, que também marcou muito”, afirma Marinho. Em 1993, jogou pelo Atlético Itoupava e ficou vice-campeão no Torneio de Integração, onde o time do Glória, de Rodeio, ficou com o título.


Em novembro de 1993, machucou o joelho e não pôde disputar algumas partidas. Em 1994, fez três cirurgias e jogou pouco naquele ano, mas estava no Atlético Itoupava. Em junho de 1995, voltou à ativa no Atlético Itoupava, quando começou o Campeonato de Integração, organizado pela LBF. A maior goleada que Marinho sofreu aconteceu nesta competição. O time do Glória venceu o Atlético, que jogou em casa, por 10 a 0. Mas o time se recuperou durante o Campeonato, classificando-se e disputando a final novamente contra o Glória. O Atlético conseguiu o 2º lugar. Em 1995, Marinho ainda foi campeão pelo Floresta no Campeonato da LPD.


Em 1996, foi campeão na 2ª divisão da LBF pelo Atlético Itoupava. A primeira partida da final foi contra a equipe do Serrinha e ficou 1 a 1. Em casa, o Atlético venceu por 4 a 0. Alguns dirigentes do Atlético Itoupava foram: Valfredo Waschmann, Valmiro Erthel, Rubens Tribess, Franz Nagel (in memorium). Alguns jogadores do Clube foram: Romeu Gieseler, Menino e Tubi. Naquele ano Marinho começou a jogar pelo Botafogo e ficou em 1º lugar no Torneio de Primavera da LPD.


Em 1997, ficou vice-campeão no Campeonato da LPD pelo Botafogo, com o Floresta conquistando com o título. O Botafogo também ganhou o Torneio de Integração entre Jaraguá do Sul e Pomerode. Marinho marcou o gol do título na prorrogação.


Em 1998, perderam a final do Campeonato da LPD contra o Caramurú e na 2ª divisão da LBF ganharam a final contra o Pinheirinho. “O presidente do Botafogo, Jürgen König, tinha muito empenho, como também o dirigente Erwin Kleischmidt”, avalia Marinho.


Em 1999, vestiu pela primeira vez a camisa do Vera Cruz. A equipe não conquistava um título desde 1985, e naquele ano Marinho foi campeão, sem perder uma partida do Campeonato da LPD. “Isto foi um ânimo para a equipe e o início de uma nova história. Pelo Vera Cruz em 1999 e 2000 destaco o trabalho do dirigente Robert Von der Heyde, o Bili, do dirigente Nilson Beck e do técnico Carlos Alberto da Silva”, afirma Marinho.


Em 2000, o Vera Cruz perdeu o título da Taça Torneio RBS aos 46 minutos do 2º tempo para o Piçarras, no Estádio do Sesi lotado. Em 2001, 2002 e 2003, Marinho foi tri-campeão pelo Floresta no Campeonato da LPD. Em 2001 ganharam do Água Verde, de Timbó, em 2002 do Caramurú e em 2003 do Água Verde, de Pomerode.


Fundou a equipe do Marinho Sports, juntamente com os amigos Max, Babalu, Leandro, Piá, Gersinho da Veiga e Mauro Sprung. Outros jogadores que participaram posteriormente da equipe foram: seu filho Marlon, Xexa, Ambrósio, Vampeta, Xitão, Teca, Mayer, Chupa, Tuli, Ricardinho, Neném, Adilson Hornburg, Vanderli, Adilson Peyerl, Nena, Cia, Jandir, Arão, Elton Belz, Gersinho Ewald, Japa, Guela, Rodrigo, entre outros. Conquistaram vários títulos, mas o mais importante foi o Campeonato Regional de Futebol Suíço, em Massaranduba, no ano de 2002. Houve a participação de 16 equipes da região e a Marinho Sports venceu a Paninox, de Blumenau, na final por 1 a 0, com o gol do Mauro Sprung.


Em 2004, jogou no Caramurú e não conquistaram nenhum título. Em 2005, jogou no Atlético Pomerodense e ficaram em 3º lugar no Campeonato da LPD. Marinho também participou da fundação do Clube.


Em 2006 e 2007, foi campeão pelos Veteranos do Caramurú. No Campeonato de Veteranos, conquistado em 2007, o Caramurú ganhou todas as partidas e Marinho foi o artilheiro da competição com seis gols. “Vale destacar o trabalho do dirigente Afonso Tank, do presidente Waldir Krahn, do vice-presidente Elói Belz, dos dirigentes Marcos Strutz, Marcos Krahn (Banana), pai (in memorium) do Waldir Krahn, da família Strutz que sempre se envolveu com o Clube, e o atleta e colaborador, Elton Belz”, diz Marinho.


Participa dos Veteranos Ribeirão Areia, onde joga por muitos anos. “Fiz muitas amizades, foi muito legal”, lembra Marinho. Nos Veteranos Vitória, de Jaraguá do Sul, também jogou e foi campeão do Campeonato de Veteranos de Jaraguá do Sul. “Merecem destaque no Vitória, o técnico Irineu Hoffmann, dirigente e jogador Ilton Hoffmann, e os jogadores Ricardo e Gomes”, diz Marinho.


No Wunderwald, ganhou três dos quatro Campeonatos de Futebol de Campo de Bairros organizados pela LPD.


“As conquistas que tive se devem à união da equipe e à humildade. Agradeço a todos os atletas com os quais já joguei e tive participação”, destaca Marinho.



Alguns momentos e pessoas marcantes


Marinho participou da conquista do 1º título do Vasquinho em 1986, quando tinha 22 anos, pela 2ª divisão da Taça Pomerode, organizada pela Liga Blumenauense de Futebol (LBF). O jogo foi com o Primavera e o Vasquinho jogou em casa. Foi um dos momentos mais marcantes para Marinho, ficaram campeões sem perder uma partida. “Isto foi em função da união, humildade e superação da equipe”, justifica Marinho. O seu irmão, Max, também jogava no time e estava sempre junto com Marinho. Os dois tiveram várias conquistas juntos.


Foram vários os momentos e as pessoas que tiveram destaque na vida de Marinho, entre os citados anteriormente ainda o Reinaldo Küster foi um dos companheiros de jogos de futebol mais marcantes para ele. “Em função da quantidade de gols que nós, dupla de ataque, marcamos. Jogamos juntos durante um bom tempo e tínhamos um ótimo entrosamento”, afirma Marinho.


Ivo Bilart, técnico do Atlético Itoupava na época, foi um dos que mais marcou para Marinho. “Pela simplicidade que ele tinha para que a equipe fizesse o que ele queria”, diz Marinho.


“Aprendi muito com algumas pessoas, que sempre me incentivaram, como Rolf Weh e Wilfrido Wuerges. Destaco também alguns jogadores que sempre apreciei: Guido Belz, Victor Goede, Selvino Anderson, Neguinho, Ambrósio, Galego, Ademir da Silva, Bali e Ronal Krahn. Alguns amigos partiram mais cedo, o caso do China Rollof, Wilson Raash (Biriguai), com a sua raça, e Edson Beck, com a sua habilidade no drible curto”, afirma Marinho.



Um contra-ataque do destino driblado com fé em Deus, o técnico divino


No dia 24 de janeiro deste ano, Marinho realizou uma cirurgia devido ao seu estado de saúde. O jogador de futebol descobriu que apresenta câncer cerebral maligno. Neste dia sua esposa abriu um livro de mensagens, que tinha justamente uma oração que só agradecia e tudo deu certo no procedimento.


Com lágrimas nos olhos, mas com muita confiança e ao lado de sua esposa, também emocionada, Marinho explica que “é difícil de uma hora para a outra saber que você tem uma doença grave, pois sempre me cuidei muito, principalmente por jogar futebol. Ficava longe de vícios para alcançar meus objetivos. Mas ainda tive sorte ao descobrir o tumor ainda pequeno. Fiz uma cirurgia, faço tratamento de quimioterapia e radioterapia e não tive nenhuma reação adversa. Quero agradecer ao Dr. Leandro José Hass, que fez a cirurgia; ao Dr. Paulo Pizzolatti e ao Dada, da Farmácia Farmalan, que ajudam e acompanham a minha situação; ao apoio da família, que é fundamental; e a todos que me ajudam de alguma maneira”.


Sem se abater e com a cabeça erguida, Marinho afirma que “faço o tratamento divino, que é confiar em Deus e na minha recuperação. As orações têm muito poder e isso nos fortalece muito, as pessoas oram muito por mim. Ás vezes Deus permite que tenhamos que passar por isso para testar até onde vai a fé Nele. Tenho esperança de um dia voltar a jogar futebol. Não podemos nos abater e temos que agradecer à Deus por permitir que possamos viver”.


Desde 2005, Marinho freqüenta a Igreja Adventista do Sétimo Dia, na qual foi batizado em 2007. “Aprendi muitas coisas que eu não sabia em relação à Cristo, pois estudamos muito a Bíblia. Mas não desmereço as outras religiões. Para o problema de saúde que enfrento, a religião também é muito importante”, diz Marinho com garra, determinação e fé em Cristo.


Para nos fortalecer, minha família e eu nos baseamos muito no Salmos 91, da Bíblia Sagrada. “Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome. Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei. Dar-lhe-ei abundância de dias e lhe mostrarei a minha salvação”. (Salmos 91.14-16)



O tempo passa, mas as amizades permanecem


O irmão de Marinho, Max, teve várias participações com ele no futebol. Vasquinho, Floresta, Atlético Itoupava, Cruz de Malta, Veteranos Vitória, Veteranos Ribeirão Areia, Marinho Sports e Veteranos Caramurú foram algumas equipes. Os irmãos tiveram várias conquistas juntos, Max jogava como goleiro e Marinho na posição meio de campo. Também jogaram futsal pela Malwee no Campeonato de Pomerode e participaram da equipe América, que foi fundada por alguns amigos.


“Adorávamos jogar futebol, quando éramos crianças brincávamos em casa nos campos de futebol próximos todos os dias e sempre estávamos juntos. Eu ficava no gol e o Marinho chutava a bola. Nossa história de futebol teve início no Vasquinho, o Marinho entrou no Clube com 12 anos e eu com 15 anos jogava na equipe titular. Foram vários momentos marcantes, entre eles alguns no Vasquinho e no Atlético Itoupava”, lembra Max.


“Como jogador de futebol, posso definir o Marinho como um profissional no esporte amador, fantástico e de destaque. Era um ótimo cobrador de faltas e lançador, tinha habilidade, garra, muita vontade e humildade, o futebol para ele precisa ser limpo, não sabia fazer faltas. É uma pessoa muito calma, grande líder, capitão e organizador do time”, avalia Max.


Marinho, seu filho Marlon e seu irmão Max são torcedores do Botafogo. Para Max, as duplas mais marcantes foram: no Vasquinho, Marinho e Reinaldo e no Atlético Itoupava, Marinho e Menino. “Meus olhos se enchiam quando observava, do fundo do campo no gol, as habilidades e lances desses jogadores”, explica Max.


O irmão também caracteriza Marinho como “um grande amigo, sempre disposto a ajudar as pessoas, humilde, honesto, correto e justo. È um exemplo para as pessoas. Nos entendemos muito bem, conversamos e trocamos muitas idéias. Lembro-me que depois dos jogos, conversávamos horas e horas sobre os lances. Fizemos muitas amizades e deixamos nossa marca com conquistas de títulos, amigos e vitórias. Para nós perder doía, lutávamos muito e sempre com honestidade”.


“Em relação à saúde de Marinho, recordo da época em que ele machucou o joelho e ficou algum tempo sem jogar futebol. Eu sei da força de vontade enorme que ele tem para viver e se recuperar, como teve e conseguiu com a melhora do joelho. Sentimos muita falta dele no futebol. Faço orações por ele e tenho muita fé de que ele vai se recuperar e voltar a jogar futebol”, afirma Max emocionado e com a esposa, também com os olhos cobertos de lágrimas, sempre ao lado.


Leandro Romig de Lima, também jogou com Marinho em várias equipes e conquistou alguns títulos com ele. Botafogo, Vera Cruz, Floresta, Marinho Sports, Aliança, de Jaraguá do Sul, Veteranos Ribeirão Areia e CME de Pomerode são os times que jogaram juntos. “Nos conhecemos na equipe da Marinho Sports há cerca de 15 anos e mantemos contato até os dias atuais. Considero o Marinho como um irmão”, afirma Leandro.


“Líder de equipe, um ser humano muito especial, que consegue trazer isso também para o campo de futebol, sincero, amigo, independente do resultado do jogo, um exemplo e o maior desportista de Pomerode”, com essas palavras Leandro caracteriza Marinho.


Leandro deixa a seguinte mensagem: “passamos muitos momentos marcantes juntos. Marinho, podes contar comigo tanto nos momentos bons, como nos difíceis. Não deixe de acreditar e confiar em Deus, pois você voltará a jogar futebol, o que mais gosta de fazer”.


Ivo Krehnke, mais conhecido como Piá, também teve várias participações com Marinho no futebol. O início foi nos times fundados por alguns amigos, o River e o América, logo depois jogaram juntos no Vasquinho, onde conquistaram o 1º título do Clube, em 1986. “Foi muito emocionante, não só para nós jogadores, mas para toda a comunidade. Foi um título inédito, muito gratificante”, lembra Piá.


Também jogaram juntos no Atlético Itoupava, Botafogo, Caramurú, Marinho Sports, Veteranos Ribeirão Areia e no time da Mayer participavam de amistosos. “No Atlético também foi muito marcante pela união que a equipe tinha”, avalia Piá.


Questionado sobre as características de Marinho, Piá observa que “o Marinho é ?cobra? criada do Vasquinho, pois foi ali que tudo começou. É um ídolo e um espelho para mim, baita amigo, tanto fora como dentro de campo, tem um carisma muito grande, independente do resultado. É como um irmão para mim, é uma pessoa especial, indescritível”.


Reinaldo Küster teve grandes participações e conquistas com Marinho. Jogavam como dupla de ataque e Porcelana Schmidt, Vasquinho e Floresta foram as equipes que tiveram participação juntos. “Foram vários jogos importantes e lances bonitos, ficamos durante cerca de dez anos juntos. A conquista do título no Vasquinho em 1986 foi uma das mais marcantes”, lembra Reinaldo.


“Tenho muita consideração pelo Marinho, ele era muito organizado, procurou sempre unir o grupo, é sereno, consciente, calmo, se relaciona bem com todos, um jogador profissional no futebol amador e uma pessoa fantástica. Acredito que o Marinho nasceu muito cedo para o futebol, se tivesse nascido uns dez ou vinte anos mais tarde, estaria hoje no futebol profissional. O Marinho vai superar a dificuldade de saúde que enfrenta, com fé e confiança em Deus”, diz Reinaldo emocionado.


Fredi Behling, mais conhecido como Manga, também teve várias participações com Marinho no futebol e relata que “estudamos juntos na Escola de Educação Básica José Bonifácio e jogamos futebol juntos desde cedo. Algo marcante em nossas vidas, foi a participação nos 1º Jogos Estudantis de Pomerode. Por um determinado tempo, trabalhamos na mesma empresa e o futebol sempre fazia parte da pauta do dia. Marinho também foi destaque no Vasquinho desde garoto. Seu preparo físico era exemplar para qualquer atleta atual. A dedicação e o gosto pelo futebol fizeram com que montasse um campo de futebol nos fundos da sua casa. Mas o futebol não ficava no campo e fora de casa. Impressionante! No quarto, na sala, dentro de casa, futebol, times, posters da Revista Placar espalhados pela casa toda. Dedicado ao esporte. Fanático? Não! Comprometido, com ele, com a equipe e com o esporte. Toda a sua vida é ligada ao futebol. Marinho, podemos resumir em uma frase: paixão pelo futebol!”.

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