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Secretaria de Estado da Saúde registra queda no número de mortes maternas em Santa Catarin

Nos últimos três anos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou uma queda de 23% no número de mortes maternas em Santa Catarina.

8 de dezembro de 2007

Nos últimos três anos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou uma queda de 23% no número de mortes maternas em Santa Catarina. Normalmente, esses óbitos estão relacionados a complicações na gravidez, aborto, parto ou pós-parto. A melhora nos índices se deve ao trabalho de conscientização e de prevenção de problemas durante a gravidez, que segue as diretrizes do Pacto Nacional de Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, criado em 2004 pelo Ministério da Saúde.


Uma das atividades exigidas para diminuir o número de óbitos é a promoção de eventos para discutir o assunto. Por isso, a SES realizou, nos dias 04 e 05 de dezembro, o Seminário de Implementação das Ações de Prevenção da Mortalidade Materna em Santa Catarina. O encontro aconteceu no Hotel São Sebastião, em Florianópolis.


Em 2004, foram registrados 36 óbitos maternos em território catarinense. Esse número passou para 26, em 2005, e para 28, em 2006, indicando a queda de 23% no número de mortes. A expectativa é de que em 2007 o índice seja menor ainda, já que, até outubro, 17 mães morreram por complicações na gravidez.


De acordo com a presidente do Comitê Estadual de Mortalidade Materna e técnica do Programa Saúde da Mulher da SES, Haimée Martins, nos últimos anos, a SES tem investigado as causas das mortes maternas para adotar medidas de prevenção. “Atribuímos a esse estudo parte do sucesso na redução dos índices em Santa Catarina. Outra ação que contribuiu para a diminuição no índice de mortalidade foi o treinamento de médicos, enfermeiros e técnicos de maternidades do interior do Estado”, diz.


No Brasil, morrem todos os anos cerca de 2 mil mães e 38 mil recém-nascidos. O Pacto Nacional tem como princípios o respeito aos direitos humanos de mulheres e crianças, a consideração das questões de gênero, dos fatores étnicos e raciais e das desigualdades sociais e regionais, a decisão política com investimentos na melhoria da atenção obstétrica e neonatal e a ampla mobilização e participação de gestores e sociedade civil.

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