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Mais um caso de violência contra a Mulher é registrado em Pomerode

Na madrugada do dia 27/07 (sexta-feira), a Polícia Militar de Pomerode atendeu uma ocorrência no bairro Testo Rega, referente a uma briga entre casal.

4 de agosto de 2007


Na madrugada do dia 27/07 (sexta-feira), a Polícia Militar de Pomerode atendeu uma ocorrência no bairro Testo Rega, referente a uma briga entre casal. Segundo informações da PM, após sair de seu trabalho a esposa chegou em casa e foi recebida com socos por seu esposo que se encontrava embriagado.


Após ligar para a delegacia, a vítima informou que seu esposo fugiu do local, não tendo sido encontrado pela PM. Os policiais que atenderam a ocorrência constataram que a vítima estava com um hematoma no olho e sangrava pelo nariz. A PM acionou os Bombeiros Voluntários de Pomerode, que conduziram a vítima ao Hospital e Maternidade Rio do Testo. A vítima foi orientada pelos policiais a efetuar um Boletim de Ocorrência na delegacia.


Cresce em Pomerode de forma assustadora o número de ocorrências referentes à violência contra a mulher. Ela acontece porque em nossa sociedade muitas pessoas acreditam que o melhor jeito de resolver um conflito é a violência e que os homens são mais fortes e superiores do que às mulheres. É assim que, muitas vezes, os maridos, namorados, pais, irmãos, chefes e outros homens acham que têm o direito de impor suas vontades às mulheres.


Embora muitas vezes o álcool, drogas ilegais e ciúmes sejam apontados como fatores que desencadeiam a violência contra a mulher, na raiz de tudo está a maneira como a sociedade dá mais valor ao papel masculino, o que por sua vez se reflete na forma de educar os meninos e as meninas. Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.


Estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não peçam ajuda. Para elas é difícil dar um basta naquela situação. Muitas sentem vergonha ou dependem emocionalmente ou financeiramente do agressor; outras acham que “foi só daquela vez” ou que, no fundo, são elas as culpadas pela violência; outras não falam nada por causa dos filhos, porque têm medo de apanhar ainda mais ou porque não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado socialmente. E ainda tem também aquela idéia do “ruim com ele, pior sem ele”.


Muitas se sentem sozinhas, com medo e vergonha. Quando pedem ajuda, em geral, é para outra mulher da família, como a mãe ou irmã, ou então alguma amiga próxima, vizinha ou colega de trabalho. Já o número de mulheres que recorrem à polícia é ainda menor. Isso acontece principalmente no caso de ameaça com arma de fogo, depois de espancamentos com fraturas ou cortes e ameaças aos filhos.


As mulheres que sofrem violência podem procurar qualquer delegacia. A mulher que sofreu violência pode ainda procurar ajuda nas Defensorias Públicas e Juizados Especiais, nos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres e em organizações de mulheres. Se for registrar a ocorrência na delegacia, é importante contar tudo em detalhes e levar testemunhas, se houver, ou indicar o nome e endereço delas. Dependendo do tipo de crime, a mulher pode precisar ou não de um advogado para entrar com uma ação na Justiça. Se ela não tiver dinheiro, o Estado pode nomear um advogado ou advogada para defendê-la. Muitas vezes a mulher se arrepende e desiste de levar a ação adiante. Em alguns casos, a mulher pode ainda pedir indenização pelos prejuízos sofridos. Para isso, ela deve procurar a Promotoria de Direitos Constitucionais e Reparação de Danos.

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