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Posto de Saúde do Centro demolido

Duas empresas foram contratadas para elaboração de laudo que definisse a situação estrutural do imóvel.

1 de junho de 2015

Duas empresas foram contratadas para elaboração de laudo que definisse a situação estrutural do imóvel. A primeira delas demorou a realizar o levantamento e sem dar justificativas à administração municipal em relação ao atraso, teve cancelado o contrato de serviço, sem receber o que havia orçado, conforme informações repassadas em coletiva de imprensa, na tarde de terça-feira, 20 de agosto, pelo prefeito Rolf Nicolodelli. Não pagamos, pois ela não desempenhou um serviço que satisfizesse as nossas necessidades, declarou.

Assim sendo, o Executivo contratou a empresa CG Engenharia Ltda., de Blumenau, que elabora projetos e realiza consultoria na respectiva área. Dois engenheiros assinaram o relatório composto de 35 folhas, entregue à Prefeitura na segunda-feira, 19 de agosto, Luiz Carlos Gulias Cabral e Patrícia Bayer Gomes.

O documento aponta que existe a possibilidade de recuperação do imóvel, mas que, no entanto, para que a medida seja adotada, recomenda-se fortemente que sejam elaborados projetos de reforços e recuperação estruturais, contemplando principalmente as fundações e os elementos estruturais danificados.

Os engenheiros reforçam ainda que os projetos de recuperação devem ser precedidos por inspeção rigorosa da estrutura, inclusive fundações, para verificação de suas capacidades e reais necessidades de reforços, sendo que, para a minimização dos efeitos das vibrações, haverá a necessidade de se projetar fundações adicionais (ou que substituam totalmente as existentes).

Argumentam no que diz respeito à viabilidade da recuperação do imóvel e a opção da construção de um novo prédio que: considerando a grandeza das intervenções necessárias, as especialidades requeridas e o tempo a ser despendido, é certo que os custos serão elevados a ponto de se requerer análise prévia dos mesmos e a relação custo-benefício, confrontando os custos de demolição e reconstrução da edificação incluindo projetos, materiais e execução de qualidade, condizentes com a finalidade da edificação e as características do terreno.

Por fim, os engenheiros destacam no relatório que a interdição preventiva do uso das edificações foi medida acertada, dado o risco de agravamento das manifestações verificadas até então e também dadas as incertezas que cercam a questão (falta de projetos e dados pormenorizados sobre a execução da estrutura). Num cenário à médio prazo, pode-se prever o agravamento a ponto de produzir risco de colapso da estrutura, mesmo que parcial, sugerindo que se mantenha a interdição e indicando que as intervenções reparadoras não devem ser postergadas .

Rolf Nicolodelli explicou que, para a recuperação do imóvel, seria necessário, praticamente, o mesmo montante que irá requerer a construção de um novo prédio. Sendo assim, optamos em construir um do que recuperar. A estrutura atual será demolida e vamos aproveitar o que pudermos, como a parte de madeira e esquadrias. O restante será construído. Prevemos um investimento inicial entre R$ 6 e R$ 8 milhões. A obra vai ser feita no mesmo local, pois se trata de um terreno central, bem localizado.

 
Segundo informações repassadas na coletiva de imprensa, o executivo está averiguando os responsáveis pela construção de um prédio sem estaqueamento correto e, assim que seja feito um relatório, o Jurídico entregará ao Ministério Público. Foi uma série de erros. Desde a construção até agora. Infelizmente não temos como adiar o que é inevitável. Não queria que fosse assim, se tivesse como recuperar com um investimento baixo, eu faria. Mas não adianta investir em algo que possa dar problema nos próximos anos. É lastimável, mas isso é o que acontece com obras públicas.

Rolf Nicolodelli afirma que o processo de licitação será aberto ainda este ano e que está estudando a viabilidade de pedir dispensa de licitação. Para isso estamos solicitando a vinda de um representante do Ministério da Saúde para avaliar.
O Secretário de Planejamento e Desenvolvimento da Cidade, Mauricio Eduardo Gorigoitia Vega complementou dizendo que reformar uma estrutura defasada não seria a melhor opção, já que o prédio não contempla situações de acessibilidade, por exemplo. Temos que pensar ainda que com o crescimento da cidade, já agora e nos próximos anos, precisamos de um imóvel mais amplo, que contemple um grande centro.

Disse ainda que, em fevereiro deste ano, ele já havia feito uma vistoria no local, mas que o agravamento das rachaduras foi intensificado ao longo dos últimos cinco meses, com a pavimentação da rua lateral e o uso de maquinários pesados nas imediações. Se a obra não tivesse sido feito, o problema estaria estabilizado. O problema foi a estrutura com que foi feito, até pelo fato que moradores e comerciantes da localidade não sentiram a trepidação em seus prédios. Reafirmo que construíram um prédio em cima de uma gelatina. A parte nova também foi comprometida, finalizou o secretário.

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