Hospital e Maternidade Rio do Testo novamente na UTI
A parceria firmada entre a Secretaria de Saúde e o Hospital e Maternidade Rio do Testo, não foi suficiente para garantir a autonomia financeira da instituição.
A parceria firmada entre a Secretaria de Saúde e o Hospital e Maternidade Rio do Testo, não foi suficiente para garantir a autonomia financeira da instituição. Com um caixa insignificante e que mal cobre as despesas do mês e a folha de pagamento, novamente o hospital passa por uma delicada situação, com o fantasma da falência batendo novamente a porta.
Na quinta-feira (28/09), na reunião de comissões formada por Vereadores, o Diretor do Hospital e Maternidade Rio do Testo, Valmor Kamchen se fez presente e novamente recorreu ao Legislativo e ao Executivo para que a folha de pagamento dos funcionários e outras pendências pudessem ser quitadas ainda este mês. Na oportunidade, os Vereadores questionaram o motivo pelo qual não vem ocorrendo o repasse adequado de verbas por parte da Secretaria de Saúde ao hospital.
A verba solicitada seria referente ao excesso de arrecadação e corresponde ao valor de R$ 30 mil. O hospital já recebe atualmente uma subvenção destinada ao serviço de raio x e outra para custeios. “Prestamos conta de onde são investidas estas verbas tanto ao Executivo, o que incluí a Secretaria de Saúde, quanto ao Conselho Municipal de Saúde, que analisa as contas e vê como os recursos públicos são utilizados pelo hospital”, declarou Valmor.
Arno Müller declarou que o Legislativo, juntamente com o Executivo, estarão nos próximos dias destinando uma verba de R$ 30 mil ao hospital, buscando emergencialmente atender as necessidades da instituição. “Avalio que a falta de verbas do hospital seja um reflexo da má administração do Secretario de Saúde, que não vem repassando recursos suficientes para que a instituição consiga se manter”, relatou Arno.
O Presidente do Legislativo também se manifestou com relação à crítica situação que se encontra novamente o Hospital e Maternidade Rio do Testo. Segundo ele, que presenciou no sábado à noite o funcionamento do plantão médico, é assustadora a procura pelo atendimento médico. Em relação ao orçamento de 2007, Mauro falou que ele só será aprovado pela Câmara de Vereadores, quando ficar completamente clara a autonomia completa do hospital.
Na sessão da Câmara de Vereadores, realizada na segunda-feira (02/10), foi aprovado por maioria, com abstenção da Vereadora Edi Nicolodelli, o Projeto de Lei Ordinária de número 1891/2006, de autoria do Executivo, que Abre Crédito Adicional Suplementar, no Fundo Municipal de Saúde – FMS, por conta dos recursos provenientes da Anulação de Dotações Orçamentárias, do seu excesso de arrecadação do seu superávit financeiro e do excesso de arrecadação verificado na Unidade Gestora Prefeitura.
Segundo o Projeto, A OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, tem dotação contemplada no orçamento do Fundo Municipal de Saúde – FMS, para o exercício corrente, mas o valor previsto ficou insuficiente para cobrir os gastos da organização até o final do ano. Como informação, torna-se necessário registrar, que o Programa de Agentes Comunitários de Saúde – PACS e Programa Saúde da Família – PSF, são realizados através da OSCIP. Portanto, é importante salientar, que toda dotação e recursos destinados a OSCIP, são para o pagamento do pessoal envolvido e contratado para a execução dos programas junto à comunidade pomerodense.
O Executivo solicitou a autorização Legislativa para abertura de crédito adicional suplementar a OSCIP, no valor total de R$ 354.750,00 (trezentos e cinqüenta e quatro mil, setecentos e cinqüenta reais), sendo o valor de R$ 97.000,00, oriundos da anulação total ou parcial de dotações orçamentárias, a importância de R$ 160.750,00 e R$ 32.000,00, por conta do excesso de arrecadação, apurado em contas vinculadas e do Superávit Financeiro do Fundo, respectivamente, e, o valor de R$ 65.000,00, por conta do excesso de arrecadação verificado no presente exercício da Prefeitura.