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A próxima motorista

Há apenas cinco meses atuando como cobradora em uma das linhas da empresa de ônibus Volkmann, Noeli da Luz da Silva, de 40 anos, está prestes a realizar o sonho de se tornar uma motorista.

1 de junho de 2015

Há apenas cinco meses atuando como cobradora em uma das linhas da empresa de ônibus Volkmann, Noeli da Luz da Silva, de 40 anos, está prestes a realizar o sonho de se tornar uma motorista. Quando fez a entrevista para entrar na empresa, aceitou o cargo que havia disponível, mas deixou muito claro que pretendia ir mais longe e seus superiores aprovaram a ideia. Agora, nas horas vagas, Noeli está em treinamento para assumir o novo posto. Ela faz o percurso com o carro vazio, ao lado de um motorista experiente. Já foi para Blumenau, pegou trânsito e estradas de chão. Mas ela, que já possui habilitação para conduzir veículos de transporte de pessoas desde 2011, afirma tirar a função de letra, algo muito fácil para alguém que não tem medo de cair na estrada.

O desejo de se tornar motorista veio cedo e é espelhado na própria família. O tio dela trabalhava na área e desde muito cedo Noeli ficou encantada com a profissão. Desde jovem sonho em dirigir um veículo de grande porte. Achava emocionante ver meu tio dirigindo, conta a cobradora.

A persistência trouxe para ela até a Volkmann. Noeli não sabia que aceitavam mulheres para o cargo de motorista e pensou em se oferecer até para trabalhar na limpeza dos veículos para poder ficar mais próximo da paixão. O gerente de gestão de pessoas da companhia, Peter Volkmann, explica que a única razão de não ter motoristas do sexo feminino na função, até agora, é a falta de procura pelas mulheres. É uma grande felicidade podermos contar com uma condutora mulher. Muitas pessoas acham que apenas homens trabalham nessa função, mas isso não é uma questão política da empresa. Damos oportunidades a pessoas dedicadas e comprometidas com seu trabalho. Noeli é um caso desses. Ela é nossa colaboradora há cinco meses e nunca tivemos uma reclamação dela. Dificilmente contratamos um motorista de início, contratamos como cobrador e observamos como o funcionário desempenha a função. A partir disso, quando surge uma oportunidade oferecemos o cargo a esse funcionário, explica o gestor.

Noeli está sendo muito bem apoiada na decisão. Tem dois filhos. Um de 11 outro de 19, esse último segue os passos da mãe e também trabalha como motorista, mas de um carro pequeno. Os filhos orgulham-se da mãe. Algumas pessoas acham diferente, mas ela é incentivada.

Embora ainda não exista uma vaga em aberto para a função de motorista na Volkmann, ela está se preparando e assim que surgir a oportunidade é a primeira da fila. Segundo Peter, a chance pode aparecer a qualquer momento e quem sabe a cobradora não consiga comemorar o dia do motorista, em 25 de julho, como a primeira mulher a exercer a função em Pomerode?

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