Competição, limites, positividade e confraternização
Superação. Essa foi a palavra de ordem na última quinta-feira (08/03), na Pista de Atletismo do Parque Municipal de Eventos de Pomerode, no 1º Parajep – Jogos Escolares Paradesportivos de Pomerode. Lá se reuniram 55 integrantes das Apaes e escolas de Pomerode, Timbó e Indaial. Participando de várias modalidades os atletas suaram a camisa, literalmente, para conseguir as medalhas.
Superação. Essa foi a palavra de ordem na última quinta-feira (08/03), na Pista de Atletismo do Parque Municipal de Eventos de Pomerode, no 1º Parajep – Jogos Escolares Paradesportivos de Pomerode.
Lá se reuniram 55 integrantes das Apaes e escolas de Pomerode, Timbó e Indaial. Participando de várias modalidades os atletas suaram a camisa, literalmente, para conseguir as medalhas.
Mas nem o sol forte e o calor que não deu trégua desanimaram os atletas que correram, saltaram, arremessaram e fizeram da competição uma grande forma de confraternização. Participaram alunos com algum tipo de deficiência, com idade entre 10 e 21 anos.
Os jogos aconteceram nas seguintes modalidades: atletismo, tênis de mesa e xadrez.
Segundo a coordenadora dos jogos, Ilsani Baptista, todas as escolas de Pomerode foram informadas e orientadas para selecionar os alunos que participaram. “É um chute inicial para envolver mais alunos e incluir eles no esporte para poder participar do Parajesc, que será em abril”, comemora.
E a determinação pôde ser vista em todos os atletas que participaram. Exemplo disso é Felipe Villwoch, que foi estreante na competição e mesmo assim conseguiu bons resultados no arremesso. Sempre incentivado pela mãe, ele a cada arremesso, conseguia bater seus próprios recordes e já garantiu que vai treinar a modalidade para alcançar bons resultados no Parajesc.
A mãe, orgulhosa do filho, estava na torcida, sempre empolgada. “Vai Fê! Isso aí! Agora mais longe… Vai. Você consegue, filho”. Essa é apenas uma pequena amostra do quanto Patrícia Villwoch, se sente vitoriosa junto com o filho. “É a primeira vez dele em jogos assim, e eu estou muito feliz por ele; é como se eu estivesse participando”, diz ela emocionada e sempre de olho no filho que estava competindo.
Emeriellen Andréia Seberino também foi uma das atletas. E fez de tudo, correu, participou do salto em distância, do arremesso. Ela não parecia se cansar em nenhum minuto; e quando perguntamos se elas estava gostando dos jogos e se ela iria ganhar as competições, ela não teve nem tempo para parar e responder, de tão compenetrada que estava nas provas. Apenas balançou a cabeça de forma positiva, deu um sorriso meigo e seguiu em frente.
Carlo Wachholz, um dos coordenadores do evento disse que essa competição já é um sonho de mais tempo, justamente pela representatividade que Pomerode tem em competições a nível estadual e nacional.
“Através dessa nova opção de competições, estamos dando mais oportunidade aos alunos especiais. E para 2013, pretendemos também ampliar o número de alunos participantes nas provas de atletismo e adicionar modalidades, como a bocha paraolímpica”, completa.
Para Ilsani, esta é uma forma de superação dos nossos alunos e uma forma de quebrar paradigmas existentes em relação às pessoas com deficiência. E justamente por isso, que as modalidades são levadas (e muito!), a sério. Para que os atletas estejam aptos para encarar os Parajesc, eles passarão por uma fase preparatória de treinos para alcançar novamente bons resultados para Pomerode.
”É a primeira vez dele em jogos assim, e eu estou muito feliz por ele; é como se eu estivesse participando.” (Patrícia Viliwoch)
Para ganhar medalhas é preciso suar a camisa
Pomerode tem alcançado sempre bons resultados no Parajasc, com participantes da Apae e Apodef. Por esses bons resultados é que a cidade já foi representada também nas Olimípias Brasileiras, lá alcançando boas referências. Para essa competição os treinos acontecem o ano inteiro, em diversas modalidades.
Ilsani Baptista, responsável pelo treinamento dos atletas, diz que é um trabalho árduo, de formiguinha, mas sempre empenhado e focado no objetivo de conseguir superar seus limites.
A competição acontece em maio e tanto alunos como a professora estão dando o melhor de si, para fazer bonito na competição que envolve o estado inteiro.
Outra tarefa agora vai ser treinar os alunos entre 12 e 21 anos, para o Parajesc – Jogos Escolares Paradesportivos de Santa Catarina. Isto é, poderão participar dessas competições, apenas os deficientes físicos e intelectuais, que estiverem matriculados e frequentando o ensino regular das escolas.
Segundo Ilsani, essa ainda será uma etapa a ser vencida, já que ela não poderá assumir sozinha, lamentavelmente, a coordenação do treino dos alunos. “Por isso estou elaborando um projeto e o encaminharei ao Governo Municipal, através da secretaria de Assistência Social, para que um outro professor possa fazer parte desse treinamento, me auxiliando e podendo assim dar um melhor apoio aos atletas”, explica.
Ainda não foram definidas datas para que os treinos do Parajesc aconteçam, já que o projeto precisa de aprovação do município.
Recentemente a Apodef recebeu um Projeto do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, por meio do Programa Fudesporte e o mesmo será utilizado na manutenção de um programa específico paradesportivo. A Apodef ministra treinamento aos atletas pomerodenses, que serão preparados para os eventos paradesportivos. Através da subvenção, novos equipamentos e uniformes poderão ser adquiridos, auxiliando assim no preparo dos atletas.