Carne de porco está mais barata para o consumidor
O consumidor já deve ter notado que o preço da carne suína está baixo. A vantagem é ter à mesa uma carne
saborosa, saudável e barata para complementar as refeições. Mas enquanto para uns é excelente, para o produtor da
carne a situação é preocupante. Em Pomerode, no dia 18 de julho, nos principais supermercados da cidade, o pernil
suíno sem pele tinha preço médio de R$ 6,63 o quilo.
O consumidor já deve ter notado que o preço da carne suína está baixo. A vantagem é ter à mesa uma carne saborosa, saudável e barata para complementar as refeições. Mas enquanto para uns é excelente, para o produtor da carne a situação é preocupante. Em Pomerode, no dia 18 de julho, quarta-feira, nos principais supermercados da cidade, o pernil suíno sem pele tinha preço médio de R$ 6,63 por quilo.
O proprietário de uma empresa de beneficiamento de carne suína do município, Edson Zinnke, relata que para a área de terminação do setor, assim como para os compradores e consumidores da carne, o momento é bom, devido a grande oferta do produto e baixo preço, mas reconhece que para os produtores a situação é grave. Entretanto, ele afirma que na semana do dia 16 de julho, os preços voltaram a subir. “Essa semana o preço pago ao produtor subiu em R$ 0,40. Acredito que o frio estimula o consumo da carne e que no próximo mês, o produtor já deve ter uma recuperação”.
Suinocultura em apuros
Produtores e criadores de suínos do Estado de Santa Catarina e do Brasil estão em alerta com a situação do setor. O custo de produção aumentou devido à queda na produção de soja que, consequentemente fez subir o preço do farelo de soja, principal produto de alimentação dos animais ao mesmo tempo em que a exportação está em queda. Como o mercado interno não consome toda carne produzida, há uma oferta grande no mercado, o que fez os preços pagos ao criador despencarem.
A maior parte desses criadores está localizada na região oeste do Estado e, de acordo com a Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), já contabilizam prejuízos, tanto na criação independente, quanto na conveniada com grandes empresas. Essa entidade revindica ações governamentais para evitar a quebra do setor. Entre as medidas, está o subsídio de preço mínimo pago ao produtor, ampliação do crédito para retenção de matrizes e ampliação do prazo de pagamento de financiamentos.
O governo do Estado já anunciou algumas medidas que visam amenizar os efeitos da crise, como o consumo da carne nas entidades Estaduais (escolas, presídios, etc.), e o governo federal anunciou outras, como a fixação de preço mínimo e extensão do prazo de pagamento das dívidas com a produção. Mas os produtores do Oeste Catarinense alertam que tais medidas federais ainda precisam ser aprovadas pelo Ministério da Fazenda e, por isso, as instituições financeiras ainda não aderiram.