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Perícia técnica é prejudicada pelo não isolamento imediato da área

O campo do Nacional foi interditado pelo delegado Beduschi, na segunda-feira pela manhã. E assim vai permanecer até que saia o resultado da perícia técnica.

21 de abril de 2005

O campo do Nacional foi interditado pelo delegado Beduschi, na segunda-feira pela manhã. E assim vai permanecer até que saia o resultado da perícia técnica realizada pelo técnica criminalista Jucélia Pires Moreira.


Ela e mais dois funcionários da Celesc estiveram no local onde aconteceu a tragédia na tarde de terça-feira. Parte do trabalho de Jucélia foi prejudicado, pois como a área não recebeu o isolamento obrigatório, sendo que a polícia foi notificada apenas na segunda-feira, já haviam sido realizados os consertos nos fios de energia elétrica.


A técnica disse que estas obras não poderiam ter sido feitas sem que a perícia fosse feita. Mesmo assim, trabalhou em conjunto com os funcionários da Celesc. Um deles, subindo no poste onde está localizada a foto-célula, descobriu que a mesma ainda estava ligada. No poste ao lado, achou um fio solto, com a ponta guarnecida por fita isolante. Os fios, cortados, foram levados pela perita.


Aos pais, Jucélia disse que não importava naquele momento qual o poste que deu o curto circuito no alambrado, pois todo ele estava energizado. “Em qualquer ponto que ele tocasse, teria recebido a mesma corrente de energia”. Ela também falou aos pais de Jairo que ele havia servido de fio terra, por isso a descarga recebida foi muito maior que a Maurício.


O funcionário da Celesc cortou todos os fios que conduziam eletricidade aos focos que estavam nos postes, que também foram utilizados para afixar o alambrado.

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