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Utilizando como ingredientes principais, o amor e a paixão

Foi com esta frase que José Carlos Suave, ou Carlinhos como é popularmente conhecido entre os colaboradores da Cativa Têxtil, iniciou a entrevista. Aos 46 anos, relata que iniciou na empresa no dia 01/08/1997. Prestes a completar 16 anos de casa, conta que é apaixonado pelo que faz e que prepara as refeições da empresa com o mesmo empenho e dedicação que o faz quando cozinha para seus familiares.

1 de junho de 2015

Foi com esta frase que José Carlos Suave, ou Carlinhos como é popularmente conhecido entre os colaboradores da Cativa Têxtil, iniciou a entrevista. Aos 46 anos, relata que iniciou na empresa no dia 01/08/1997. Prestes a completar 16 anos de casa, conta que é apaixonado pelo que faz e que prepara as refeições da empresa com o mesmo empenho e dedicação que o faz quando cozinha para seus familiares.
Eu tinha 30 anos quando comecei a trabalhar na Cativa. Tinha um restaurante no centro de Pomerode que acabou fechando. Meu irmão trabalhava aqui e disse que tinha uma oportunidade. Pensei em ficar um tempo parado. Cheguei aqui às 9h30min e fiz a entrevista. Às 10h30min me ligaram dizendo que eu era para começar às 13h. Iniciei no mesmo dia, revela entre risos.
Carlinhos conta que naquela época a empresa era bem diferente. A estrutura como um todo era bem menor. Trabalhávamos em três pessoas na cozinha. Foi um desafio. Mesmo que eu tivesse experiência na área, cozinhar para quase 700 funcionários é uma grande responsabilidade. São em média 35 quilos de arroz e 12 de feijão por dia. Hoje trabalhamos em 11 pessoas, além da nutricionista. Quando comecei na Cativa, até as compras eu fazia.
A paixão por cozinhar sempre fez parte de sua vida. Aprendi desde cedo. Meus pais saíam para trabalhar e eu tinha que cozinhar para meus irmãos. Acredito que seja uma espécie de dom que recebi de presente. Fiz um curso de Alta Gastronomia, mas muito do que sei foi na prática mesmo que aprendi.
O elogio como motivação – Quem não gosta de receber elogios? Com Carlinhos não é diferente. Ele vê no reconhecimento por parte de seus colegas de empresa a motivação necessária para continuar se empenhando cada vez mais para levar diariamente à mesa, pratos variados, preparados com muito amor. Sei que ninguém, por mais dedicado que seja, agradará cem por cento. O carinho que preparo o alimento aqui é o mesmo com o qual cozinho em casa. Tenho bons produtos para cozinhar e uma boa estrutura, o que ajuda bastante. Trabalhar assim é prazeroso. A empresa nos oferece boas condições de trabalho.

Alimentação saudável – A elaboração dos pratos é feita em parceria com a nutricionista da empresa. Discutimos em conjunto. Fizemos pesquisas de satisfação com os colaboradores. Nunca tivemos problemas com relação a qualidade dos alimentos ou com intoxicação alimentar. O bem-estar dos nossos colegas é o nosso compromisso.
Alimentação saudável é uma meta da equipe de colaboradores que trabalha na cozinha da Cativa Têxtil. No cardápio diário temos cinco tipos de salada. Inserimos arroz integral e o feijão é magro, a não ser em dia de feijoada. Uma guarnição complementar, dois tipos de carne, também são oferecidos diariamente, além da sobremesa e do suco. Em cada prato é informado, por porção, a quantidade de calorias daquele alimento.
Gestantes e universitários recebem uma atenção especial por parte da Cativa. As grávidas tem direito a um iogurte por dia, além de frutas a vontade. Os universitários, por sua vez, antes de irem para aula, recebem um lanche.

Receita Gourmet – Carlinhos conta que foi implementado recentemente na empresa o projeto Receita Gourmet, que consiste no estímulo dos colaboradores, para que os mesmos contribuam com sugestões de receitas que gostariam que fossem implementadas no cardápio. Eles mandam sugestões, há um sorteio, a diretoria aprova e inserimos no cardápio.

Um cozinheiro multifuncional – Nos dias em que clientes, executivos, representantes, fornecedores, ou outra espécie de convidado almoça na empresa, Carlinhos divide-se em dois. Quando temos visitantes de outras regiões do país, servimos um cardápio especial, tipicamente germânico. Mostramos um pouco da cultura alemã através da gastronomia. Eles saem encantados com os pratos.
Carlinhos encerra seu expediente e vai para casa, cozinhar. Não canso não. Quando se faz com amor aquilo se gosta, quanto mais se faz, mais feliz a gente fica.

Futuras melhorias – A preocupação com a qualidade de vida de seus colaboradores e com um ambiente de trabalho agradável, sempre foram bandeiras defendidas pela direção da empresa. Conforme Carlinhos, as evoluções neste sentido são constantes. Por gostarmos do que fazemos e por sabermos trabalhar em grupo, os alimentos mantém a característica caseira, mesmo sendo produzidos em grande escala.

Momentos especiais – Questionado com relação aos momentos mais especiais que marcaram sua vida na Cativa, Carlinhos lembra, com um sorriso no rosto, um a um. Sempre tive um bom contato com os diretores, são pessoas acessíveis e muito simples. Sempre tiveram boa vontade, me oferecem um ambiente de trabalho gostoso. Mas teve um momento em especial que me marcou, quando meu pai faleceu. A empresa naquela época enfrentava um momento turbulento, mesmo assim, eles me ajudaram, foram muito mais que chefes, foram amigos. Sou muito grato por isso.
Outro grande momento apontado por Carlinhos foi quando a Cativa, há muitos anos, estava de aniversário e ele sugeriu que fosse feito um bolo para os colaboradores. A direção adorou a minha ideia e desde lá, ano após ano, seguimos preparando, aqui na empresa mesmo, um bolo em comemoração a data. Em outras datas comemorativas também fizemos pratos especiais, para que não passe em branco e para que nossa equipe se sinta valorizada.
Muitas vezes, um simples comentário, marca de forma significativa a vida de uma pessoa. Esta afirmação é endossada por Carlinhos, que lembra, de maneira especial, uma observação feita por seu presidente, Gilmar Sprung. Uma vez o seu Gilmar me olhou num dia em que tivemos um almoço especial e disse: ‘Carlinhos, você é um homem feliz, pois faz aquilo que gosta. – Eu olhei e fiquei pensando. Na hora não disse nada. Mas aquilo me marcou muito, pois ele tem razão, amo meu trabalho.

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