Vocação, trabalho e fé: um tripé de sucesso
Desde que o mundo é mundo, as pessoas sentem a necessidade de trocar coisas e mercadorias entre si. As primeiras atividades comerciais se baseavam em trocas naturais em que as partes estipulavam livremente a quantidade e os produtos que poderiam envolver as suas negociações.
Desde que o mundo é mundo, as pessoas sentem a necessidade de trocar coisas e mercadorias entre si. As primeiras atividades comerciais se baseavam em trocas naturais em que as partes estipulavam livremente a quantidade e os produtos que poderiam envolver as suas negociações.Dos mascates aos pequenos e médios comerciantes e destes aos grandes conglomerados econômicos, a história do comércio foi marcada pela criatividade humana, pelo fascínio do consumismo e pelas tentativas em atendê-lo.
Por isso, no dia 16 de julho, comemorou-se o Dia do Comerciante, em alusão ao nascimento de Visconde de Cayru – José da Silva Lisboa. Figura histórica e político baiano, exerceu grande influência junto ao príncipe regente português D. João VI à abertura dos portos brasileiros para o comércio com as nações amigas, em 1808. A data foi instituída pelo presidente do Senado Federal, João Café Filho, em 26 de outubro de 1953.
Entre meados do século XIX e a Primeira Guerra Mundial, a relação comercial entre os países cresceu ainda mais, e se intensificou depois da Segunda Grande Guerra. Conforme dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o comércio vem crescendo mais que a produção mundial (PIB). Este crescimento acelerado deve-se à diminuição das barreiras alfandegárias e ao desenvolvimento das telecomunicações e dos transportes.
O maior acesso da população às novas tecnologias de comunicação, devido ao seu barateamento, permite a pesquisa de mercado e a realização de novos polos de compra e venda. Já no caso da melhoria dos meios de transporte, a construção e o aperfeiçoamento de rodovias, ferrovias, portos marítimos e aeroportos, naturalmente, facilitam o deslocamento de produtos.
Atender as necessidades dos consumidores, sejam eles diretos ou indiretos, é a missão constante dos comerciantes. Por isso, a atividade, antes de tudo, deve estar no sangue, para que ela seja bem sucedida. Exemplo disso, em nossa cidade, é Marcos Beber, proprietário de seis lojas, que atendem diversos segmentos.
Sua relação com o comércio iniciou muito cedo, uma vez que em 1967, seu pai, Lucino Beber, abria a sua loja em Pomerode. Quando abrimos, éramos pequenos e nossa casa ficava anexa à loja. Por isso, minha mãe realizava os afazeres domésticos e colocava minha irmã e eu para cuidarmos do estabelecimento. Quando chegava algum cliente, eu avisava que alguém havia entrado na loja. Por isso, desde muito cedo, pude vivenciar este mundo, relata.
Marcos conta também que, desde os 14 anos, começou a estreitar sua relação com o ramo comercial. Naquela época, acompanhava meu pai até São Paulo, para comprar mercadorias. Era muito mais complicado, pois íamos com ônibus de linha, às vezes voltávamos de carona, em um caminhão. Mas tudo isso serviu como aprendizado e me deu base para que eu pudesse abrir meu próprio negócio anos mais tarde.
Tendo passado pelo seminário e também atuado em outras áreas, Marcos e sua esposa, Marlise, há 13 anos, resolveram abrir seu próprio negócio e colocar seus conhecimentos na área comercial a serviço da população pomerodense. Nascia a Jolana Modas. No começo, como tudo nesta vida, foi um pouco difícil, mas como já conhecia as ‘manhas, sabia quais caminhos deveria percorrer. Com o passar do tempo e atendendo aos pedidos dos clientes, comecei a expandir o negócio e a atuar em outros segmentos, como produtos mais populares (Barato João), linha infantil (Jolaninha) e linha social (Jolana Trajes Finos). Cada um deles foi um desafio, mas também serviu para ‘desafogar a Jolana. Neste ramo, é preciso ter coragem e ousadia para alçar novos voos. As oportunidades surgiram e não pudemos perdê-las. Como diz o ditado, ‘cavalo encilhado não passa duas vezes e, graças a Deus, conseguimos nos estabelecer e hoje mantemos seis lojas, cinco em Pomerode e uma em Jaraguá do Sul., enfatiza.
Qual o segredo para o sucesso de um estabelecimento comercial? Marcos Beber tem a resposta na ponta da língua. Paixão, em primeiro lugar, pois como em qualquer profissão, devemos gostar daquilo que fazemos. Além disso, é preciso ter boas opções de mercadorias, bom atendimento, empreendedorismo e fatores agregados, como flexibilidade e serviços de qualidade. Estar de ‘olho nos concorrentes também faz parte, pois podemos evoluir e melhorar ainda mais a nossa qualidade. No começo, tivemos muita resistência em alguns aspectos, mas com determinação, conquistamos nosso espaço.
O apoio da família, segundo o comerciante, também é fundamental. Assim como aconteceu com o meu pai, minhas filhas também me ajudam, bem como a minha esposa. Nunca forçamos a nada e elas começaram porque também gostam. Eu acredito que o comércio esteja no sangue, por isso, é que dá certo. Claro, o lucro e a sobrevivência são importantes e primordiais, mas realizar o trabalho com dedicação é o que mais me satisfaz, ressalta Marcos.
Entretanto, nada disso seria realidade se a espiritualidade não fizesse parte da família Beber. Segundo Marcos, administrar tantos ramos diferentes requer tempo e dedicação, mas a presença de Deus faz com que o sucesso venha de maneira natural. Desde pequenos, fomos criados com muita fé, pelos nossos pais. Por isso, acredito que tudo o que conquistamos durante todos esses anos, é fruto da obra de Deus em nossas vidas. Tenho certeza que sem ele, nada disso teria acontecido, finaliza.
Marcos Beber é a prova viva de que, acima de tudo, para se ter sucesso em um empreendimento, é necessário vocação, trabalho e fé.