Doe vida ao Emanuel
Em apenas dez minutos você pode salvar a vida de um garotinho de 9 anos, morador de Pomerode, ou de alguém do outro lado do mundo
Medula óssea: doe, é muito rápido e fácil
A comunidade pomerodense foi tocada pelo caso do garoto Emanuel, de apenas 9 anos, vítima do câncer pela terceira vez. Depois de anos de tratamento, ter passado por inúmeras sessões de quimioterapia e radioterapia, desta vez, a médica que acompanha o caso alertou sobre a necessidade de um transplante de medula óssea. O problema é que nenhum membro da família é compatível e, por isso, tiveram que começar uma verdadeira corrida contra o tempo para achar um doador. Para piorar ainda mais a situação, a chance de compatibilidade é de 1 a cada 100 mil. Por isso quanto mais gente se cadastrar no banco de medula, maiores são as chances de pessoas que estão na mesma situação de Emanuel vislumbrarem uma luz no fim do túnel.
Com o apoio do Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina) e da comunidade em geral, a família de Emanuel iniciou uma campanha por meio das redes sociais. A ideia é alcançar um grande público e mostrar que é muito simples se tornar um doador. O Emanuel está conhecido no Hemosc, bastante gente está apoiando a causa e se tornando doador. Meu filho precisa fazer transfusões de sangue quando seu sistema imunológico fica comprometido, e algumas pessoas vão doar sangue e acabam entrando no cadastro para serem doadores, também, de medula óssea, explica Rosana Scheidt Penteado, mãe de Emanuel.
A doação de medula é muito mais simples do que possa parecer. O doador vai até o Hemosc, recolhe uma amostra de sangue, que será analisado, responde um questionário e já está cadastrado. Não demora nem dez minutos. Caso alguém seja compatível, o doador será acionado e só então será retirada a medula para o transplante em si.
A amiga da família de Emanuel, Rosimeri Bittelbrunn, de 36 anos, é uma das doadoras. Sentiu-se na obrigação de fazer alguma coisa para ajudar e junto com o marido, Maicon e da irmã Rosane Ott, foram até o Hemosc de Blumenau fazer o cadastro no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), ela conta que foi muito fácil e incentiva quem ainda não fez. Fomos eu, meu marido e minha irmã. O procedimento é muito simples, não demorou dez minutos. Fizeram umas perguntas, pegaram nossos contatos e tiraram 5 ml de sangue. Nós conhecemos o caso e eu me coloco no lugar da Rosana, pois também sou mãe. Ela é muito corajosa e tem muita força. Fazer a doação vale a pena. Dar um pouco de mim pode fazer a diferença para o outro, explica Rosimeri.
A comunidade está envolvida. A página Ajude o Emanuel a conseguir um doador de Medula, do Facebook já possui quase mil curtidas. Mas a campanha não vai parar por ai. No próximo sábado, dia 26 de julho, serão distribuídos folders com informações para conquistar novos doadores, em frente a Farmalan, no centro da cidade, além de incentivo em reunir funcionários em empresas para irem em grupo ao Hemosc.
Doação de medula óssea – Para tentar encontrar um doador compatível, Emanuel está cadastrado no Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina). A entidade faz parte de um banco de dados nacional, com cerca de 3 milhões de pessoas cadastradas. É muito difícil encontrar uma pessoa compatível, por isso é importante ter um banco de dados extenso, explica a Responsável pela Captação de Doadores do Hemosc, Thayse Molinari. De acordo com ela, cerca de 3 milhões de pessoas estão cadastradas e que até maio deste ano foram encontradas 111 pessoas compatíveis para realização do transplante. Por isso a importância de chamar a população para fazer o cadastro.
Quem pode ser doador? – Podem ser doadores pessoas com boa saúde e idade entre 18 e 55 anos. O procedimento consiste na retirada da medula do interior de ossos da bacia, por meio de punções. A medula do doador se recompõe em apenas 15 dias. Para doar basta procurar um Hemocentro ou Banco de Sangue mais próximo a sua residência e cadastre-se como Doador de Medula.
Será retirado uma pequena quantidade de sangue da veia do doador que será tipdo para HLA, um exame de laboratório identificador de características genéticas. O HLA ficará disponível no REDOME (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea) e quando um paciente aparecer a compatibilidade será verificada. No caso de ser compatível, o possível doador é contatado para decidir sobre o procedimento e seu estado atual dessaúde será avaliado.
Vale ressaltar que para o doador, a doação será um incomodo passageiro. Para o paciente será a diferença entre a vida e a morte.