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Reurbanização diminui vagas

As alterações estão gerando descontentamento, principalmente com relação à diminuição de vagas para estacionamento, fato já amplamente discutido.

1 de junho de 2015

Depois de quase dois anos de trabalho e muitas polêmicas, as obras de reurbanização do Centro da cidade estão chegando ao fim. Na semana passada, foram realizadas as pinturas da sinalização horizontal, incluindo a pintura da ciclovia e faixas de pedestres, bem como a colocação da sinalização vertical (placas), a fim de orientar os motoristas que trafegam pelas ruas Paulo Zimmermann e Frederico Weege. Só que as alterações estão gerando descontentamento, principalmente com relação à diminuição de vagas para estacionamento, fato que já havia sido amplamente discutido quando as obras ainda estavam sendo executadas.
Para o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento, Mauricio Eduardo Gorigoitia Vega, foi necessário realizar estas adequações para que o trânsito fluísse melhor por essas duas vias, criando uma nova Mobilidade Urbana, na qual os pedestres e ciclistas se sobressaem aos automóveis. Na próxima semana, deve estar sendo feito o levantamento final da obra de reurbanização e sendo enviada à Caixa Econômica Federal (CEF) a solicitação de encerramento. Uma vez feito este procedimento, a CEF envia um engenheiro para fazer a vistoria final e emitir o documento de finalização de obra. A partir deste documento, será analisado um projeto de melhoria da região, onde será chamado uma Reunião Pública para debater quais melhorias podem ser implantadas, ressalta. Para explicar as mudanças ocorridas no Centro, principalmente com relação a estacionamentos e fluxo, o Secretário concedeu entrevista à redação do Jornal de Pomerode.

Jornal de Pomerode – Quantas vagas foram diminuídas e em quais pontos?
Secretário Mauricio Vega – Se contarmos desde antes da reurbanização, foram eliminadas 40 vagas em vários pontos. Mas contando agora, após o término das obras, seriam aproximadamente 25 vagas, entre elas, lado direito da Rua Paulo Zimmermann, a partir da Caixa Econômica Federal até a ponte, e em frente à E.E.B. José Bonifácio (Rua Frederico Weege), nas laterais da faixa de pedestres.

JP – Qual o número de vagas existentes no Centro, atualmente?
SMV – Conforme o projeto original, teríamos três vagas exclusivas para portadores de deficiência física, quatro vagas exclusivas para táxis, duas vagas exclusivas para farmácia, nove vagas para motocicletas e 32 vagas para automóveis, somando 50 vagas no total.

JP – Qual o impacto destas mudanças para o trânsito, principalmente naquela região?
SMV – O impacto desta mudança é a preferência do pedestre e do ciclista perante os veículos motorizados. Isso vai alterar a Mobilidade Urbana.

JP – Houve alguma alteração, nesse sentido, em relação ao projeto original da reurbanização?
SMV – Fizemos uma consulta e pudemos fazer uma modificação em relação ao projeto original, que foi a colocação de sinalização de Proibido Parar e Estacionar na Rua Paulo Zimmermann, que não constava no projeto.

JP – Essa medida pode causar prejuízos, principalmente aos comerciantes?
SMV – No início pode sim, mas é questão de mudar os hábitos dos usuários e, principalmente, dos próprios comerciantes e funcionários dos bancos, não estacionando em frente aos seus estabelecimentos, deixando o local rotativo.

JP – Quais as alternativas que os motoristas terão para que possam estacionar seus veículos no Centro?
SMV – Os comerciantes e funcionários devem estacionar em outras áreas, como o Teatro Municipal, estacionamentos particulares, enfim, deixando a área de estacionamento central ser rotativa para os clientes.

JP – Há alguém orientando para que os condutores não estacionem mais nas antigas vagas?
SMV – Nos dois primeiros dias, houve agentes da Gerência de Trânsito (Getran) orientando os motoristas. Mas, como a Getran possui apenas dois agentes, não há condições de se manter um plantão permanente na via.

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