Delimitação de áreas é realizada em Pomerode
Na última semana, dois integrantes do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) estiveram em Pomerode, com o objetivo de delimitar áreas de alto e muito alto risco a enchentes e deslizamentos no município. Anualmente, inúmeros desastres decorrentes de eventos naturais castigam todo o país, como as inundações de Alagoas e Pernambuco em 2010, de Santa Catarina em 2011, entre outros.
Na última semana, dois integrantes do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) estiveram em Pomerode, com o objetivo de delimitar áreas de alto e muito alto risco a enchentes e deslizamentos no município.
Anualmente, inúmeros desastres decorrentes de eventos naturais castigam todo o país, como as inundações de Alagoas e Pernambuco em 2010, de Santa Catarina em 2011 e das chuvas catastróficas ocorridas na região serrana do Rio de Janeiro, em Janeiro de 2011, repetido em 2012 nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, e em fevereiro de 2012, no Acre. Esses desastres acarretaram a perda de milhares de vidas humanas e ultrapassaram em todas as expectativas as previsões dos sistemas de alerta existentes. Desta forma o Governo Federal sentiu a necessidade da criação de um programa de prevenção de desastres naturais, visando minimizar os efeitos desses eventos sobre toda a população. Pomerode foi uma das cidades incluídas no roteiro de visitas.
O programa é executado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), empresa do Governo Federal ligada ao Ministério de Minas e Energia, durante quatro anos. O projeto foi iniciado em novembro de 2011, em localidades selecionadas pela Defesa Civil Nacional, com o objetivo de mapear, descrever e classificar as situações com potencialidade para risco alto e muito alto.
Os documentos gerados pelo projeto serão disponibilizados em caráter primário às defesas civis de cada município e os dados finais irão alimentar o banco nacional de dados do recém-criado CEMADEN (Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).
Metodologia
O trabalho é desenvolvido com a visita de campo às áreas com histórico de desastres naturais ou naqueles municípios que já identificaram situações de risco, ainda que sem registro de acidentes. No local são observadas as condições das construções e seu entorno, situação topográfica, declividade do terreno, escoamento de águas pluviais e de águas servidas, e indícios de processos desestabilizadores de terreno ou possibilidades de inundação. O trabalho é complementado com análise de imagens aéreas de setores mais amplos do terreno, definindo-se um setor de risco de acordo com um conjunto de situações de similares dentro de um mesmo contexto geográfico.