Como facilitar o socorro
Porteiras estreitas que não permitem a passagem da ambulância e casas sem numeração são algumas das dificuldades
que o SAMU e o Corpo de Bombeiros enfrentam no momento do atendimento
NA SEDE do SAMU o telefone toca anunciando uma ocorrência, alguém passa mal em casa. De pronto os socorristas entram na ambulância, disparam rumo ao endereço em alta velocidade fazendo ultrapassagens perigosas para chegar o mais rápido possível ao destino. Mas ao chegar lá não encontram a numeração da casa. E voltas são dadas desperdiçando o tempo que poderia ser fundamental para salvar uma vida. O atendimento acontece, e por sorte tudo dá certo, mas em outra situação o desfecho poderia ser fatal. Por isso é fundamental passar claramente as informações sobre localização ao chamar pelo socorro.
Como bem se sabe salvar vidas é a função primordial dos profissionais do SAMU e do Corpo de Bombeiros. São eles os primeiros a chegar em situações mais extremas como acidentes, incêndios ou no socorro de pessoas que tiveram um mau súbito dentro da própria casa. Tantos os socorristas do SAMU quanto os Bombeiros de Pomerode alertam sobre os cuidados que as pessoas que chamam o socorro em domicilio precisam ter.
De acordo com informações do SAMU, uma das principais dificuldades está relacionada com as porteiras construídas nas entradas das propriedades. As porteiras muitas vezes impedem a entrada da ambulância na residência. Um socorrista do SAMU conta que certa vez teve de carregar um paciente na maca por 150 metros debaixo da chuva, porque a ambulância não passou pela entrada da casa. Em outra ocasião, durante uma chamada por telefone, foram passadas informações de modo equivocado para a equipe e enquanto os socorristas procuravam o endereço foi avistado um grupo de pessoas reunidas que não aparentavam ter nenhuma relação com a chamada. A ambulância passou por eles diversas vezes sem encontrar a casa, e ao parar para pedir informações o grupo avisou que a ocorrência havia acontecido ali. “Nenhum deles se manifestou para avisar, mesmo nos vendo”, queixa-se o socorrista. A falha de comunicação nos chamados acontece com frequência. Toda semana as equipes vivenciam essas situações.
O Bombeiro Walmir Fischer conta que também enfrenta questões como as descrevidas acima. Na última terça-feira, 28 de outubro, por exemplo uma pessoa fez um chamado e utilizou uma associação como referência do endereço, mas mandou a equipe para o lado oposto, atrasando o atendimento. Em alguns casos, como a queda de um veículo de um morro por exemplo, a dificuldade de acesso é inevitável, mas para isso, são feitos treinamentos para otimizar as buscas e reduzir o tempo do atendimento. Contudo em outras situações, como os socorros a domicilio, que têm maior chance de serem controladas é fundamental que a informação de localização seja passada de modo correto. “Para facilitar o socorro a pessoa deve passar o endereço correto, com número certo. Algumas casas tem acesso distante da rua principal e os moradores não colocam o número da casa neste acesso. Nesses casos o ideal é alguém ficar de prontidão para sinalizar a entrada. Pontos de referência também são úteis mas quando a orientação é clara”, finaliza o bombeiro.
Fotos: Arquivo/JP