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Uma lição de vida e adrenalina

Uma mistura de adrenalina e viagens, ainda sob duas rodas, não é para muitos. O gosto por aventuras precisa estar vivo e muitas vezes, não se encontra disposição. Mas disposição é algo que não falta para o Sr. Egon Volkmann, de 74 anos. Conhecido na cidade pelas carretas que dirigia há anos, e pelas entregas de deliciosos doces e salgados que fazia até um tempo, hoje, totalmente aposentado.

1 de junho de 2015

Uma mistura de adrenalina e viagens, ainda sob duas rodas, não é para muitos. O gosto por aventuras precisa estar vivo e muitas vezes, não se encontra disposição. Mas disposição é algo que não falta para o Sr. Egon Volkmann, de 74 anos. Conhecido na cidade pelas carretas que dirigia há anos, e pelas entregas de deliciosos doces e salgados que fazia até um tempo, hoje, totalmente aposentado dessas funções, uma das suas maiores paixões é pilotar a sua moto.
Uma Honda 250CBR é o 'brinquedo' de Sr. Egon, que percorreu no último fim de semana, mais de 500 quilômetros. A viagem foi para Osório, no Rio Grande do Sul, acompanhado de um grupo de apaixonados pelo mesmo hobby. Uma das companhias, inclusive, foi um dos filhos.
Sr. Egon conta que motocicletas sempre o chamaram atenção. A primeira, foi uma NSU, que comprou aos 19 anos. Depois disso passou por vários outros modelos e, inclusive, por uma lambreta.
'Hoje eu vivo para mim, já trabalhei bastante e agora chega de trabalhar. Me dedico à minha moto, à minha oficina aqui em casa onde conserto os eletrodomésticos e assim vou vivendo.
Diante de acidentes envolvendo motocicletas, ele diz que muitas vezes não há o que fazer, mas que também existem as pessoas que não respeitam as leis e extrapolam. 'O segredo é andar normal, com consciência e muita atenção, assim, se faz um bom caminho e uma boa viagem', ensina.
Ele conta ainda, que em algumas viagens sua esposa, Madalena, o acompanhou na garupa da moto; mas que na maioria dos casos, ela ia de carro. 'Eu acho melhor assim, a dama vai de carro e o homem de moto, é mais confortável', comenta.
Por causa do entupimento de duas veias do coração, quase que Sr. Egon não pôde mais fazer uma das coisas que mais gosta. Depois de fazer cateterismo e passar vários dias na UTI, ele se recuperou bem e ficou satisfeito por não precisar largar as 'duas rodas.'
'A gente não pode se entregar. Se isso acontecer, a gente morre. Não pode ficar dentro de casa, numa cama, reclamando e não fazendo nada; isso só piora e aí a gente não faz mais nada da vida', aconselha.
Anualmente, em Pomerode, acontece o Encontro de Motos, evento tradicional do calendário pomerodense. Evento tradicional também, para Sr. Egon, que não falta a um na cidade. 'Mas eu também vou para muitos outros lugares, onde dá, eu participo'.
Ele revela ainda, seus planos para os próximos meses. 'Eu gosto muito de automobilismo, principalmente Velocidade na Terra. Eu sempre assisto na TV e agora vai ser ainda melhor, porque o Rafael Ramthum vai voltar; e eu já estou programado para assistir a próxima corrida dele; e claro, eu vou de moto'.
'Eu nunca quero deixar isso. Enquanto eu puder e tiver saúde para isso, vou continuar andando de moto, até Deus permitir', finaliza.

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