Dia Nacional de Luta
Manifestação realizada no dia 11 de julho deste ano, no município vizinho de Blumenau, contou com reforço de trabalhadores e sindicalistas pomerodenses.
Fim do Fator Previdenciário; jornada de 40 horas semanais sem redução salarial; reajuste digno para os aposentados; mais investimentos em saúde, educação e segurança; transporte público de qualidade; fim do Projeto de Lei 4330, que amplia a terceirização; reforma agrária e fim dos leilões do petróleo foram as bandeiras defendidas pelos trabalhadores, distribuídos em sete sindicatos do município.A instrução recebida pelas lideranças sindicais foi para que representantes de sindicatos instalados em cidades com números menores de habitantes participassem das ações realizadas nos grandes centros de Santa Catarina. Desta forma, a manifestação realizada no dia 11 de julho deste ano, no município vizinho de Blumenau, contou com reforço de trabalhadores e sindicalistas pomerodenses.
Todos os sindicatos locais fecharam suas portas e foram com suas lideranças para Blumenau. Foi a oportunidade que encontramos para discutir coletivamente a nossa pauta de reivindicações, que tem como pontos principais o Fator Previdenciário e a jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial. Na verdade, são bandeiras permanentes que os sindicatos defendem, não somente surgiram agora quando o povo foi pra as ruas. Com identidade, organização e serenidade, debatemos problemas nacionais periodicamente, traçando diretrizes e promovendo ações, explicou Antenor Zimermonn, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Eletroeletrônico de Pomerode.
Wolfgang Schumann, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fiação, Tecelagem, Vestuário, Couro e Calçados de Pomerode e coordenador intersindical, relata que outras ações foram desempenhadas paralelamente. Os sindicatos de Pomerode fizeram ainda uma panfletagem em diversas empresas do município, também no dia 11 de julho. O material explicava a pauta por completo. Vamos organizar outras ações nos próximos dias, que ainda estão sendo definidas. Mais de três mil pessoas participaram da passeata em Blumenau. Demostramos, de maneira ordenada e com muita união que estamos mobilizados na construção de uma sociedade mais justa e humanizada, primando pelo respeito de todos.
Os dois presidentes sindicais são unânimes quando avaliam a manifestação realizada em Blumenau: Atingiu os objetivos esperados e serviu para que pudéssemos somar forças. O grito que ecoa das ruas por melhorias em saúde, educação, transporte público, segurança, moradia, entre outros, são antigas reivindicações das Centrais Sindicais e dos Movimentos Sociais. Contudo, este é o momento certo para conquistar os avanços necessários para que tenhamos, realmente, um Brasil mais justo e igualitário, com valorização da classe trabalhadora e com uma distribuição mais justa de renda. A união entre a classe trabalhadora e a população levará para as ruas das cidades brasileiras os maiores atos de protestos do país.
Finalizando a entrevista, os presidentes convocam todos os trabalhadores pomerodenses a procurar os sindicatos que representam as categorias em que se enquadrem, para que, assim, possam participar desta e de outras lutas.