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A doença do esquecimento

A doença de Alzheimer é conhecida como a “doença do esquecimento”. No entanto, além da perda de memória, ela provoca uma progressiva e irreversível deterioração de funções como linguagem, razão e habilidade de cuidar de si próprio. Cerca de 10% das pessoas acima de 65 anos e 25% com mais de 85 anos, podem apresentar algum sintoma dessa enfermidade e são inúmeros os casos que evoluem para demência.

1 de junho de 2015

A doença de Alzheimer é conhecida como a “doença do esquecimento”. No entanto, além da perda de memória, ela provoca uma progressiva e irreversível deterioração de funções como linguagem, razão e habilidade de cuidar de si próprio.
Cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos, podem apresentar algum sintoma dessa enfermidade e são inúmeros os casos que evoluem para demência. Feito o diagnóstico, o tempo médio de sobrevida varia de oito a 10 anos.

A doença em Pomerode
Atualmente, existem nove pomerodenses diagnosticados com a doença pelo SUS, segundo a Secretaria de Saúde. Ou seja, são pessoas que retiram o medicamento, gratuitamente, no Posto de Saúde. Esse número não conta os diagnósticos e compra de medicamentos particulares.

Causas
A causa da doença não é especificada. No entanto, acredita-se que haja uma predisposição genética para seu aparecimento. Nesses casos, ela pode desenvolver-se precocemente, por volta dos 50 anos.
Pesquisadores levantam a hipótese de que algum vírus e a deficiência de certas enzimas e proteínas estejam envolvidos no estudo das causas da doença. Outros especulam que a exposição ao alumínio e seu depósito no cérebro possam contribuir para a instalação do quadro, mas não foi estabelecida nenhuma relação segura de causa e efeito a respeito disso.

Sintomas
* Estágio I (forma inicial) – alterações na memória, personalidade e habilidades espaciais e visuais;
* Estágio II (forma moderada) – dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos; agitação e insônia;
* Estágio III ( forma grave) – resistência à execução de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer, deficiência motora progressiva;
* Estágio IV (terminal) – restrição ao leito, mutismo, dor à deglutição, infecções intercorrentes.

Diagnóstico
Não há um teste diagnóstico definitivo para a doença de Alzheimer. A doença só pode ser realmente diagnosticada na autopsia. Médicos baseiam o diagnóstico no levantamento minucioso do histórico pessoal e familiar, em testes psicológicos e por exclusão de outros tipos de doenças mentais. Mesmo assim, estima-se que o diagnóstico possa estar equivocado em 10% dos casos.

Tratamento
Até o momento, a doença permanece sem cura. O objetivo do tratamento é minorar os sintomas. Atualmente, estão sendo desenvolvidos medicamentos que, embora em fase experimental, sugerem a possibilidade de controlar a doença.

Medicamento gratuito
O Ministério da Saúde fornece uma série de medicamentos gratuitamente para os portadores da doença. Para adquiri-los, basta encaminhar-se ao Posto de Saúde de sua cidade e cadastrar-se para obter o direito de receber o medicamento de forma gratuita. Também não é necessário levar a receita de um médico do posto. Pode ser particular, convênio ou SUS, o direito permanece.

Recomendações
Cuidar de doentes de Alzheimer é desgastante. Procurar ajuda com familiares e/ou profissionais pode ser uma medida absolutamente necessária.
Algumas medidas podem facilitar a vida dos doentes e de quem cuida deles:
* Fazer o portador de Alzheimer usar uma pulseira, colar ou outro adereço qualquer com dados de identificação (nome, endereço, telefone, etc.) e as palavras “Memória Prejudicada”, porque um dos primeiros sintomas é o paciente perder a noção do lugar onde se encontra;
* Estabelecer uma rotina diária e ajudar o doente a cumpri-la. Espalhar lembretes pela casa (apague a luz, feche a torneira, desligue a TV, etc.) pode ajudá-lo bastante;
* Simplificar a rotina do dia-a-dia de tal maneira que o paciente possa continuar envolvido com ela;
* Encorajar a pessoa a vestir-se, comer, ir ao banheiro, tomar banho por sua própria conta. Quando não consegue mais tomar banho sozinha, por exemplo, pode ainda atender a orientações simples como: “Tire os sapatos. Tire a camisa, as calças. Agora entre no chuveiro”;
* Limitar suas opções de escolha. Em vez de oferecer vários sabores de sorvete, ofereça apenas dois tipos;
* Certificar-se de que o doente está recebendo uma dieta balanceada e praticando atividades físicas de acordo com suas possibilidades;
* Eliminar o álcool e o cigarro, pois agravam o desgaste mental;
* Estimular o convívio familiar e social do doente;
* Reorganizar a casa, afastando objetos e situações que possam representar perigo. Tenha o mesmo cuidado com o paciente de Alzheimer que você tem com crianças;
* Conscientizar-se da evolução progressiva da doença. Habilidades perdidas jamais serão recuperadas;
* Providenciar ajuda profissional e/ou familiar e/ou de amigos, quando o trabalho com o paciente estiver sobrecarregando quem cuida dele.

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