Mortes prematuras
No último sábado, 31 de maio, morreu com apenas 43 anos, o narrador esportivo Maurício Torres. O jornalista que consolidou sua carreia como narrador e apresentador, com passagens pela Rádio Globo, SportTV e TV Globo, estava desde 2005 na TV Recordo.
No último sábado, 31 de maio, morreu com apenas 43 anos, o narrador esportivo Maurício Torres. O jornalista que consolidou sua carreia como narrador e apresentador, com passagens pela Rádio Globo, SportTV e TV Globo, estava desde 2005 na TV Recordo. Ele deixa mulher e uma filha de oito anos.
A morte precoce do jornalista levanta a questão sobre as causas que levam ao óbito, pessoas consideradas jovens. Maurício estava internado há algumas semanas com problemas no coração e no pulmão. O jornalista passou mal num voo, e, levado para o hospital, ficou constatada uma arritmia cardíaca. O quadro sofreu uma piora com uma infecção pulmonar.
Mortes que acontecem assim, de repente costumam chocar. Nos últimos anos, diversas pessoas jovens e famosas deram adeus ao mundo carnal, como Cory Monteith uma das estrelas do seriado Glee, aos 31 anos, Heath Ledger, que estrelou 10 Coisas que Eu Odeio em Você, aos 28 anos e Brittany Murphy que atuou em As Patricinhas de Beverly Hills, Garota Interrompida e Recém Casados, aos 32 anos. Além de tantos outros grandes astros da música como Amy Winehouse e Jim Morrison, entre outros.
As causas da morte prematura, podem vir de diversos fatores como os hereditários ou por maus hábitos. De acordo com nota divulgada pelo Portal do Coração, um estudo publicado no jornal especializado The Lancet, diz que 25% dos homens russos morrem antes dos 55 anos, a maioria deles por causa do álcool. No Reino Unido, a proporção é de 7%. Já no Brasil, onde a violência mata muitos jovens, 37% dos homens não chegam a completar 55 anos. As causas de morte relacionadas à bebida na Rússia incluem doença hepática e intoxicação por álcool. Muitos também morrem em acidentes ou brigas. O estudo é considerado o maior do tipo no país. Pesquisadores do Centro de Pesquisa do Câncer da Rússia, em Moscou, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Organização Mundial de Saúde na França acompanharam os padrões de consumo de 151 mil adultos, em três cidades russas, por até dez anos.
Durante esse período, oito mil deles morreram. Os pesquisadores também se basearam em estudos anteriores em que as famílias de 49 mil pessoas mortas responderam sobre seus hábitos. Cada adulto russo bebe, em média, 13 litros de álcool puro por ano, dos quais 8 litros de destilados, principalmente vodca. No Brasil o número comparável é de 9,2 litros por adulto, sendo que 54% desse consumo é cerveja e 40%, destilados.
Vida mais saudável evitaria 37 milhões de mortes precoces – De acordo com matéria divulgada pelo Zero Hora, cerca de 37 milhões de mortes prematuras poderiam ser evitadas até 2025 no mundo se a população adotasse um modo de vida mais saudável, sem cigarros, álcool ou alimentação salgada, conclui estudo divulgado nesta semana.
Os cientistas do Imperial College de Londres estimam que a eliminação ou a redução de seis fatores de risco para a saúde poderá evitar ou retardar a morte prematura de 37 milhões de pessoas, de acordo com o trabalho publicado na revista médica britânica The Lancet.
Os objetivos de vida mais saudável consistem em reduzir de um terço à metade o consumo do tabaco, limitar em 10% o álcool, diminuir em 30% a quantidade de sal consumida, reduzir em 25% o número de pessoas que sofrem de hipertensão e parar o aumento de obesos e diabéticos.
Esse esforço permitiria evitar ou adiar, até 2025, mais de 16 milhões de mortes entre a população mundial entre os 30 e os 70 anos e evitar 21 milhões de óbitos prematuros depois dos 70.
Os dois elementos preponderantes para agir sobre a esperança de vida são o tabaco e a hipertensão arterial, que são um fator de risco importante para as doenças cardiovasculares, que podem ser combatidas com medicamentos, a prática de exercício físico e a redução do consumo de sal.