Rádio PX a serviço da comunicação
Operando na faixa dos 11 metros, faixa do Cidadão, criticado pela linguagem, muitas vezes imprópria, utilizada nas falas, onde poucos obedecem à legislação, os rádios PX que equipam a maioria dos caminhões e carretas que rodam por nossas estradas passaram a ser um item quase obrigatório em termos de segurança e lazer.
Operando na faixa dos 11 metros, faixa do Cidadão, criticado pela linguagem, muitas vezes imprópria, utilizada nas falas, onde poucos obedecem à legislação, os rádios PX que equipam a maioria dos caminhões e carretas que rodam por nossas estradas passaram a ser um item quase obrigatório em termos de segurança e lazer. Na década de 70, foi liberado para utilização no Brasil, mas está sujeita a uma série de exigências da Anatel – Agência Nacional das Telecomunicações, que controla a origem, o modelo e a potência do equipamento. Além da habilitação do operador, que tem um prefixo próprio, há pagamento de taxas pelo uso da frequência de rádio. No começo os adeptos do radioamadorismo foram os primeiros usuários, passando logo depois para os taxistas e os carreteiros. Com a proliferação de equipamentos contrabandeados, a necessidade de licença foi tornando-se cada vez mais ignorada. Hoje, são poucos os operadores legalizados utilizando os 11 metros. Nas estradas o rádio PX serve para troca de informações sobre as condições de estradas, algum tipo de emergência, existência de barreiras nas estradas e até para socorrer algum colega de profissão que precise de ajuda. Para emergência, os operadores utilizam um canal reservado para esses casos, inclusive contatos com a Polícia. Hoje em dia, o rádio PX é muito utilizado para comunicação entre caminhoneiro evitando furtos, filas, e também serve como distração, uma vez que muitos motoristas viajam durante a noite.
Anderson Bertoldo, 32 anos, é há dois anos motorista de carreta e conta uma de suas histórias. “Em uma de minhas viagens para São Paulo, passando pela serra do Cafezal, (serra dos 90) onde em um trecho de 31 km não há comunicação com celular e nem mesmo o Nextel por considerado ‘zona morta’, como a carreta sumiu do rastreador, a central bloqueou e fiquei parado no meio da pista. Minha única solução para não precisar pedir carona e chamar o resgate do autopista ou a Polícia foi me comunicar com outros caminhoneiros através do radio PX. Pedi para que avisasse a polícia que estava parado no meio da pista com a carreta bloqueada, pois a serra do mar é um local de risco onde muitos são assaltados”, disse.
Também comentou que usa o PX muitas vezes antes de sair dos postos de combustível. “Chamo pelo rádio para saber a situação da rodovia, caso tenha engarrafamento nem saio, vou tomar um banho, jantar e, se der tempo, até descanso um pouco, assim evito ficar parado na rodovia, só aumentando o congestionamento e correndo risco de assalto”, comentou Anderson.